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O Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) protocolou denúncia formal junto à Direção Geral da Polícia Penal solicitando a instauração de procedimento administrativo e disciplinar para apurar possíveis irregularidades na Penitenciária Feminina de Santana envolvendo a detenta Deolane Bezerra, presa por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC.

Segundo o documento entregue à administração após denúncias recebidas pela entidade, a custodiada recebeu benefícios incompatíveis com o regime penitenciário legal. A sala onde foi alojada era normalmente destinada a detentas aguardando consultas médicas, mas foi preparada exclusivamente para ela. A estrutura incluiu cama diferenciada em contraste com as camas de concreto fornecidas às demais presas, chuveiro elétrico privativo não disponível ao restante da população carcerária, reforma e pintura exclusivas do alojamento, e restrição do acesso de policiais penais ao espaço, comprometendo a fiscalização e segurança institucional. Houve ainda recepção pessoal pelo Diretor da unidade, gesto protocolar sem embasamento legal ou regulamentar.

Até a alimentação servida à Deolane foi diferenciada. Segundo as denúncias, ela comeu a mesma comida servida aos policiais penais, enquanto as demais presas recebiam alimentação produzida nas cozinhas da unidade. “Esse tipo de situação levanta preocupações quanto à legalidade do tratamento dado a uma detenta acusada de ligação com o crime organizado e, principalmente, com a imagem pública de uma instituição que é indispensável para a segurança pública. Ninguém se beneficia com esse tipo de regalia”, comenta o presidente do Sinppenal, Fábio Jabá.

O Departamento Jurídico do Sinppenal sustenta que tais condutas violam frontalmente o artigo 3º da Lei de Execução Penal, que assegura igualdade de tratamento a todos os condenados e presos provisórios, salvo exceções legais, e o artigo 4º, que veda qualquer discriminação por condição social, econômica ou notoriedade pública. A denúncia também cita a Lei Orgânica da Polícia Penal de São Paulo (Lei Complementar 1.373/2021), particularmente os artigos 3º e 12, que impõem aos servidores o dever de observar os princípios da impessoalidade, moralidade, legalidade e eficiência, além da obrigação de garantir a ordem nos estabelecimentos penais sem distinção arbitrária entre custodiados.

O sindicato quer a identificação dos responsáveis pelas regalias, a adoção imediata de medidas para cessar qualquer tratamento desigual e restabelecer o cumprimento estrito da legislação penal, além do encaminhamento de cópia da apuração à Corregedoria da Polícia Penal e, se necessário, ao Ministério Público para providências penais e controle externo.

A Penitenciária Feminina de Santana opera com superlotação. A unidade tem capacidade para 2.686 detentas mas abriga 2.822, com 136 mulheres acima da lotação máxima. O efetivo é de 247 policiais penais, dos quais 171 mulheres atuam na carceragem. Esses servidores atuam divididos em quatro turnos. O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária recomenda um policial penal para cada cinco pessoas. Em Santana, essa proporção é de uma policial para cada 16 detentas. A unidade não possui abertura e fechamento automático de celas. Isso significa que as celas devem ser abertas uma a uma.

Além da superlotação, a defasagem de policiais penais deixa a situação ainda mais complicada para os servidores. A penitenciária tem mil celas. Segundo o relato de servidores, o acesso a medicamentos é limitado e atendimentos de maior complexidade frequentemente demoram por causa da longa espera pela escolta que, por vezes, nem chega.

O Sindicato da Polícia Penal de São Paulo (Sinppenal) comunica com pesar o falecimento do policial penal Ermerson Luiz Ferrari, ocorrido nesta sexta-feira (22), na cidade de Dracena/SP, aos 50 anos.

Ermerson atuava na Penitenciária de Dracena e deixa pai, mãe, esposa, filhos e irmãs. O velório foi realizado no mesmo dia, às 17h, no Velório da Mutuária Dracenense. Seu corpo será cremado no dia 23, às 12h, no Crematório Cardassi, em Araçatuba.

O Sinppenal se solidariza com a família e amigos de Ermerson neste momento tão doloroso.

 

O policial penal Gabriel Vieira pede a ajuda dos companheiros de Polícia Penal para ajudar seu filho Rafael, de 27 anos, diagnosticado com neoplasia maligna no pulmão esquerdo após procurar o PS por uma tosse persistente que não cedia. Ele precisa fazer uma biópsia percutânea guiada que pode definir o tratamento, mas não há prazo para a realização do exame no sistema público de saúde.

Karla, mãe de Rafael, explica que a família está correndo contra o relógio. O exame particular custa mais de R$ 8 mil reais, e a família não tem como pagar esse valor neste momento de urgência. Estamos diante de um rapaz de 27 anos que deveria estar em qualquer lugar menos numa fila de espera enquanto uma doença avança silenciosamente.

Enquanto o Estado não funciona como deveria, a família pede ajuda. Toda contribuição é bem-vinda e pode ser feita por meio do PIX 11 94576 4747 (Banco Caixa/Gabriel Vieira).