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Nesta quarta-feira (04/09), o perfil oficial da Polícia Penal do Estado de São Paulo no Instagram publicou uma série de imagens intitulada "O uniforme que conta a nossa história", resgatando a trajetória dos uniformes desde 1928, quando vigilantes e guardas penitenciários atuavam na Penitenciária do Estado. A publicação celebra os quase dois anos de existência da Polícia Penal e afirma que "muito foi realizado até aqui".

 

O Sinppenal reconhece e valoriza a história da categoria, mas como celebrar o uniforme que conta a nossa história quando, passados um ano e meio, os policiais penais ainda não receberam o fardamento e não há sequer um prazo para a entrega? Enquanto a instituição produz conteúdo para as redes sociais exaltando a identidade visual e a evolução histórica dos uniformes, na prática os policiais continuam aguardando aquilo que deveria ter sido entregue há muito tempo. 

 

O uniforme é elemento fundamental de segurança, identificação, dignidade e pertencimento institucional. Não é possível celebrar uma identidade visual que existe apenas em portarias e posts de Instagram. Não se governa uma corporação com like. Não se veste um policial com postagem.

 

E o problema não se limita aos uniformes. Há um ano e meio de criação da Polícia Penal, a categoria acumula atrasos em frente a entregas essenciais, todas sem prazo, sem resposta e sem o menor sinal de urgência por parte do Estado. As carteiras funcionais também seguem atrasadas e, das que foram entregues, muitas vieram com erros. A carteira funcional é o documento que identifica o policial penal como agente de segurança pública, indispensável para o exercício da atividade, para a circulação em áreas restritas e para a comprovação da condição funcional perante a sociedade. Sem carteira funcional, o policial penal é, na prática, um servidor sem identidade institucional reconhecida. Um policial sem identidade é um policial desprotegido, e o Estado sabe disso.

 

A Polícia Penal é, por lei, força de segurança pública. Seus integrantes atuam em um dos ambientes mais hostis do Estado, dentro de unidades prisionais onde a exposição a riscos é permanente. Ainda assim, o porte de armas para os policiais penais segue sem implementação efetiva. A categoria convive com a contradição absurda de ser responsável pela guarda e segurança de presídios sem ter garantido o direito fundamental ao armamento para a sua própria proteção e a proteção da sociedade. Cobra-se do policial penal a coragem de enfrentar o ambiente mais violento do Estado, mas nega-se a ele a ferramenta básica para se defender. 

 

Promoções: o Estado descumpre a lei e sabota a carreira

Atrasadas também estão as promoções previstas no plano de carreira dos policiais penais. Servidores que cumprem com dedicação suas funções há anos veem o avanço funcional estagnado, sem cronograma, sem edital e sem previsão. A promoção não é favor, é direito legal decorrente de tempo de serviço, capacitação e mérito, previsto em lei e obrigatório por parte da administração pública.

 

O Estado de São Paulo está, pura e simplesmente, descumprindo a lei. Não se trata de atraso administrativo ou burocrático. Trata-se de violação legal do plano de carreira, com impacto direto na remuneração, na motivação e na dignidade de homens e mulheres que estão na linha de frente do sistema prisional todos os dias. O atraso nas promoções representa descumprimento sistemático da legislação, desmotivação da categoria e, sobretudo, desrespeito institucionalizado àqueles que o Estado envia para o front sem dar em troca sequer o que a lei garante.

 

Diante dessa omissão, o Sinppenal já entrou com ação judicial para obrigar o Estado a cumprir a lei e realizar as promoções devidas. Além disso, o sindicato já oficiou o governo sobre os atrasos e aguarda respostas. O Sindicato exige que o governo dê prazos públicos e compromissados para a entrega dos uniformes, das funcionais, do porte e um cronograma imediato de promoções. Sem essas definições, tudo não passará de marketing vazio, propaganda institucional com dinheiro público enquanto a categoria segue desamparada.

O Sinppenal vem a público manifestar total solidariedade e apoio a uma oficial administrativa do nosso sistema, que está sendo ameaçada de morte e vive situação de extremo risco.


O carro da colega foi pichado com a frase "vai morrer" e ela está sendo monitorada por pessoas que representam grave ameaça à sua integridade. Diante do perigo iminente, a oficial precisa mudar de casa com urgência para garantir a própria segurança.


Ela mora em residencial humilde e, neste momento, não tem condições de arcar sozinha com os custos da mudança. Por isso, lançou uma vaquinha solidária para ajudar a custear essa mudança e proporcionar um mínimo de segurança à nossa colega.


Como ajudar

Qualquer valor é bem-vindo e fará toda a diferença neste momento difícil. O PIX para doação é 19999730071. A solidariedade entre os colegas é o que nos mantém fortes. Toda ajuda, por menor que seja, representa um gesto de apoio e proteção.


O Sinppenal permanece ao lado de seus filiados e reforça o compromisso com a segurança e a dignidade de todos os trabalhadores do sistema.


Está chegando a hora do Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso da Polícia Penal do Estado de São Paulo. Os convocados devem consultar atentamente o site do Instituto AOCP para verificar a data, o local e o horário de apresentação. As avaliações ocorrerão entre os dias 2 e 6 de setembro de 2026, em diferentes municípios do estado, e todas as informações oficiais estão disponíveis nos canais do concurso.


As datas e locais de realização estão distribuídos da seguinte forma: no dia 2 de setembro, o TAF será aplicado em São José do Rio Preto. Na capital paulista, as avaliações ocorrerão nos dias 4, 5 e 6 de setembro. Já no dia 6 de setembro, o teste será realizado simultaneamente nos municípios de Bauru, Campinas, Presidente Prudente e Ribeirão Preto.


O SINPPENAL estará de portas abertas para receber os candidatos que farão a prova na Capital. A sede do Sindicato, localizada na Av. Gen. Ataliba Leonel, 587, no bairro de Santana, em São Paulo/SP, servirá como ponto de apoio e acolhimento para os inscritos no dia da avaliação.


Atenção à documentação

Quanto à documentação, é obrigatória a apresentação do atestado médico para a realização do TAF. O documento deve ter sido emitido com validade de até 30 dias antes da data da prova e deve constar expressamente que o candidato está apto para teste de condicionamento físico. O atestado deve conter o local (hospital ou clínica), a data, o nome legível do médico, o número do CRM e a assinatura, por carimbo ou digital. É obrigatória a apresentação do documento original. Importante ler atentamente às regras no site do Instituto AOCP. (https://www.institutoaocp.org.br/)


Os candidatos devem chegar com antecedência mínima de 60 minutos antes do fechamento dos portões, sem tolerância para atrasos. Quanto aos documentos de identidade, serão aceitos originais com foto, como RG, CIN, CNH, Passaporte, CTPS ou Carteira de Conselho. Documentos digitais serão aceitos apenas por meio de aplicativos oficiais, não sendo permitidos prints de tela.