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O Sinppenal recebeu uma denúncia sobre uma nova tentativa de fuga registrada no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Mogi das Cruzes, no último domingo (27/09), por volta das 14h30, durante o dia de visitação.

 

Segundo o relato de policiais penais que atuam na unidade, um detento do raio 8 tentou fugir pelo telhado, aproveitando o momento da troca de posto na muralha. Ele furou uma grade e permaneceu escondido atrás de uma placa de concreto antes de atingir o telhado. 

 

Foi a atenção e o rápido acionamento pelo rádio, por parte do policial penal, que evitaram a fuga. O detento foi localizado no telhado e toda a unidade foi colocada em tranca. A operação paralisou as demais atividades até a completa neutralização da ameaça.

 

A tentativa de fuga não é um evento isolado. Cerca de três semanas antes, policiais penais frustraram a entrada de quase 500 gramas de cocaína na unidade, ocultada em embalagens de leite em pó. O material foi encaminhado à perícia para análise.

 

A unidade enfrenta um problema crônico de superlotação. Com capacidade para abrigar 823 presos, acomoda 1.303 nesta quinta-feira, uma superlotação de 58%, acima do limite de 37,5% permitido pelo STF no Julgamento da ADPF 347.

 

O sindicato ressalta que é o trabalho dos policiais penais, muitas vezes em condições precárias e sem o apoio necessário da própria gestão, que tem impedido que tentativas como essa se concretizem. O Sinppenal reafirma seu compromisso com a segurança dos policiais penais, dos visitantes e da sociedade e destacada a necessidade de contratar policiais penais para reforçar a segurança nas unidades do Estado, que sofrem com o deficit de servidores e a superpopulação carcerária.

Ribeirão Pires recebe, no dia 29 de novembro, a oitava edição da Corrida e Caminhada Asas para Isabela, evento que já se consolidou como uma das maiores mobilizações esportivas e solidárias da região do Grande ABC Paulista. A largada está marcada para as 7h30, no Paço Municipal, e as inscrições podem ser feitas pelo site www.asasparaisabela.com.br.

A prova oferece percursos de 5K e 10K para quem escolhe correr e uma caminhada de 2,5K para quem prefere um ritmo mais leve. Dá para participar em qualquer uma das modalidades sem precisar ser atleta experiente, o que ajuda a explicar por que empresas e entiades parceiras, famílias e moradores da região transformaram o evento em uma verdadeira corrente do bem ao longo dos anos.

O Sinppenal acompanha e divulga essa história desde 2017, reforçando o compromisso da entidade com causas que unem esporte, inclusão e solidariedade na região.

Quem participa apoia uma causa especial. Isabela tem 16 anos, paralisia cerebral e, desde os 3 anos, realiza no Chile um tratamento de alto custo chamado Cuevas Medek Exercises, que a ajuda a conquistar cada vez mais independência. Toda a renda líquida da corrida é destinada à continuidade desse tratamento.

Cada inscrição no evento contribui para melhorar a saúde e a qualidade de vida de Isabela. Quem quiser contribuir pode se inscrever, apoiar como voluntário ou divulgar a iniciativa, que a cada edição reúne mais gente disposta a correr e caminhar por um propósito que vai muito além do esporte.

Mais informações e inscrições estão disponíveis em www.asasparaisabela.com.br.

Terminou nesta quinta-feira o prazo para os candidatos ao cargo de Policial Penal do Estado de São Paulo apresentarem os recursos administrativos ao Teste de Aptidão Física (TAF), aplicado na primeira semana de setembro pelo Instituto AOCP. Este é certamente um dos TAFs mais contestados da história da Secretaria de Administração Penitenciária, com denúncias de prejuízo a candidatos em quase todas as praças onde a prova foi disputada.

Os relatos chegaram ao Sinppenal em série. Em Presidente Prudente, a pista dos 50 metros tinha buracos, declives e até uma lombada, tudo isso somado a uma chuva que levou muitos candidatos a escorregarem e caírem. Em São José do Rio Preto, aplicaram o TAF um dia antes da data prevista no edital. Em Bauru, os candidatos disputaram em pista com buracos, lama e mato. Em Campinas, a barra fixa foi cravada diretamente sobre terra batida, sem base de concreto, balançando a ponto de fiscais se posicionarem nas laterais da estrutura para segurar o aparelho durante a execução da prova.

A isonomia, condição básica de um concurso público, ficou comprometida. O edital previa o tiro de 50 metros como terceiro exercício da sequência. Na prática, essa ordem foi alterada em praticamente todas as localidades onde a prova foi realizada, sendo respeitada apenas em Bauru. Em uma prova decidida por centésimos de segundo, a cronometragem manual, como a registrada em Presidente Prudente, onde o fiscal gritou 7,67 segundos e a mesa anotou 7,50, e a divergência entre cronômetros nas localidades em que os painéis digitais não foram usados, amplificou o risco de erro.

Antes do TAF, a prova objetiva de fevereiro foi alvo de questionamentos por cobrar conteúdos ausentes no edital. Depois veio o atraso na divulgação do cartão de informação do TAF, que exigiu mobilização dos candidatos. E, agora, o próprio teste repetiu a desorganização. Não há registro, em concursos anteriores da Secretaria, de tantos relatos de falhas estruturais e de procedimento chegando ao sindicato como neste certame.

Diante do quadro, o Sinppenal encaminhou ofício ao Diretor Geral da Polícia Penal (DGPP) solicitando a instauração de sindicância para apurar com urgência e transparência as denúncias, a determinação para que a banca organize medidas imediatas de correção, a padronização dos critérios de avaliação e dos equipamentos, o amplo acesso dos candidatos aos vídeos e registros das provas e a publicidade integral dos resultados e critérios de correção de cada exercício. O prazo para os recursos está encerrado, e a DGPP ainda não respondeu ao ofício enviado pelo sindicato. 

O Sinppenal continua acompanhando o desdobramento dos recursos e mantém aberta a linha de comunicação com os candidatos para receber novos relatos. O sindicato reforça que a mobilização dos candidatos permaneceu o principal instrumento de pressão para garantir que o certame termine com a lisura exigida de um concurso público.