Dia 24/02 às 10h em frente ao MASP vamos mostrar para sociedade nossa indignação com as promessas não cumpridas.
Durante anos os seguidos governos do Estado de São Paulo tem iludido a população alegando que priorizam a segurança pública.
Ao contrário dos discursos bonitos, o que se vê nas unidades prisionais, delegacias e quarteis é uma situação de abandono, falta de efetivo e salários baixos.
Se o estado mais rico da federação realmente prioriza a segurança pública, porque temos um dos salários mais baixos do país?
Se os seguidos governos realmente tivessem realmente priorizado a segurança pública, porque deixaram o quadro de pessoal cair aos níveis mais baixos da história?
Se realmente o atual governo se preocupa em combater o crime organizado porque sucateou a carreira da Polícia Penal e agora pretende fazer o mesmo com a Polícia Civil?
Certamente a próxima carreira a ser desmontada será a de Policial Militar, visto que o governo que prometeu valorização das polícias até o momento só entregou propaganda barata para iludir o eleitor que não conhece a dura realidade das forças policiais.
Aqueles que combatem o crime no dia a dia sabem a realidade, o plantão incompleto, o excesso de trabalho, a viatura remendada, a escala abusiva, as convocações e no final do mês o salário que não cobre todas as despesas.
Está na hora de levantar a cabeça
Os Policiais de São Paulo são conhecidos em todo país por sua coragem, dedicação e profissionalismo, já passou da hora de passarmos a ser conhecidos também por nossa união.
Pois assim como nos momentos em que nos juntamos para defender nosso estado contra o crime organizado, agora é chegada a hore de defendermos nossa carreira,nossas condições de trabalho e nosso salário.
É chegada a hora de mostrarmos para a sociedade que aqueles que são chamados de herois estão vivendo uma rotina de miséria e penúria, alertando a sociedade de que nossas instituições estão sendo enfraquecidas, que contamos com cada dia menos policiais para enfrentar o crime, que continua crescendo.
Será que a sociedade dormiria tranquila se soubesse que cada Policial Penal chega a cuidar de 500, 1000 presos? Será que o cidadão de bem sabe que não encontra uma delegacia aberta porque falta efetivo? Será que o pagador de impostos tem consciência que o Policial Militar que ele vê na rua, está exausto devido a excesso de trabalho e desmotivado pelo baixo salário?
O momento é agora
A cada quatro anos os políticos aparecem prometendo fortalecer a segurança pública, a cada quatro anos chovem promessas de melhoria salarial e valorização.
Os anúncios das “conquistas” de cada governo infestam as mídias sociais e a imprensa.
Chovem índices e números cada vez mais manipulados de aumentos e contratações que sabemos que estão cada dia mais longe de nossa realidade.Mais o cidadão comum, o eleitor médio não conhece a nossa realidade.
Está na hora de revelar a realidade oculta que existe dentro das penitenciárias, delegacias e quarteis, mostrar que aqueles que os herois da sociedade estão sendo desvalorizados, assediados e levados à exaustão.
Visto que como policiais somos proíbidos de fazer greve, nossa melhor ferramenta de pressão é mostrar para o povo o que o governo tenta esconder.
Por isso dia 24 às 10h cada Policial Penal, Civil e da reserva da PM tem um compromisso, comparecer em frente ao MASP e mostrar a aqueles que pagam nossos salários e que confiam sua segurança a nossa atuação todas as promessas não cumpridas do Governador Tarcísio de Freitas.
A Agência SP, responsável pela comunicação oficial do governo do estado, divulgou que a Polícia Penal de São Paulo impediu a entrada de 258 quilos de drogas e mais de dois mil aparelhos celulares nos presídios paulistas ao longo do ano passado. As apreensões, realizadas em unidades de regime fechado e semiaberto, incluíram 233 kg de maconha, 22 kg de cocaína, 2 kg de haxixe, 224 gramas de crack e 3.281 unidades de drogas sintéticas, além de 633 litros da bebida artesanal conhecida como "Maria Louca".
Segundo a agência, os ilícitos eram introduzidos principalmente por familiares durante visitas, no caso dos presídios de regime fechado, e por próprios custodiados em regime semiaberto ao retornarem de trabalho, estudo ou saída temporária. Os materiais eram descobertos por meio de revistas mecânicas, passagem por escâner corporal ou encontrados escondidos no entorno das unidades. Todos os itens apreendidos foram encaminhados para os devidos procedimentos legais, com registro de Boletim de Ocorrência e envio à Polícia Técnico-Científica.
A operação de combate a essas entradas ilegais continuou em 2024. Na chamada "Operação Retorno Seguro", focada no período de volta da saída temporária, os policiais penais já apreenderam mais de 10 kg de drogas, sendo 9,4 kg de maconha, 705 gramas de cocaína, 114 gramas de haxixe e 53 unidades de drogas sintéticas, juntamente com 50 aparelhos celulares. Esses ilícitos, geralmente localizados escondidos na área externa dos presídios, seriam recuperados por detentos do regime semiaberto durante suas atividades externas. A reportagem pode ser acessada aqui: https://www.agenciasp.sp.gov.br/policiais-penais-impediram-a-entrada-de-258-quilos-de-drogas-e-milhares-de-celulares-nos-presidios-paulistas-no-ano-passado/
O que o Governo Tarcísio esconde
A reportagem do Governo do Estado se gaba da eficiência da ação da Polícia Penal impedindo a entrada de ilícitos nas unidades prisionais paulistas adotando um tom que oculta o elemento humano, que é o grande responsável por essas apreensões.A divulgação coloca como mérito do governo um trabalho que é realizado “apesar” do Governo, pois até o momento o Governo Tarcísio tem se portado como um inimigo da Polícia Penal,
O que devemos ter em mente é que todo o trabalho de excelência executado nas unidades prisionais paulistas é feito por Policiais Penais mal pagos, exaustos, doentes e desmotivados mas ainda assim compromissados com o dever e a sociedade, apesar de um governo que efetivamente tem desmontado a mesma Polícia Penal a qual eles promovem como eficiente. Devemos lembrar que o Governo Tarcísio de Freitas é o primeiro na história da Secretaria a não contratar um único Policial Penal.
Cabe lembrar que muitas das valentes Policiais Penais femininas que atuam na prevenção da entrada de ilícitos nos dias de visita só conseguem passar o final de semana com suas famílias quando estão de férias, pois devido ao baixo efetivo são forçadas a trabalhar TODOS os sábados e domingos.
Não devemos esquecer que o mesmo Governo que aponta o trabalho dos cães na detecção de drogas e outros ilícitos, foi o Governo que através do Secretário Marcello Streifinger deu ordens para desmobilizar grande parte do plantel dos canis destruindo anos de trabalho de aperfeiçoamento genético e precarizando ainda mais a segurança das unidades.
Temos que alertar a sociedade de que o trabalho de inspeção em pacotes que chegam pelo correio para os detentos muitas vezes são inspecionados em equipamentos de Raio X sem as condições adequadas de manutenção que expõe os Policiais Penais a risco de saúde devido a radiação ionizante.
É bom ver o Governo do estado admitir a eficiência da Polícia Penal que aprendeu no ano de 2025 mais drogas do que muitas cidades do estado, porém não podemos esquecer que podemos fazer muito mais e melhor bastando para isso que o Governo nos forneça condições adequadas.
Além de nosso trabalho diuturno a sociedade paulista também deve saber que essa eficiência tem custado da vida e da saúde dos Policiais Penais, visto que o adoecimento por excesso de trabalho é cada vez maior e que Policiais Penais estão morrendo em seus postos de trabalho devido a doenças causadas por estresse e exaustão.
Frente a ameaça de colapso é necessário que o governo tome medidas emergenciais, para evitar o colapso, entre as principais o SINPPENAL propõe medidas emergenciais, para evitar o colapso:
De acordo com informações preliminares, a vítima estava dormindo quando foi atacada por outro preso, que teria jogado removedor de esmalte em seu corpo e ateado fogo.
O agressor foi imediatamente isolado em regime disciplinar, conforme protocolo da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).
Apesar da gravidade do ocorrido, a SAP informou que o ferido foi atendido no Hospital das Clínicas de Marília e, após os primeiros cuidados, retornou à unidade prisional, onde seu quadro é considerado estável. A direção da penitenciária registrou um boletim de ocorrência e a Polícia Judiciária deve prosseguir com as investigações.
Para o SINPPENAL, o caso vai além de mais uma tentativa de homicídio. Ele serve como mais um trágico indicador das condições de superlotação, tensão permanente e insuficiência de recursos que marcam o cotidiano do sistema. Situações como essa geram um ambiente de altíssimo estresse e perigo, impactando diretamente a segurança e a saúde mental dos servidores penitenciários, que estão na linha de frente, gerenciando crises diárias.
A unidade com capacidade para 821 presos, tem atualmente uma população de 1400, mais de 70% além de sua lotação máxima e quase o dobro da superlotação limite determinada pelo STF na ADPF 347, segundo dados da inspeção do CNJ em setembro de 2025 a unidade contava com 155 Policiais Penais uma média de 9 presos por Policial Penal quase duas vezes o recomendado pelo CNPCP e a ONU.
O aumento da violência entre presos deve ser vista com atenção pelo Governo, visto que é um sinal do aumento das tensões internas nas unidades. Em um cenário de crise crônica de pessoal fica cada vez mais difícil controlar as unidades superlotadas e com condições precárias.
Graças a inação do Governo Tarcísio que passou quatro anos sem contratar nenhum Policial Penal o perigo para os Policiais Penais e a sociedade aumenta a cada dia.
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