De acordo com informações preliminares, a vítima estava dormindo quando foi atacada por outro preso, que teria jogado removedor de esmalte em seu corpo e ateado fogo.
O agressor foi imediatamente isolado em regime disciplinar, conforme protocolo da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).
Apesar da gravidade do ocorrido, a SAP informou que o ferido foi atendido no Hospital das Clínicas de Marília e, após os primeiros cuidados, retornou à unidade prisional, onde seu quadro é considerado estável. A direção da penitenciária registrou um boletim de ocorrência e a Polícia Judiciária deve prosseguir com as investigações.
Para o SINPPENAL, o caso vai além de mais uma tentativa de homicídio. Ele serve como mais um trágico indicador das condições de superlotação, tensão permanente e insuficiência de recursos que marcam o cotidiano do sistema. Situações como essa geram um ambiente de altíssimo estresse e perigo, impactando diretamente a segurança e a saúde mental dos servidores penitenciários, que estão na linha de frente, gerenciando crises diárias.
A unidade com capacidade para 821 presos, tem atualmente uma população de 1400, mais de 70% além de sua lotação máxima e quase o dobro da superlotação limite determinada pelo STF na ADPF 347, segundo dados da inspeção do CNJ em setembro de 2025 a unidade contava com 155 Policiais Penais uma média de 9 presos por Policial Penal quase duas vezes o recomendado pelo CNPCP e a ONU.
O aumento da violência entre presos deve ser vista com atenção pelo Governo, visto que é um sinal do aumento das tensões internas nas unidades. Em um cenário de crise crônica de pessoal fica cada vez mais difícil controlar as unidades superlotadas e com condições precárias.
Graças a inação do Governo Tarcísio que passou quatro anos sem contratar nenhum Policial Penal o perigo para os Policiais Penais e a sociedade aumenta a cada dia.