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A Regional de Campinas do Sifuspesp mudou de endereço. O atendimento do novo Ponto de Apoio do sindicato na cidade reinicia no dia 21 de janeiro, próxima segunda-feira, agora situado na Rua Padre Vieira, nº 568, no Centro da cidade.

 

Os atendimentos serão realizados por meio de agendamento, sendo o telefone de contato (19) 99364-2105. Os serviços prestados poderão ser efetuados as terças-feiras, das 9h às 13h, lembrando que necessitam de prévia programação junto a secretaria local. O departamento jurídico local continua sob responsabilidade da advogada Drª Ângela Tesch Toledo.

 

Dúvidas podem ser tiradas pelo telefone acima citado, via Whatsapp ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. . A advogada do Ponto de Apoio de Campinas também encontra-se a disposição para informações sobre processos em andamento.

 

O Sifuspesp agradece a compreensão dos associados pelas mudanças administrativas, realizadas na tentativa de um atendimento mais dinâmico e próximo do servidor.

 

O Sindicato somos todos nós. Unidos e organizados!

O SIFUSPESP comunica mudança da Regional SIFUSPESP da Baixada Santista, anteriormente localizada na Praia Grande, foi transferida para a cidade de São Vicente. O Ponto de Apoio do SIFUSPESP em São Vicente inicia os atendimentos no dia 21 de janeiro, próxima segunda-feira, na Avenida Antônio Emmerick, n. 693, Conjunto 2, Sala 3, no Jardim Guassu.  A Regional de Praia Grande permanecerá fechada.

Os dias da semana de atendimento jurídico, ainda realizados pelo advogado Dr. Jair Rodrigues de Lima, serão realizados de segunda a sexta-feira, com agendamento prévio.

O telefone de contato e agendamento de atendimentos continua o mesmo, (13) 3474-2202. O número Whatsapp (13) 982191139 também está a disposição com a mesma finalidade.

O SIFUSPESP agradece a compreensão e estamos dispostos a trabalhar para melhor servir nossos associados.

 

O sindicato somos todos nós. Unidos e organizados!

Mais de 5 mil ASPs podem ser beneficiados. Servidores que não concordam com resultado podem impetrar recurso até a próxima quinta-feira

 

A Comissão de Promoção do Departamento de Recursos Humanos(DRHU) da Secretaria de Administração Penitenciária(SAP) tornou públicas nesta quinta-feira, 17/01, as listas classificatórias em que estão os nomes dos agentes de segurança penitenciária(ASPs) inscritos no concurso de promoção por antiguidade referente ao exercício de 2018.

No total, poderão ser beneficiados 5.811 servidores, sendo 1.008 de Classe II, 1.114 de Classe III, 1.383 de Classe IV, 1.437 de Classe V e 869 de Classe VI. Aqueles que não foram contemplados nesta primeira relação poderão apresentar recurso em até cinco dias úteis contados a partir da data da publicação do comunicado, ou seja, até a próxima quinta-feira, 24/01.

Confira neste link se seu nome está na lista. Também disponível entre as páginas 17 e 44 do Diário Oficial do Estado de São Paulo, de 17/01/2019.

Agentes encontraram dentro de garrafas de refrigerante bebida alcoólica, droga em chinelo, e microcelulares.

 

No últimos sábado e domingo, dias 12 e 13 de Janeiro, as ocorrências foram diversas, entretanto os trabalhadores penais, utilizando da expertise adquirida no dia a dia, por observação de comportamentos suspeitos, em algumas unidades com auxílio do aparelho de scanner corporal, obtiveram êxito no procedimento de revista.

Ao contrário do que pensa o senso comum, esta não é uma tarefa fácil de ser realizada. Assim como o scanner não substitui o trabalho de inteligência e perspicácia para o cumprimento da operação. Além disso, com a superlotação das unidades, o número de visitantes é absurdo e o déficit funcional é um fator agravante.

Desta maneira, o SIFUSPESP exalta os funcionários do sistema prisional paulista pela realização deste trabalho. Parabéns aos guerreiros!


Segue abaixo os destaques das apreensões:

Na Penitenciária Feminina de Sant'Ana, agentes encontraram drogas em chinelo, 

Na Penitenciária de Florínea, a irmã de um sentenciado tentou entrar com um parafuso escondido dentro de uma barra de doce de banana.

 

Região Metropolitana de São Paulo

Pinheiros I

No Centro de Detenção Provisória (CDP) "ASP Vicente Luzan da Silva" Pinheiros I, a mãe de um preso foi flagrada com folhas de papel de seda escondidos em um absorvente íntimo. Os agentes de segurança de plantão constataram os papéis com a mulher através das imagens do scanner corporal, foram contabilizadas 64 folhas de papel de seda. 

Vila Independência

Duas visitantes do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Vila Independência tentaram entrar na unidade com entorpecentes escondidos em suas calcinhas. A irmã e a companheira de presos levavam pacotes com ilícitos cocaína e maconha, respectivamente. As substâncias foram descobertas através das imagens do aparelho de revista scanner corporal, que mostrou anormalidade na região íntima dos corpos das visitantes.

Sant’Ana

Os agentes de segurança da Penitenciária Feminina de Sant’Ana apreenderam um chip de celular e 42 gramas de maconha com duas visitantes. O chip estava escondido dentro de um maço de cigarro e a maconha estava nos chinelos da visitante. 

Santo André

No Centro de Detenção Provisória (CDP) de Santo André, ao passar uma visitante pelo scanner corporal os agentes de segurança da unidade flagraram anormalidade na região de sua cintura. Ao ser questionada a mesma assumiu ter colocado um fundo falso com drogas sobre a sua roupa íntima, o pacote com 50 gramas de cocaína e 14 gramas de maconha.

Diadema

A companheira de um preso do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Diadema, foi flagrada tentando levar para dentro da unidade um invólucro contendo maconha. O material estava escondido no cós da blusa da mulher e foi constatado visualmente pelos funcionários da unidade, que perceberam um volume anormal na costura de sua roupa. 

Franco da Rocha

Nas penitenciárias I “Mário de Moura e Albuquerque” e III “José Aparecido Ribeiro”, de Franco da Rocha, houve apreensões de entorpecentes com três visitantes das unidades.

Com a companheira de um preso da Penitenciária I “Mário de Moura de Albuquerque”, de Franco da Rocha, os agentes de segurança perceberam anormalidade na região íntima do corpo da mulher, através das imagens do scanner corporal. A mesma foi questionada e afirmou que levava consigo um pacote com maconha e cocaína.

Na Penitenciária III “José Aparecido Ribeiro”, também de Franco da Rocha, as apreensões feitas com duas visitantes foram de ilícitos com maconha e cocaína. Contabilizaram a apreensão de 105 gramas de substância análoga à cocaína e 11 gramas de substância análoga à maconha. Em um dos casos a mulher levava os entorpecentes escondidos no elástico de sua roupa, e a outra os ilícitos estavam no corpo da mulher.

Itapecerica da Serra

O Centro de Detenção Provisória (CDP) “ASP Nilton Celestino” registrou o flagrante de uma visitante que tentou entrar na unidade com maconha escondida em sua roupa íntima (top), continha aproximadamente 20 gramas do ilícito. 

 

Vale do Paraíba e Litoral

 

Suzano

Duas mulheres foram barradas ao tentarem entrar com drogas no Centro de Detenção Provisória de Suzano, a irmã de um detento teve a tentativa frustrada de entrar no presídio com 184,2 gramas de maconha e 187,3 gramas de cocaína. A mulher, de 30 anos, havia costurado invólucros com drogas dentro das alças de uma bolsa de plástico com mantimentos que entregaria ao preso.

No dia seguinte, a mãe de um interno foi surpreendida com maconha sintética escondida entre fatias de queijo muçarela. Os agentes encontraram dois pedaços do alucinógeno, parecidos com recortes de papel em branco, no alimento trazido pela suspeita, de 52 anos.

São Vicente

Duas pessoas foram frustradas na tentativa de entrar com material ilícito em unidades prisionais de São Vicente.

Na Penitenciária II de São Vicente, a companheira de um sentenciado foi surpreendida ao passar pelo scanner corporal com um invólucro que carregava na genitália. As servidoras do estabelecimento penal observaram um objeto estranho na região pélvica da jovem, de 21 anos. A suspeita admitiu que trazia 105 gramas de cocaína e 15 gramas de maconha em uma embalagem dentro do corpo, retirada espontaneamente em local reservado.

No mesmo dia, o avô de um detento teve a entrada impedida no Centro de Detenção Provisória "Luis César Lacerda", o CDP de São Vicente, ao tentar entrar com 6 gramas de maconha escondidos na barra da calça. O flagrante aconteceu quando o idoso, de 67 anos, foi submetido à inspeção pelo aparelho de escaneamento corporal.

Região Noroeste

 

Álvaro de Carvalho

Uma mulher foi flagrada com objeto suspeito na região pélvica ao passar pelo escâner corporal da Penitenciária "Valentim Alves da Silva" de Álvaro de Carvalho. Ela, que visitaria o filho na unidade, negou qualquer irregularidade. Porém, novamente questionada, a visitante confirmou que escondia uma porção de maconha na genitália. O entorpecente, pesando 55 gramas.

Bauru

O Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru registrou dois casos de visitantes tentando entrar com drogas na unidade. 

Em uma das ocorrências, o escâner corporal apontou objeto suspeito na região pélvica de uma das visitantes. Ao ser indagada, a mulher confessou que havia uma porção de droga escondida em sua genitália. Ela mesma retirou o invólucro de sua genitália, contendo 65,56 gramas de maconha e 47,38 gramas de cocaína.

Em outro flagrante, a mulher que visitaria o seu companheiro no CDP de Bauru foi flagrada com 34,76 gramas de maconha, também na genitália, após passar por inspeção no escâner corporal.

Franca

Agentes de segurança apreenderam uma porção de maconha com uma mulher que visitaria o marido na Penitenciária de Franca. Inicialmente, ao ser descoberta pelo escâner corporal, a visitante negou qualquer irregularidade. Entretanto, acabou confessando que escondia a droga em seu corpo.

Marília

Uma mulher que visitaria o companheiro na Penitenciária de Marília foi flagrada tentando entrar na unidade com 222 gramas de maconha escondidas na genitália. Após ser descoberta pelo escâner corporal, a visitante foi levada até uma sala reservada e, sob supervisão de uma agente feminina, retirou a droga de sua genitália.

Pirajuí

A Penitenciária “Luiz Gonzaga Vieira”, a P II de Pirajuí, registrou dois casos de visitantes tentando entrar com drogas na unidade.

Em uma das ocorrências, a mulher, que visitaria o marido preso, escondia dois invólucros de maconha em sua genitália- confeccionados com pedaço de toalha preta. A porção de maconha contabilizou peso total de 218 gramas.

Em outro flagrante, a mulher que visitaria o seu companheiro na P II de Pirajuí também foi descoberta pelo escâner corporal. Ela escondia na genitália uma porção de maconha, pesando 105 gramas. 

Serra Azul

O escâner corporal da Penitenciária I de Serra Azul atestou positivo para objeto suspeito escondido na região do quadril de uma das visitantes. Após negar qualquer irregularidade, ela foi encaminhada para uma unidade de saúde da cidade, onde passou por exames que comprovaram a suspeita. A mulher, então, concordou em retirar a maconha escondida em seu corpo, acondicionada em um invólucro de aproximadamente 10 centímetros. 

Pontal

Uma senhora foi surpreendida com um chip de celular escondido na sacola de alimentos, durante procedimento de revista no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pontal.

 

Região Central

 

Americana

Duas mulheres foram flagradas no Centro de Detenção Provisória (CDP) ‘AEVP Renato Gonçalves Rodrigues’, de Americana. Na primeira ocorrência, a visitante pretendia entrar na unidade prisional com fio de estanho escondido em um elástico de prender cabelo. No segundo caso, a mulher flagrada foi surpreendida durante o procedimento de revista, foi constatado a presença de dois micros celulares e dois chips escondidos em um pacote de bolacha e em um pacote de pão de forma.

Iperó

A irmã de um recluso foi flagrada durante o procedimento de revistas na sacola dos alimentos, na penitenciária ‘Odon Ramos Maranhão’, de Iperó. O flagrante ocorreu quando agentes encontraram papéis com anotações proibidas, em um absorvente íntimo. As informações tratavam-se de relatórios e a contabilidade do crime.

 

Região Oeste

 

Osvaldo Cruz

Durante os procedimentos de revista pelo scanner corporal na Penitenciária de Osvaldo Cruz, a visitante de um sentenciado foi flagrada com porções de substância, que ela informou se tratar de maconha e cocaína, as quais estavam inseridas em sua genitália. 

Mirandópolis

Agentes de Segurança Penitenciária da Penitenciária “Asp Lindolfo Terçariol Filho” de Mirandópolis (PII) descobriram 02 (dois) cartões de memória ocultados na peça íntima de uma visitante, os quais foram detectados durante o procedimento de vistoria mecânica por aparelho de scanner corpóreo.

No mesmo dia, Durante a realização de revista em alimentos, funcionários da Penitenciária “Nestor Canoa” de Mirandópolis (PI Mirandópolis) detectaram, por meio do equipamento de raios X, uma vasilha plástica contendo lanches com 159 (cento e cinquenta e nove) comprimidos na cor azul; 45 (quarenta e cinco) cápsulas nas cores branco e azul e 35 (trinta e cinco) cápsulas na cor branca. 

Presidente Bernardes

Na Penitenciária “Silvio Yoshihiko Hinohara” de Presidente Bernardes, com dois invólucros plásticos escondidos no sutiã contendo maconha, e cocaína, uma mulher foi flagrada durante os procedimentos de revista para entrada na unidade prisional. 

Valparaíso

Ao revistar a bolsa de alimentação de uma visitante, agentes penitenciários do Centro De Progressão Penitenciária de Valparaíso encontraram, dentro de uma vasilha transparente, 01 (um) bolo recheado com maconha. 

No mesmo dia, na Penitenciária de Valparaíso, uma mulher confessou que portava um invólucro introduzido nas partes íntimas contendo cerca de 200 gramas de pasta base de cocaína. 

Junqueirópolis

Três mulheres foram impedidas de entrar na Penitenciária de Junqueirópolis após serem flagradas com invólucros inseridos na genitália, os quais foram descobertos mediante passagem pelo scanner corporal, somando dois celulares e três fones de ouvido. 

Florínea

Após visitar o filho na Penitenciária de Florínea, uma mãe tentou sair do local levando consigo três cartas, infringindo assim o artigo 134, inciso II, alínea da resolução SAP 196 de 11/11/15.

No dia seguinte, durante os procedimentos de revista para entrada no presídio, o equipamento de raios X apitou indicando que havia um parafuso escondido dentro de uma barra de doce de banana, trazida pela irmã de outro sentenciado.

Pacaembu

Durante a entrada na Penitenciária “Ozias Lúcio Dos Santos” de Pacaembu para visitação, três mulheres foram flagradas portando nos órgãos genitais invólucros revestidos em fita isolante, grafite e carbono, os quais continham cada qual um celular. 

Flórida Paulista

Duas garrafas de refrigerante contendo bebida alcoólica e dois aparelhos de celulares foram impedidos de ser transportados para dentro da Penitenciária “Aevp Cristiano De Oliveira” de Flórida Paulista no sábado, após revista mecânica em três visitantes de sentenciados, via scanner corporal. A bebida estava entre os alimentos (jumbo) trazidos por uma delas, enquanto os telefones estavam inseridos nos órgãos genitais das demais. 

Assis

Na Penitenciária de Assis, ao passar pela inspeção uma bolsa com alimentos e objetos de uso pessoal, que seriam entregues a um sentenciado, foram encontrados 04 (quatro) aparelhos de barbear com porções de maconha camufladas atrás da lâmina.

Enquanto isso, outra visitante foi flagrada pelo scanner corporal ao trazer oculto no órgão genital 01 (um) telefone celular.

Lavínia

Ao submeter à revista os pertences e gêneros alimentícios (jumbo) trazidos pela visita de um sentenciado, funcionários da Penitenciária “Luiz Aparecido Fernandes” de Lavínia (PII) encontraram em meio a roupas da filha da mulher 01(um) bilhete com anotações e números de celulares.

No mesmo dia, outras três mulheres também foram flagradas com pedaços de fio de estanho escondidos na costura das bolsas. Uma quarta pessoa ainda tentou burlar a segurança trazendo na peça íntima 01 (um) extrato bancário, 01 (uma) porção de maconha e cocaína e 02 (dois) pedaços de papel com suposto entorpecente K4.

Martinópolis

A companheira de um sentenciado da Penitenciária “Tacyan Menezes De Lucena” de Martinópolis tentou ingressar na unidade com 01 (um) invólucro inserido na genitália, contendo 01 (um) micro aparelho de telefonia celular.

Duas horas depois, outra mulher tentou ingressar no presídio trazendo nas vestes, entre as coxas, um invólucro contendo substância análoga à cocaína.

 

 

Leia a matéria:

http://www.sap.sp.gov.br/noticias/pauta-07-01-19.html#top 

Estudiosos de organizações criminosas criticam incapacidade dos governos para reagir a ataques recentes e temem que violência se espalhe por diversos Estados. Também enfatizam: "o cenário atual de privatização generalizada, reduz o poder especialista do Estado e pode favorecer o crime organizado".

 

A série de ataques promovidos por facções criminosas nas ruas de cidades do Ceará e de Roraima, ao longo dos últimos meses, acendeu um estopim que pode espalhar a onda de violência por outros Estados do país. É o que atestam especialistas em criminologia e estudiosos da segurança pública ouvidos pelo SIFUSPESP. Afirmam que a população brasileira está submetida a riscos na atual conjuntura que o país atravessa, repetindo o caos que reinou durante os ataques do Primeiro Comando da Capital(PCC) no estado de São Paulo em 2006.

 

Na opinião de dois pesquisadores entrevistados pelo sindicato, a reação das diversas esferas de governo contra a atuação dos criminosos nos Estados usa de pouca inteligência, é ineficaz e midiática, sem atingir o ponto nevrálgico dessas organizações, que na opinião de uma dessas fontes são “gangues de terceira geração”.

 

E o que são as tais gangues de terceira geração? São facções criminosas que superaram o status de máfia(gangues de segunda geração), tão difundido em filmes sobre ações de criminosos na Itália e Estados Unidos, por exemplo.

 

Durante diferentes épocas, as máfias disputaram entre si o monopólio de mercados irregulares de bebidas alcoólicas, armas, drogas e lutas ilegais, entre outras vertentes de crimes, mas tinham uma formatação verticalizada e piramidal, que com o tempo foi sendo coibida pela inteligência policial e pelo estrangulamento de suas finanças.

 

Diferentemente das máfias, gangues de terceira geração - exemplificadas pelo PCC - possuem uma estrutura horizontal, dividida em células especializadas que cuidam de cada aspecto específico da organização: controlam rotas de transporte de mercadorias, tráfico internacional, tráfico no varejo, políticos de diferentes partidos, instituições financeiras, advogados e integrantes dos órgãos de Justiça e empresas legalizadas que lavam o dinheiro sujo.

 

Entenda um pouco mais a estrutura de organizações do crime organizado no vídeo a seguir: 

 

 

Esta divisão de tarefas e a independência entre os membros do grupo, permite uma grande flexibilidade e uma virtual invulnerabilidade a ataques por parte das organizações policiais, além de grande integração com outras organizações transnacionais.

 

Tais organizações possuem outra característica que é a de disputar espaço com o Estado, chegando ao ponto de controlar regiões inteiras de grandes cidades (vide o Rio de Janeiro). No Brasil estas organizações têm como base o sistema prisional.

 

Nas penitenciárias, muito já tem se ouvido nos corredores sobre novos “salves” que podem acontecer por todo o país graças a essa plena organização das facções. Os “salves” são as ações de violência coordenadas contra postos policiais, agentes prisionais e outros espaços e integrantes das forças de segurança, além da destruição de patrimônio público, vias e veículos, ações que amedrontam a população e colocam as autoridades em xeque.

 

Segundo o estudioso “Não adianta cortar algumas cabeças e acreditar que sanou o problema, porque o PCC funciona como uma hidra de lerna - ser mitológico que enfrentou Hércules - para cada cabeça que você corta, surgem outras no lugar”, explica.

 

Despreparo das autoridades

“O que vimos nos últimos tempos foi uma total falta de preparo por parte das autoridades em lidar com a complexidade que envolve a ação das facções criminosas no Brasil. No caso de Roraima e do Ceará, a incapacidade das polícias reagirem com firmeza às ondas de violência, levou à convocação da Força Nacional. Esta, por sua vez, chegou aos Estados com a promessa de eliminar o problema, porém nada mais fez do que espalhá-lo para outros lugares, onde os ataques devem chegar nos próximos meses”, alerta uma das fontes.

 

Outro especialista ouvido pelo SIFUSPESP lembra que a facção detém no Brasil o controle do tráfico de drogas e de armas, lavagem de dinheiro e monopólio sobre armamento de alto calibre distribuído irregularmente. Além disso, existe um risco iminente e já em curso de união da principal organização criminosa brasileira com as demais facções, o que elimina a concorrência nos Estados para essas atividades e permite uma cooperação para os chamados “salves” quando o crime é “provocado a se mostrar”, comenta.

 

Na opinião dos pesquisadores, quando a violência sai das penitenciárias e explode nas ruas das cidades, esses ataques acontecem porque o crime foi insuflado a dizer que está presente. “O Estado quer dizer que tem força suficiente para proteger a população, mas o que nós lamentamos dizer é que não tem, porque o crime já está duas décadas na frente construindo esse arsenal e essa estrutura coordenadamente. Se for ameaçado, a primeira coisa que fará será exibi-los”, ressalta a fonte, que continua.

 

“Por muito tempo as facções foram subestimadas pelos governos. Em São Paulo por exemplo, onde o PCC surgiu dentro da Casa de Detenção de Taubaté, expandindo-se depois do caso Carandiru e exigindo o fechamento desta penitenciária após a morte de mais de cem presos. Eles obtiveram êxito e o Carandiru realmente foi fechado, então a facção ‘colocou as asas de fora’. Ainda assim sua existência foi negada pelos governantes. Diziam que “estávamos vendo fantasmas”. Agora esses fantasmas estão aí, mais materializados do que nunca, ameaçando a segurança de todos nós”, destaca.

 

No olhar dos pesquisadores, as forças de segurança pública precisam de mais valorização, estrutura e ações de inteligência coordenadas com os órgãos investigativos e de fiscalização financeira para combater as facções criminosas. “Não adianta esgotar as polícias em cada Estado, e toda vez que se ver diminuído pelo enorme poderio do crime, convocar a Força Nacional para reprimir sem o aparato de guerra que as facções têm, o que por consequência faz espalhar a violência para outros lugares”, reiteram.

 

Crime organizado: uma empresa eficiente

Os especialistas apontam também o risco dessas organizações criminosas ampliarem seus negócios de lavagem de dinheiro por meio de conexões internacionais e através das privatizações generalizadas e aceleradas que os governos locais querem implementar, inclusive a privatização penitenciária. A eficiência é tamanha que seus membros são experientes negociadores, possuindo especialistas em setores não apenas financeiros, mas comunicacionais.

 

"O crime organizado gestiona um negócio, ou seja, busca lucratividade. Este negócio tem relação com a exploração econômica de pessoas, através de sua subordinação por meio da violência física ou da ameaça aos presos e seus familiares. Para eles, não existe forma melhor de organizar seus acordos comerciais do que por meio da conversão de unidades prisionais em tratados ligados a empresas e subordinados a metas que o Estado, no fim das contas, pode financiar via BNDES, ou então complementar os lucros das empresas graças a vários dispositivos contratuais", salientam. Isto, seja pelo investimento em empresas de capital aberto, empresas internacionais, ou empresas laranjas.

 

Concordaram em algo ainda mais polêmico sobre a finalidade das ações dessas facções criminosas. Um deles afirmou que "no atual estágio organizativo, nos parece que estas organizações estão espalhando o terror por meio de ataques em diversos locais, para demonstrar força e poder e ampliar sua unificação com outras facções menores por todo país, com fim de gerar um grande cartel articulado. Sem a presença de uma inteligência nacional policial e penitenciária, a segurança nacional corre grande risco".

 

Também destacam um avanço do crime organizado no Brasil: "Nota-se que no Brasil, sobretudo o PCC, já contam com 'sintonias jurídicas e de comunicação incorporada a sua inteligência'. Ou seja, que suas células organizativas atuam como instituições com setores profissionais que influenciam o Estado, ONGs e empresas. Entre estas atividades "já se nota um padrão discursivo, combinado ao discurso de organizações de direitos humanos, discursos legítimos, mas que são subvertidos para práticas criminosas", como no caso do vídeo abaixo:

 

 

"Esta técnica de propaganda coincide com formas de fortalecimento de lobby de empresas, grupos guerrilheiros internacionais e até mesmo políticos para atingir consenso em seus objetivos econômico-políticos", pondera um deles.

 

Ademais, nota-se que o PCC e o CV têm feito ações conjuntas recrutando "buchas" (pequenos infratores e vulneráveis que não fazem parte do crime organizado) por meio do pagamento em dinheiro ou favores. "Normalmente o crime usa criminosos não profissionais, ainda não integrados ao crime organizado, habitualmente moradores de rua, pequenos infratores, pessoas em grande vulnerabilidade, ou pequenos criminosos, acenando para o ingresso nestas organizações caso cumpram estas tarefas".

 

Nos recentes incidentes que colocaram em risco a população do estado do Ceará, o que a imprensa e fontes do meio policial e penitenciário informaram é que se pagava 1000 reais para incêndios em ônibus, carros, prédios, como também, 5000 reais para colocar explosivos em pontes e viadutos. Este tipo de organização tão fluída mostrou-se bastante eficiente e colocou em risco a sociedade cearense.

 

O Ceará encontra-se há 14 dias sofrendo ataques atribuídas a facções criminosas do Estado. Até o dia 15/01 foram 206 ataque que tiveram início em Fortaleza, espalhando-se por 46 cidades do Estado. Segundo o Estado, a motivação dos ataques - trata-se de queima de veículos, prédios públicos, bancos, ônibus e caminhões, torre de celulares - veio da nomeação do novo secretário da pasta da Secretaria de Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque.

 

Outras fontes informaram que trata-se de um pedido não atendido de separação de membros integrantes de mesmas facções. O governo pediu apoio da Força Nacional. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, autorizou o envio de tropas para reforçar a segurança no estado.

 

Para saber mais a respeito da onda de violência no Ceará, acompanhe o que a imprensa tem noticiado por meio do link: https://www.google.com/search?q=cear%C3%A1+ataque+2019&tbm=nws&source=univ&tbo=u&sa=X&ved=2ahUKEwiQvd36u_PfAhVBH7kGHalBDCYQt8YBKAF6BAgAEBI&biw=1536&bih=754



A análise apresentada neste texto, visa salientar preocupações da categoria penitenciária paulista e do SIFUSPESP em relação a expansão do crime organizado nos últimos meses e a incongruência que é gerar um processo de privatização e recolhimento do Estado e suas funções públicas e de inteligência em um momento tão frágil que o Brasil tem enfrentado. Esperamos chamar a atenção e sensibilidade para a complexidade do problema, pedindo que as autoridades e organizações públicas e da sociedade civil se aproxime de nossa categoria, não nos ignore em nossos esforços e conhecimentos, para que a sociedade não venha sofrer no futuro.

 

O sindicato somos todos nós, unidos e organizados. Filie-se.





 

É com tristeza que o SIFUSPESP lamenta o falecimento do agente de segurança penitenciária(ASP) João Gualberto da Cruz, de 69 anos, ocorrida na manhã desta quarta-feira, 16/01 em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

O ASP era aposentado e foi baleado durante uma ocorrência dentro do terminal de ônibus Taboão, da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo(EMTU). As circunstâncias do caso estão sendo apuradas pela Polícia Civil.

Até se aposentar, João Gualberto havia trabalhado na Penitenciária Desembargador Adriano Marrey, em Guarulhos.

O sindicato presta as condolências à família do ASP e oferece respaldo total neste momento de grande pesar, além de acompanhar as investigações a fim de que todos os fatos envolvendo a morte do servidor sejam esclarecidos.

Com o apoio dos agentes, Polícia Militar efetua prisão de dois indivíduos e apreende diversos ilícitos

 

Dois indivíduos são presos tentando invadir presídio invadir Centro de Progressão Penitenciária(CPP) Dr Edgar Magalhães de Noronha, em Tremembé, na última segunda-feira 14/01. A equipe de agentes penitenciários da unidade avistou movimentação suspeita, próximo a torre 5, localizada nos fundos da instituição.

Segundo informações, os agentes deslocaram-se até o local e quando disparos foram efetuados contra a equipe. Houve troca de tiros. O trabalho, no entanto, foi bem sucedido, sendo que a ação criminosa não obteve êxito.

Após o ocorrido, a Polícia Militar efetuou a prisão dos bandidos e apresentou a apreensão no Plantão Policial dos ilícitos citados abaixo:

40 celulares

40 baterias

94 carregador

15 chips de celular

1 corda

1 alicate

1 serra

1 PT 380 , numeração suprimida, com um carregador e 6 munições intactas

Aproximadamente 5 kg de maconha

 

Segurança Pública do Estado de São Paulo funciona em trabalho conjunto! Parabéns aos guerreiros!

 

O sindicato somos todos nós. Unidos e organizados!