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diário oficial

Duas notícias: convocação para escolha de vagas e classificação de novos servidores

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Elogio a servidor; e transferências da Coremetro e da CRC

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Nomeações, elogio a servidores, alteração na LPTE, e outras notícias

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Contratação de empresa para construção de nova unidade; e transferência da Corevali

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Trabalhadores do sistema prisional reivindicam ajuste salarial para a categoria

Video sobre a campanha salarial 2015: clique aqui

 

Enquanto o crime se organiza, a política desmanda, o sistema corrói, o trabalhador agoniza. Enquanto um presídio no Estado de São Paulo gasta cerca de 1400,00 por mês, já nos federais, um preso custa cerca de 3.400,00.

Luís Flávio Gomes, jurista e diretor presidente do Instituto Avante Brasil (instituto de pesquisas), explica que a diferença gritante entre o custo de um preso federal e outro não existe “porque os presídios federais pagam melhor seus funcionários e não há superlotação, ou seja, quanto mais superlotado, menos despesa aos cofres públicos”.

Segundo números da Secretaria de Administrações Penitenciárias (SAP), em agosto de 2014 havia um déficit de cerca de 87 mil vagas nos presídios paulistas, ou seja, seria necessária a construção de 114 novos presídios para um ajuste, o que custaria ao governo cerca de 4,5 bilhões de reais. O que torna claro que a falta de manutenção e investimentos a médio e longo prazo trouxeram um problema bombástico de custo-benefício, humanístico e de difícil resolução, não só aos trabalhadores do sistema prisional, como também, à população carcerária, e sobretudo a todo cidadão.

“Os presídios superlotados, a população e o governo soltam o problema nas nossas mãos, sempre com defasagem de funcionários, temos que nos virar e cuidar de uma população carcerária vinda de problemas sociais maiores, na maior parte das vezes seres humanos desagregados, e eles querem que nós façamos a ressocialização ou que isso seja possível de alguma maneira”, explica João Alfredo, secretário Geral.

Decorrente ao sucateamento das nossas condições de trabalho, e ao que viemos sofrendo com isso no decorrer dos anos, em Assembleia Geral, a SIFUSPESP fixou uma pauta de reivindicações financeira e salarial para o ano de 2015.

Entre os principais pontos discutidos e aprovados, podemos citar:

Pleito por uma indenização/valorização no montante de 50% do salário base dos ASPs e AEVPs.

Reposição inflacionária referente ao ano de 2014.

Alimentação diária no valor de R$ 540,00 perfazendo equidade com o valor que é pago para a carreira policial.

Aposentadoria especial aos 25 anos na função.

Aposentadoria integral, garantindo-se a manutenção de igualdade de vencimentos entre ativos e inativos.

Pagamento de Insalubridade grau máximo ao ASP e ao AEVP readaptado.

Criação e implementação da Lei Orgânica da categoria.

 

A Diretoria

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Doenças causadas pelo estresse no sistema prisional paulista chamam a atenção

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A ação sindical exige muitos  esforços, sejam de ordem organizativa interna, seja, também com o trabalho de base, com ações de reconhecimento simbólico, político, e finalmente de ganho material.

Não vivemos somente de conquistas materiais, e pensar o contrário nos leva a ser presa fácil do consumismo e das barganhas de ganhos mínimos que as vezes podem custar nossa saúde, nosso convívio com a família ou a possibilidade de atividades fora do trabalho.

Por isso são importantes os momentos em que fora de nosso círculo comum (SAP, SIFUSPESP, companheiros de trabalho, etc) se veja reconhecida socialmente nossa atividade. Esse tipo de reconhecimento, se bem trabalhado, é a chave para construir novos ganhos de melhoria salarial e de trabalho, na medida em que a sociedade vá percebendo que necessita muito dos trabalhadores do sistema prisional. Tal fenômeno que é mais freqüente regionalmente, nas cidades em que se encontram as unidades prisionais, necessita converter-se em algo freqüente.

Por isso saudamos a iniciativa recente da Câmara Municipal de Pirajuí que realizou Sessão Solene, no último dia 27, e fazer o reconhecimento de nossa classe por meio do Diploma de Agente Penitenciário e Agente de Escolta Padrão do Ano de 2014.

O evento foi noticiado no site da Secretaria de Administração penitenciária no dia 23/12/14, redatado por Nathalia Malaquim da Assessoria de Imprensa, sob o título:

Câmara de Vereadores da cidade de Pirajuí entrega “Diploma de Agente Penitenciário e Agente de Escolta Padrão do Ano de 2014” - Com essa atitude a cidade não só enaltece, mas também motiva e homenageia aqueles que trabalham para o sistema prisional’.

 

A notícia segue com o seguinte texto:

 

Agentes são reconhecidos pelo excelente trabalho prestado a cidade

O trabalho dos agentes penitenciários é de extrema importância para a sociedade e pensando nisso, a Câmara de Vereadores de Pirajuí homenageou os servidores das unidades da cidade com o Diploma de Agente Penitenciário e Agente de Escolta Padrão do Ano de 2014.

A premiação aconteceu no dia 27/11 às 20h. Participaram do evento agentes da Penitenciária Feminina (PF), da Penitenciária “Dr. Walter Faria Pereira de Queiróz” (PI) e da Penitenciária “Luiz Gonzaga Vieira” (PII), todos de Pirajuí.

Para escolher os premiados da noite houve uma pesquisa com os diretores das unidades e os critérios analisados foram por merecimento, assiduidade, resiliência e destaque nos serviços prestados.

Na PF de Pirajuí foram premiados o Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária (AEVP), Rafael Moutinho que trabalha na unidade desde 2012 e a Agente de Segurança Penitenciária (ASP), Olga Zácari servidora desde 2013. Já na PI a premiação foi para a ASP, Noêmia de Souza Oliveira que presta serviço desde 1993 e o AEVP Christiano Eduardo Hortelan que é servidor desde 2002. Os últimos que receberam o diploma foram o ASP, José Koproski Loureiro e o AEVP, Idário Luiz Pelegrina, que trabalham desde 2002 na PII de Pirajuí.

A cerimônia acontece desde 2004 na cidade e premia não só servidores mas também professores da rede estadual e municipal; agentes de saúde; atiradores do tiro de guerra; agricultores; jovens com exercício de cidadania; líderes comunitários; policiais civis, militares e mirins.

O diretor da PII de Pirajuí, Antonio de Freitas Gomes, acredita que o prêmio enaltece e premia o bom funcionário, além de elevar o prestígio da categoria perante seus pares, familiares e a comunidade local. Os agentes prestigiados relataram aos diretores que se sentiram gratificados e motivados.