Mulheres protagonizam tentativa de entrada de ilícitos nos dias de visita

 

Neste final de semana (07 e 08/10), O SIFUSPESP traz o resultado do trabalho de apreensões realizado por agentes de todo Estado. A apreensão mais inusitada pode ter sido a de impressões do que conhecemos como “prints” de redes sociais misturados à comida a ser entregue a um sentenciado, em Mirandópolis.

Apesar disso, as apreensões realizadas no último final de semana no Estado de São Paulo não fugiu à habitual prática utilizada na maior parte das tentativas de entradas de ilícitos nas unidades: mulheres companheiras de detentos tentando levar entorpecentes.

É possível verificar o aumentado o número de mães e outros parentes (pais, irmãos) sujeitando-se à esta prática criminosa.

Isto resulta de uma pressão que ocorre de dentro para fora da cadeia. O sentenciado tem alguma “dívida” a pagar e seu familiar sente-se na obrigação de fazer conforme lhe é orientado, temendo pela vida do ente querido que encontra-se preso. Essa dinâmica faz parte de determinadas “regras” ditadas por facções criminosas que têm controle sobre os sentenciados de uma maneira geral.

A conhecida prática de utilizar sola de chinelos para esconder drogas apareceu em dois casos divulgados pela SAP: em Mairinque e em Osasco. Outra modalidade de tentativa de entrada têm sido por meio das costuras de roupas ou forros colocados nelas. Um extrato de banco foi um dos objetos escondidos no vestuário, especificamente em Capela do Alto.

No Vale do Litoral a tentativa inusitada foi a entrada de um microcelular dentro de uma caixa de sabão em pó, descoberto durante a revista dos agentes. Confira:

https://www.sifuspesp.org.br/noticias/6026-apreensoes-na-capital-e-grande-sao-paulo

https://www.sifuspesp.org.br/noticias/6030-apreensoes-na-regiao-central-2

https://www.sifuspesp.org.br/noticias/6027-apreensoes-na-regiao-noroeste-2

https://www.sifuspesp.org.br/noticias/6025-apreensao-no-vale-do-paraiba-e-litoral

https://www.sifuspesp.org.br/noticias/6031-apreensoes-na-regiao-oeste-do-estado-2




 

Uma mulher de 32 anos foi impedida de entrar no Presídio Evaristo de Moraes, em Sena Madureira, com 21 celulares escondidos dentro de um colchão. O flagrante, feito pelos agentes penitenciários, ocorreu nesta sexta-feira (05/10), dia em que os parentes entregam produtos aos presos que não recebem visita.

Ao verificarem o colchão, os agentes encontraram 16 pacotes enrolados em papel-carbono e fita isolante. Além dos aparelhos celulares, foram achados mais quatro carregadores, três pendrives e sete cabos. De acordo com um agente penitenciário, que preferiu não se identificar, a mulher relatou que não sabia que o colchão estava “recheado” com os celulares.

O agente destacou que o flagrante foi resultado de um trabalho de investigação do setor de Segurança e Inteligência do presídio de Sena Madureira, que já havia recebido informação de que o material seria enviado à unidade prisional.

A mulher recebeu voz de prisão e deve ser levada para a delegacia da cidade do interior do Acre para os procedimentos. De acordo com o agente, o preso que receberia o material apreendido também já foi identificado.

 

Fonte: G1

Foto: Divulgação

Leia a Matéria:

https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2018/10/05/mulher-e-presa-tentando-entrar-em-presidio-do-acre-com-21-celulares-escondidos-em-colchao.ghtml

No Paraná, motim iniciado nesta quinta-feira envolve pelo menos 90 detentos e um agente é mantido refém

 

Uma série de rebeliões por presídios do Brasil aconteceram nos últimos cinco dias. Os funcionários das penitenciárias onde os motins ocorreram ainda encontram-se em estado de alerta. No dia 28/09, uma rebelião em Santa Izabel, região metropolitana de Belém/PA, no Centro de Recuperação Penitenciário do Pará II (CRPP II). Quatro agentes penitenciários foram feitos reféns após uma tentativa de resgate na unidade prisional.

No dia 02/10, Distrito Federal, doze presidiários ficaram feridos durante um princípio de rebelião no Centro de Inserção Social (CIS) de Luziânia. O tumulto iniciou, segundo a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGPA), após os agentes prisionais iniciarem revistas nas celas e os presos resistirem à ação.

Já no Tocantins, no presídio Barra da Grota, em Araguaína, na mesma data, seis pessoas foram feitas reféns, quatro ficaram feridas e foram deixadas para trás. Uma professora e o chefe do plantão da unidade foram levados pelos criminosos. Ao todo, 28 presos escaparam pela porta da frente da unidade. Dez morreram em confronto com a polícia. A rebelião teve duração de 28h, tendo fim na manhã de quarta-feira, 03/10.

 

Veja a repercussão na imprensa:

https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2018/09/28/presos-fazem-agentes-penitenciarios-refens-em-motim-no-crppii-em-santa-izabel.ghtml

https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2018/10/03/o-que-se-sabe-sobre-a-rebeliao-e-fuga-do-presidio-barra-da-grota-em-araguaina.ghtml

http://www.ohoje.com.br/noticia/cidades/n/155818/t/doze-detentos-ficam-feridos-apos-rebeliao-em-presidio-em-luziania

https://noticias.r7.com/cidades/rebeliao-em-presidio-de-to-tem-9-mortos-19-foragidos-e-2-refens-03102018 

Paraná em alerta neste momento

Um agente penitenciário está sendo mantido como refém por detentos da Penitenciária Estadual de Maringá, no Paraná, em decorrência de uma rebelião iniciada na manhã desta quinta-feira, 04/10.

Os detentos atearam fogo a colchões na galeria onde estão reclusos 90 sentenciados. A unidade prisional possui capacidade para 360 presos, mas atualmente está com 455.  As demais galerias não estão envolvidas no motim.

De acordo com informações da Polícia Militar, que está no local, o agente chegou a desmaiar depois de inalar fumaça. Por esse motivo, uma viatura do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) entrou no local para que um médico fizesse o atendimento do funcionário. Apesar do desmaio, o estado de saúde dele é bom, de acordo com informações do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná(Sindarspen), que acompanha todo os desdobramentos da rebelião.

Uma equipe do Serviço de Operações Especiais do Departamento Penitenciário Nacional(DEPEN) está a postos para intervir caso seja necessário.

O Sindarspen solicitou ao DEPEN que interrompa as movimentações de presos nas unidades prisionais do Estado até que o motim seja encerrado em Maringá, e pede aos agentes de todo o Paraná que se mantenham alertas enquanto o pedido não for atendido.

Leia o MANIFESTO SIFUSPESP em: https://sifuspesp.org.br/images/documentos/outros/Anlise-das-sugestes-ao-sistema-prisional-brasileiro.pdf