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Sindicato vai discutir a votação de estado de greve.

O Governo mentiu, enganou e nos prejudicou! Amanhã, terça-feira, 24 de março, a partir das 9h, vamos todos à ALESP demonstrar que o Policial Penal está cansado de ser feito de bobo.
Além de demonstrar nossa insatisfação, vamos votar quais serão as medidas que adotaremos para combater a desvalorização e o desmonte que nos têm sido impostos pelo Governador Tarcísio de Freitas, que se revelou um verdadeiro inimigo da Polícia Penal.

SAP tenta impor a mentira como verdade
Na sexta-feira, os Policiais Penais de São Paulo receberam a confirmação de que estavam fora do reajuste de 10% dado às demais forças policiais. A confirmação veio do Secretário da pasta, Coronel Marcello Streifinger.
Porém, o mais surreal foi a justificativa baseada em mentiras apresentada pelo Coronel. Segundo ele, os 10% seriam fruto de uma reestruturação das carreiras nos mesmos moldes da executada na Polícia Penal.

No entanto, qualquer pessoa alfabetizada pode ler o projeto enviado pelo Governador Tarcísio de Freitas e perceber que o reajuste está desvinculado da reestruturação e que, ao contrário do que aconteceu na Polícia Penal, a reestruturação de carreira proposta para a PM e para a Polícia Civil encurta o tempo de progressão de carreira e não retira direitos, como foi o caso da Polícia Penal, que perdeu os adicionais temporais (quinquênio e sexta-parte).

Em termos salariais, a implementação do subsídio na Polícia Penal foi meramente um adiantamento de direitos (quinquênio e sexta-parte) para os policiais em início de carreira e um reajuste abaixo da inflação para aqueles com mais tempo de serviço. Boa parte dos Policiais do Nível VII não tiveram reajuste algum. Ou seja, a “média de 23%” propalada pelo governo é a mesma coisa que eu comer um frango inteiro sozinho enquanto meu amigo passa fome. Na média, cada um comeu meio frango.

Para termos uma ideia, no caso da Polícia Penal foi criada uma classe a mais no início de carreira. Quando terminava o estágio probatório, o Policial era automaticamente promovido para o Nível 2. Hoje, ao terminar o estágio probatório, ele sai do Nível I (categoria ingresso) e vai para o Nível I A, o que efetivamente aumenta em pelo menos um ano o tempo de evolução funcional. Já para a PM, o Governador acabou com o soldado de 2ª Classe e acelerou a promoção dos soldados, que agora serão promovidos a cabo após cinco anos de carreira.

Bateu o desespero no Coronel
Claramente, o projeto encaminhado para a ALESP vincula o reajuste — que será de 10% linear para todas as carreiras das Polícias Civil e Militar — ao processo de reestruturação.
Porém, além de tentar convencer os sindicatos dessa explicação esdrúxula, a SAP divulgou um vídeo afirmando que a Polícia Penal não foi deixada de lado porque o reajuste era ligado à reestruturação das carreiras das polícias ligadas à SSP.

Na prática, o que a Secretaria fez foi chamar o Governo de mentiroso, pois as páginas oficiais divulgaram o reajuste totalmente desvinculado da reestruturação.
Essa contradição é parte do desespero por parte do Coronel Streifinger, que chegou a recorrer a um indivíduo com ficha criminal para divulgar que a Polícia Penal teria reajuste igual às demais polícias.

 

Hoje a reunião entre os sindicatos e o Secretário de Administração Penitenciária Marcelo Streifinger demonstrou a verdadeira face do Governo Tarcísio de Freitas, arrogância, autoritarismo e descaso para com a Polícia Penal.

O mesmo secretário que recebeu com cordialidade um folclórico grupo de pseudos representantes que contava desde o “Presidente” de uma “Associação Nacional de Policiais Penais” que serve de fachada para a candidatura de um Coronel da PM até um “Policial Penal” com passagem pela penitenciária de Tremembé.

Naquela ocasião promessas os pseudo representantes anunciaram que a Polícia Penal teria reajuste semelhante às demais Polícias.

A reunião de hoje provou que todo aquele mundo maravilhoso eram apenas fantasias destinadas a anestesiar a categoria enquanto o governo preparava a facada,

Hoje a realidade apareceu com sua cara feia e carrancuda, com Marcelo Streifinger alegando que a Polícia Penal já tinha sido valorizada e que não teria nada a mais do atual governo.

Todo o tempo o Secretário tentou convencer os sindicalistas de que o governo não estaria dando aumento as Polícias Militar e Civil , contradizendo as próprias publicações oficiais do Governo e desmerecendo a representatividade dos sindicatos.

Obviamente ao ser questionado com mais firmeza pelo Presidente do SINPPENAL Fábio Jabá sobre o que viria para a Polícia Penal o Secretário se retirou da reunião.

Sem reajuste e sem nenhuma palavra sobre a reeadequação ou sobre a diária alimentação.

Conhece a verdade e ela vos libertará

A postura arrogante do Secretário e a prova de que a desvalorização da Polícia Penal é um plano de desmonte do Governo Tarcísio serviu para unir ainda mais o SINPPENAL, o SINDPPENAL e o SINDIPESP que já vinham discutindo a unificação.

Os Presidentes dos sindicatos também discutiram como vêm sendo perseguidos pelo atual governo, demonstrando que existe um projeto do Governo Tarcísio de enfraquecer os sindicatos e impedir que a categoria tenha uma representação legítima.

Após a reunião os Presidentes dos três sindicatos, Fábio Jabá, Valdir Branquinho e Antônio Pereira fizeram pela primeira vez uma live conjunta, onde falaram sobre a reunião.

Na Live os presidentes comentaram sobre as dificuldades enfrentadas pelos Policiais Penais e que após três anos de manipulação só nos resta a luta, visto que o atual governo é incapaz de negociações honestas e de cumprir a palavra empenhada.

Emendas são apenas mentiras

Os três presidentes esclareceram que as emendas propostas por Deputados da chamada Bancada da Bala são meras cortinas de fumaça, pois pela estrutura do projeto seria necessário um adendo por parte do Governo. E que quando apresentadas por deputados de oposição são apenas um protesto, válido, porém inócuo.

 

Dia 24 temos um compromisso 

Devido a total incapacidade de negociação do governo só nos resta a pressão, por isso os três sindicatos convocam a todos os Policiais Penais a estarem presentes a ALESP na próxima terça-feira dia 24, para demonstrarmos a Tarcísio que os Policiais Penais de São Paulo não aceitam serem tratados como uma Polícia de segunda Classe.

 

Ouça a reunião e tire suas conclusões

Abaixo a gravação da reunião com o secretário.O SINPPENAL de forma inédita pública a gravação de uma reunião de negociação, pois acreditamos que quem não ouvir as palavras do Secretário e seu desrespeito para com os representantes da categoria jamais será capaz de acreditar na arrogância e despreparo do gestor de uma pasta tão importante.

(Observação : No início da reunião o próprio Secretário afirmou que gravaria a reunião, o Presidente do Sinppenal afirmou que também gravaria e que daria publicidade. Em nenhum momento o Secretário manifestou oposição a isto)

 

 

Abaixo a live dos Presidentes do  SINPPENAL,  SINDPPENAL e  SINDPESP

 

 

 

Mais uma vez o Governador Tarcísio de Freitas ignorou os clamores e as necessidades da Polícia Penal e nos deixou de fora do reajuste.

Por isso, estamos convocando todos os Policiais Penais a comparecerem à ALESP na próxima terça-feira 24/03 a partir das 10 h. 

O Governador decidiu só conceder reajuste para as Polícias Militar e Civil ignorando a categoria mais arriscada da Segurança Pública, aqueles que hoje trabalham com a carga de trabalho mais pesada entre todas as forças de segurança, a Polícia Penal.

Com mais de 38% de déficit de pessoal, somos a Polícia mais sacrificada por esse governo!

Somos a única Polícia que não teve sequer uma contratação durante este governo, o que aprofundou a dificuldade de mantermos a segurança e a disciplina nas unidades.

Cada um de nós acaba tendo que assumir mais de um posto, realizar tarefas em dobro e nos desdobrar em plantões exaustivos. As convocações viraram rotina, o DEJEP virou a única forma de manter as unidades funcionando, ainda que precariamente.

E a cada mês o salário encolhe.

Tarcísio nos enganou uma vez, a culpa é dele;se nos enganar novamente a culpa será nossa

 

No ano de 2023, Tarcísio de Freitas concedeu um reajuste médio de 23% para as Polícias Civil e Militar e pela primeira vez na história da SAP  não concedeu um reajuste igual para nós, em um ato inédito de maldade que nem mesmo João Dória foi capaz.

Na época, mais de 300 Policiais Penais se concentraram em frente à ALESP para protestar, quando o Vice Líder do Governo Jorge Wilson “Xerife do Consumidor” se comprometeu a intermediar o diálogo com o governo.

Dispostos a dar um voto de confiança a um governador recém eleito, aceitamos o diálogo, foram dezenas de reuniões e dezenas de promessas não cumpridas e prazos desrespeitados. 

Dialogamos até a exaustão e fomos traídos! Isso deveria envergonhar um Governador que afirmou que “cumprimento de palavra é um instrumento poderoso”.

Ao invés do cumprimento de promessas o que vimos foi a perseguição dos Dirigentes do SINPPENAL, pelo “crime” de cobrar que o governo cumprisse suas promessas.

Agora mais uma vez convocamos os Policiais Penais a participarem de uma manifestação em frente da ALESP exigindo que sejamos incluídos no aumento dado às demais polícias.

Só que desta vez não nos contentamos com as promessas, e discursos bonitos, exigiremos uma proposta concreta pois nunca mais seremos iludidos por aqueles que declaram valorizar a segurança pública em cima de palanques e tribunas enquanto tramam seus desmonte dentro de seus gabinetes refrigerados.