O Instagram da SAP e da Polícia Penal trouxe hoje uma publicação afirmando que a bonificação por resultados deve ser paga até 29 de maio deste ano. Diferentemente do que aconteceu em 2024 e 2025, quando o governo mudou as regras na última hora e adiou a publicação do decreto para postergar o benefício, em ano eleitoral o governador Tarcísio de Freitas resolveu agilizar o processo para tentar fazer uma média com os policiais penais.
Após descumprir sistematicamente todas as promessas de campanha, após sucatear a Polícia Penal e a SAP de uma forma que nem mesmo João Dória foi capaz de fazer, e depois de negar duas vezes consecutivas o reajuste aos policiais penais, o Governador acena com um agrado para os trabalhadores da SAP.
Não se enganem! As metas do bônus escondem uma armadilha, com indicadores que o Policial Penal não tem controle e que foram elaborados sobre um resultado que já foi obtido.
Ou seja, o Governo já sabia desde o início o quanto teria de gastar para tentar comprar a consciência do Policial Penal.
Bônus é lei
O fato do governador cumprir a lei sem a demora dos anos anteriores não significa que esquecemos dos 14% de diferença do reajuste prometido e jamais concedido ou do tapa na cara que foi a negativa de Tarcísio de incluir a Polícia Penal no reajuste de 10% concedido às demais polícias.
Sindicato continuará na cobrança
O SINPPENAL continuará reivindicando que a Bonificação por Resultados deixe de ser um jogo de cartas marcadas, que as metas sejam divulgadas com antecedência e que a bonificação seja paga no início do ano subsequente ao exercício.
Afinal, o nobre Governador não tem se demonstrado afeito a cumprir suas promessas, sempre contando com o silêncio cúmplice dos traidores da categoria, que se vendem por 30 moedas, uma promessa de cargos ou por benesses menores, enquanto persegue os dirigentes sindicais.
O Governador deveria saber que todo Policial Penal aprende desde o início de sua carreira, que palavra se cumpre.
Para nós,operadores da segurança pública, é triste constatar que a palavra de um governante eleito pode ter menos peso do que a de uma pessoa privada de liberdade.