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Após denúncias do SIFUSPESP e de toda a categoria, o recebimento direto pelas unidades foi suspenso e a entrega só poderá ser feita pelos Correios. Além dos riscos aos familiares obrigados a desrespeitar decreto de quarentena, o vírus sobrevive por 72 horas no material plástico do “jumbo”, expondo servidores e toda a população carcerária

 

Por Flaviana Serafim

Depois da pressão e das denúncias feitas do SIFUSPESP e por toda a categoria, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) divulgou comunicado na tarde desta quarta-feira (25) suspendendo o recebimento presencial do “jumbo” com os alimentos e produtos de higiene entregue pelos familiares aos detentos nas unidades prisionais. A partir de agora, o recebimento só será aceito para entregas feitas pelos Correios. 

Desde o início da semana, o SIFUSPESP recebeu denúncias e imagens principalmente da capital paulista, sobre as longas filas e a aglomeração dos familiares expostos a riscos na porta das unidades. Os casos repercutiram nas redes e mídias sociais, e a SAP finalmente tomou providências, pontua a direção do sindicato. 

Como o SIFUSPESP vem alertando, a transmissão por superfícies contaminadas com o coronavírus é uma das principais formas de contágio, pois em materiais plásticos como o do “jumbo” o vírus sobrevive por 72 horas (três dias), apontam estudos. 

Além disso, ao aceitar o recebimento dos itens, a própria SAP estava desrespeitando a quarentena decretada pelo governo estadual e que se iniciou nesta terça-feira (25), obrigando tanto os familiares a se expor nas ruas, como o recebimento e exposição à contaminação para os servidores e toda a população carcerária. 

Com a gravidade da pandemia, a decisão da SAP foi tardia, mas importante para prevenção do contágio, avalia Fábio César Ferreira, o Fábio Jabá, presidente do SIFUSPESP. 

“A expectativa agora é que a SAP não demore ainda mais para colocar outras medidas preventivas em prática, como a suspensão do trânsito para transferência de presos e de qualquer movimentação ou saídas externas, exceto em casos urgentes. Fora isso, os equipamentos de proteção individual, coletiva e o álcool gel ainda não foram entregues nas unidades prisionais. Até quando será preciso esperar?”, questiona o sindicalista. 

Confira as novas regras divulgadas no site da SAP: