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O Sinppenal recebeu uma denúncia grave sobre a situação no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Praia Grande. Desde janeiro deste ano, a unidade prisional estaria sem serviço telefônico após um raio ter queimado o PABX do estabelecimento. Apesar das reclamações já terem sido feitas pelos servidores, o problema segue sem solução.


A falta de telefone no CDP de Praia Grande coloca servidores e população carcerária em uma situação de isolamento que merece atenção urgente. Com o sistema de PABX inoperante há oito meses, os policiais penais da unidade estão praticamente incomunicáveis. Isso porque a entrada de aparelhos celulares na unidade é proibida e o local conta com bloqueador de sinal. A única alternativa encontrada pelos servidores para ter alguma comunicação com o mundo externo é utilizar o Wi-Fi disponível na sala dos advogados.


Os riscos não se limitam à ausência de telefones. Segundo a denúncia recebida, os rádios HT, equipamentos portáteis essenciais para a comunicação interna entre os servidores, estão em estado precário. A quantidade disponível não atende à demanda da unidade e os aparelhos existentes apresentam problemas de funcionamento. Nas torres de segurança, a comunicação eletrônica depende exclusivamente desses rádios. Contudo, apenas duas torres contam com o equipamento. Nas demais, o servidor fica sem comunicação de rádio e sem telefone, em total isolamento.


A combinação desses fatores configura um cenário de risco à segurança de todos os que transitam e trabalham no CDP de Praia Grande. Um policial penal sem comunicação em uma torre é um profissional impossibilitado de acionar apoio em uma situação de emergência. Uma unidade prisional sem telefone é um estabelecimento que não pode ser contatado por familiares, advogados, serviços de saúde ou autoridades externas.


O Sinppenal entende que a manutenção dos sistemas de comunicação é indispensável para a segurança dos servidores e irá enviar ofício solicitando o reparo do sistema de comunicação.