Em 2015, a Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou o Sistema Carcerário Brasileiro elaborou o PL 2.694/2015 que criava os mecanismos legais para a privatização do sistema prisional.
Na época existiam inúmeras iniciativas voltadas à privatização, com destaque para o Complexo Penitenciário Público-Privado (CPPP) de Ribeirão das Neves, propagandeado por Aécio Neves como exemplo de eficiência do sistema privado.
Ribeirão das Neves foi palco de inúmeros escândalos de superfaturamento e até hoje se mantém como um dos maiores custos por preso do Brasil. A “mágica” deste modelo de privatização estava em um contrato manipulado para criar uma vitrine para a iniciativa privada enquanto o governo sucateava o sistema público.
Experiência fracassada
Passados 13 anos da inauguração de Ribeirão das Neves e 11 anos da CPI, as diversas experiências de privatização pelo país se demonstraram desastrosas, com massacres, proliferação de facções e corrupção generalizada, como em Pedrinhas (Maranhão) e no COMPAJ (Amazonas).
Neste período, países que haviam abraçado o modelo privado descobriram que, além de ser mais caro, não entregava o que prometia. Os Estados Unidos abandonaram o modelo em suas prisões federais em 2016.
Em um memorando, a subsecretária de Justiça dos EUA, Sally Yates, detalha: "Não oferecem o mesmo nível de serviços correcionais, programas e recursos, não apresentam redução significativa de custos e não mantêm o mesmo nível de segurança e proteção."
Projeto não leva em conta o avanço do crime organizado
No momento em que nosso país enfrenta a infiltração do crime organizado na política e no sistema financeiro, com participação em bancos e fintechs acusadas de subornar parlamentares, vemos uma nova tentativa de privatizar o sistema prisional com o avanço do PL 4962/2025 no Senado, que tem como origem o infame PL 2.694/2015.
O parecer do senador Márcio Bittar (PL-AC) ao texto, originário da Câmara, autoriza a formalização de parcerias público-privadas entre os estados e empresas do setor privado.
Incluindo na lista dos serviços permitidos às terceirizadas o apoio à movimentação interna dos presos e ao monitoramento e rastreamento eletrônico.
O que o senador do PL quer é substituir os policiais penais por empresas terceirizadas. No momento em que nossa nação luta para erradicar a interferência do crime organizado na política e nas finanças, em que o PCC penetra na máquina pública por meio de empresas terceirizadas, o senador pretende abrir as portas das unidades prisionais a estas mesmas empresas.
Ilegalidade
Embora utilize subterfúgios como a expressão “apoio a movimentação”, o projeto quer substituir o trabalho do policial penal, driblando o texto constitucional que estabelece que cabe às polícias penais “a segurança dos estabelecimentos penais”. A redação esconde que a movimentação, o monitoramento e o rastreamento eletrônico são partes inseparáveis da segurança dos estabelecimentos prisionais. O que o senador do PL não fala também é que a introdução de empresas terceirizadas em uma função de estado, além de ilegal, é extremamene perigosa e abriria a porta do sistema ao crime organizado. É o mesmo que colocar a raposa para cuidar do galinheiro.
Contate os senadores de São Paulo pedindo que votem contra esse absurdo:
Astronauta Marcos Pontes (PL):
Mara Gabrilli (PSD):
Alexandre Giordano (MDB):
É com profundo pesar que o Sinppenal comunica o falecimento do policial penal Ricardo Bezerra de Souza, conhecido como "Caído", ocorrido aos 64 anos de idade no dia 11 de maio de 2026. Ricardo trabalhava na Penitenciária 2 de Mirandópolis e estava afastado em razão de complicações de saúde resultantes de tratamento de duas próteses no joelho que sofreram rejeição. Após melhorar desse quadro, desenvolveu uma úlcera gástrica que evoluiu para ruptura pela falta de tratamento adequado, vindo a falecer durante cirurgia de urgência.
A cerimônia de despedida é realizada no Cerimonial Cardassi de Mirandópolis no dia 11 de maio de 2026, e o sepultamento ocorrerá no Cemitério Municipal de Mirandópolis às 16h. O Sinppenal expressa suas mais sinceras condolências aos familiares, amigos e colegas de Ricardo neste momento de imensa dor.
A rotina de quem trabalha na segurança pública exige muito mais que força física. O desgaste emocional é real, constante e muitas vezes invisível. Reconhecendo essa necessidade, o Sinppenal firmou uma parceria com a terapeuta Alessandra Miranda, oferecendo aos filiados e seus dependentes acesso a atendimento especializado em saúde mental.
A iniciativa chega em um momento em que a discussão sobre bem-estar psicológico ganha espaço nas corporações. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, profissionais que atuam em ambientes de risco apresentam índices elevados de ansiedade e estresse. Para os policiais penais essa realidade é ainda mais alarmante. O trabalho diário envolve situações de pressão constante, exposição a conflitos e responsabilidades que pesam na mente.
Com essa parceria, os associados terão desconto de 40% no suporte para lidar com o estresse e ansiedade que marcam a profissão, superar os desafios do dia a dia e fortalecer o equilíbrio emocional. Alessandra Miranda oferece uma avaliação gratuita para quem quiser conhecer o trabalho, sem compromisso. O agendamento é simples: basta enviar uma mensagem pelo WhatsApp para o número 12 98124-0237 ou procurar pelo Instagram @alessandra.terapeutaemocional.
Cuidar da mente é investir em qualidade de vida, não se trata apenas de resolver problemas pontuais, mas de construir ferramentas para lidar melhor com as pressões que a profissão impõe. Os filiados e seus familiares ganham acesso a condições exclusivas, um benefício que reflete o compromisso do Sinppenal com o bem-estar integral de seus representados.
Investir em você mesmo não é luxo. É necessidade. E agora, essa porta está aberta para quem é associado Sinppenal.
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