Nesta terça-feira em frente ao Estádio do Pacaembu, em um evento destinado a promover a ideia de que seu governo prioriza a segurança pública, Tarcísio de Freitas fez um dos discursos mais cínicos da história política do Estado de São Paulo. Ao declarar que os policiais têm de entregar para a sociedade :”Sangue, suor, sofrimento e lágrimas”.
Só que convenientemente o Governador , ao parafrasear Winston Churchill, o Primeiro Ministro Inglês durante a Segunda Guerra Mundial, esquece que não estamos lutando contra o Nazismo. Que não existe uma ameaça existencial a nosso povo.
Se esquece de que a maioria dos Policiais de São Paulo já entrega, há muitos anos sangue, suor, sofrimento e lágrimas.
Se esquece que hoje a maior ameaça existencial a Polícia Penal, deixou de ser o crime organizado e passou a ser a política de desmonte e desvalorização implementada por seu governo.
A justificativa do Governador, que gosta de fazer pose com um martelo vendendo o patrimônio público e de capacete em frente a obras bilionárias, é de que o governo não tem dinheiro.
Porém o mesmo governador que afirma que o estado está sem dinheiro para dar dignidade a seus policiais, é o governador que deu “de presente” R$2 bilhões às concessionárias de rodovias, alegando que os “pobres empresários” tiveram diminuição de lucros durante a COVID.
Assim Tarcísio inaugura um novo modelo de negócio, em que os empresários não correm riscos, pois ao contrário daqueles que tem um pequeno comércio ou uma fábrica, os barões das rodovias, os “amigos” que fazem negócios com o estado sempre saem no lucro. E a conta recai sobre os servidores públicos e a população.
Convenientemente ao pedir seu sangue o dito “gestor” se esquece de suas promessas de campanha de valorizar as polícias. Se justifica dizendo que temos que olhar para as contas do estado.Porque não olhou estas contas antes de prometer?
Se o estado realmente estava em dificuldades, porque não seguiu a orientação do Tribunal de Contas que constatou que houve “falta de prioridade na Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo no aprimoramento da concessão de benefícios fiscais e um risco de que renúncias injustificadas sejam concedidas.” ao elevar para R$85 bi as isenções fiscais?
O que podemos entender é que é mais fácil para Tarcísio, arrochar o salário dos policiais e demais servidores públicos do que tirar benefícios dos empresários que apoiam suas ambições políticas.
Tarcísio Fugiu
A programação era de que Tarcísio de Freitas iria na terça feira até a Assembleia Legislativa entregar o projeto de reajuste das polícias Militar e Civil, vários Policiais Penais foram até a porta da ALESP, porém ao invés de ir até a “casa do povo” Tarcísio preferiu encenar um evento de campanha com os deputados que o apoiam e entregar algumas viaturas, seguindo o velho roteiro de “investimento em segurança” que no final das contas é apenas cenográfico.
Alertado da mudança de planos do Governador, o Presidente do SINPPENAL Fábio Jabá foi até o evento na tentativa de questionar o porquê Tarcísio deixou a Polícia Penal de fora do reajuste.
Daremos a resposta com sangue
Nexta sexta, sábado e domingo vamos fazer uma ação solidária de protesto doando sangue, os diaristas e plantonistas de cidades em que o banco de sangue não funcione no final de semana devem doar sangue na sexta-feira e os plantonistas de São Paulo e Campinas Onde o Banco de Sangue funciona sábado e domingo devem doar nestes dias
Lembramos a todos que a doação de sangue é uma ato solidário e amparado pela lei :
LEI Nº 1.075, DE 27 DE MARÇO DE 1950. que estabelece:
Art 1º Será consignada com louvor na fôlha de serviço de militar, de funcionário público civil ou de servidor de autarquia, a doação voluntária de sangue, feita a Banco mantido por organismo de serviço estatal ou para-estatal, devidamente comprovada por atestado oficial da instituição.
Art 2º Será dispensado do ponto, no dia da doação de sangue, o funcionário público civil de autarquia ou militar, que comprovar sua contribuição para tais Bancos.
Cabe lembrar que a Lei 10.261, de 28 de outubro de 1968 (estatuto do Servidor Público Estadual) e a Lei N. 3.365, DE 6 DE JUNHO DE 1956 também garante o direito e quaisquer ações visando impedir e coagir o Servidor público de doar sangue no dia de sua escolha configura violação da Lei.
Nesta sexta, sábado e domingo convidamos a todos os Policiais Penais de Plantão para que doem sangue em um ato de solidariedade e protesto.
Nas cidades de São Paulo e Campinas é possível realizar a doação de sangue durante o final de semana:
Banco de Sangue de São Paulo (Paraíso): Rua Tomás Carvalhal, 711. Funciona sábados, domingos e feriados, das 7h às 18h.
Hemocentro Unicamp (Campinas): Rua Carlos Chagas, 480. Atende de segunda a sábado (inclusive feriados), das 7h30 às 15h.
Santa Casa de Misericórdia: Funciona de segunda a sexta, das 7h às 17h, e aos sábados, das 7h às 15h.
Banco de Sangue Albert Einstein (Morumbi): Aos sábados, das 8h às 16h.
Assista o vídeo abaixo:
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