Hoje foi divulgado na Jovem PAM que o Governo Tarcísio está estudando um reajuste e a reestruturação de carreira da PM, a reportagem também fala da possibilidade de reajuste para a Polícia Civil, porém em nenhum momento menciona a Polícia Penal.
O mais preocupante é que a reportagem menciona projetos separados, o que significa que Tarcísio pode manter a Política de reajustes distintos para entre as polícias.
Cabe lembrar que em 2023 o Governo quebrou uma tradição histórica de reajustes iguais para as forças de segurança ao conceder e média 23% para as polícias Civil e Militar e apenas 6% para a Polícia Penal.
Em negociações o então Secretário da Casa Civil prometeu que os 14% restantes viriam com a aprovação da Lei Orgânica.A Lei Orgânica só veio um ano depois e os 14% entraram para o rol das promessas não cumpridas por Tarcísio de Freitas.
Cabe lembrar que na mesma época o Secretário da SAP Marcello Streifinger também afirmou que os Policiais Penais teriam aumento junto com as outras Polícias.
Histórico de promessas não cumpridas
Tarcísio de Freitas tem um histórico de promessas não cumpridas para com os Policiais Penais.
A começar pelos 14% de reajuste que nunca chegaram ao bolso do Polícial Penal, pela Lei Orgânica que ele afirmou que seria boa e no final, sequer garantiu prerrogativas mínimas e acautelamento de arma, se concentrando em criar um regulamento disciplinar repressivo,usurpar direitos e piorar a progressão de carreira.
Passado mais de um ano, o Governo Tarcísio não foi capaz, nem mesmo, de regulamentar a diária alimentação prevista na Lei, ou de fornecer os novos uniformes e uma carteira funcional decente.
Dinheiro não falta o que falta é vontade política
São Paulo foi um dos quatro estados Brasileiros que apresentou superávit fiscal em 2024 e 2025, se mantém a anos abaixo do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal e um crescimento de arrecadação que supera a inflação, ou seja São Paulo tem dinheiro em caixa para pagar um salário digno. Porém ao invés de Investir esse dinheiro na melhoria salarial do funcionalismo, e em especial dos Policiais, o Governo Tarcísio tem priorizado beneficiar grandes empresários com descontos no imposto.A renúncia fiscal do estado atinge 30% da arrecadação ou 85 bilhões anuais.
Em dezembro de 2025 Tarcísio deu um ”Presente” de R$2 bi às concessionárias de rodovias alegando que as mesmas tinham tido “prejuízo” durante a COVID.
Enquanto isso as Policia Penal de São Paulo continuam amargando um dos piores salários do país, o déficit de pessoal já passou do insuportável,as unidades estão caindo aos pedaços, e as viaturas sucateadas.
Se não aparecermos seremos esquecidos
O Governo tem demonstrado que sua preocupação principal é o marketing e não a realidade, nesse momento a única forma de não sermos deixados de lado no reajuste é fazer pressão na mídia, nas redes sociais e na opinião pública.
Devemos lembrar que a Polícia Penal foi a única que não teve nenhuma contratação durante esse governo, isso faz parte de um plano de desmonte.A desvalorização salarial faz parte desse desmonte, como bem demonstrou o número vergonhosamente baixo de inscrições para o concurso público.
Devemos nos mobilizar
A decisão do SINPPENAL de se juntar às entidades de classe das demais polícias faz parte de uma estratégia para evitar que sejamos mais uma vez deixados para trás, o ato de dia 24 de fevereiro foi apenas o começo, fiquem atentos a nossas redes sociais e participem da mobilização, pois caso contrário mais uma vez seremos esquecidos.