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Após a última reunião determinada para a construção da unificação sindical o Sindasp continuou com sua posição divisionista, enfraquecendo a luta da categoria.

Infelizmente essa é uma posição que em nada tem haver com princípios ou com os benefícios para a categoria, ou mesmo para os associados do SINDPPESP(SINDASP), mas baseado nos interesses pessoais de sua diretoria. 

Como já havíamos divulgado anteriormente o SINPPENAL e o SINDPENAL (Antigo Sindespe) mantêm de pé seu propósito de unificação, e agora vão tomar as medidas judiciais cabíveis. 

Repetidas tentativas de unificação

O SInppenal desde 2017, vem lutando pela unificação dos sindicatos, por entendermos que a unificação leva a um fortalecimento da luta. 

Em um momento em que a categoria foi unificada por força da criação da Polícia Penal, em que mais do que nunca precisamos de unidade para enfrentar os ataques do Governo que vem sucateando e desvalorizando a polícia penal, os verdadeiros interesses transparecem.

Aqueles que desejam o melhor para a categoria, escolhem a unificação, como foi feito pela diretoria do SINDPENAL e do SINPPENAL.

Aqueles que só se importam com seus compromissos políticos inconfessáveis e com seus interesses pessoais ocultos, escolheram a divisão.

 

Sindicato de Papel

Além do histórico vergonhoso de ter vendido a histórica greve de 2014 e deixado desamparados os bravos policiais que estavam na linha de frente, o que resultou na demissão de vários deles. Que tentou enganar a justiça para cobrar o Imposto sindical é mesmo SINDASP que sequer consegue dar a proteção e apoio mínimo para seus associados. O SINPPENAL diversas vezes já teve que socorrer ex-associados do SINDASP que foram abandonados quando precisaram de assistência jurídica para enfrentar um PAD.

Ou seja, a mesma entidade que trai a categoria, é a mesma que abandona seus associados.

 

Irregularidades 

A própria existência do SINDASP é cercada de suspeitas e irregularidades, visto que o processo de aquisição da carta sindical desta entidade é alvo de investigação pela Polícia Federal e de processos de contestação judicial.Tendo sido obtida através de um processo ilegal de desmembramento de um sindicato de funcionários públicos.

Praticamente todos aqueles que já foram associados do SINDASP já tiveram a desagradavel surpresa de serem descontados, anos após terem se desfiliado, e surpreendentemente essas cobranças irregulares nunca resultaram em punições pela fazenda, o que pode demonstrar que o papel vergonhoso cumprido pela diretoria do SINDASP pode ter relação com a complacência do governo para com suas irregularidades. 

 

É como entrar com um celular na cadeia

Um sindicalista que trai sua base, faz acordos escusos com o patrão em detrimento dos trabalhadores que representa e que vai contra a vontade da categoria, apresenta um comportamento tão imoral como os corruptos que traem seus companheiros de farda e entram com ilícitos dentro de uma unidade prisional.

A violação da confiança, a capacidade de fazer justamente o oposto do que é sua função iguala o pelego ao corrupto. A diferença é que um é passível de punição, enquanto o outro normalmente é agraciado com benesses, favores e proteção.

Nós do SINPPENAL escolhemos o caminho do que é da verdade e da justiça, mesmo que isso custe a perseguição a nossos dirigentes, como vem acontecendo com nosso presidente Fábio Jabá que responde a onze PADs por falar a verdade que o Governo tenta ocultar.

 

 

Mais um policial penal que sofria de depressão tirou a própria vida na noite de quarta-feira (22), em São Paulo. Com essa tragédia, sobe para cinco o número de servidores do sistema prisional paulista que atentaram contra a própria vida em 2026. Em apenas sete meses, 2026 já iguala o total de 2025. A Polícia Penal, já apontada por estudos da Universidade de São Paulo (USP) como a profissão mais estressante entre as carreiras de segurança pública, com redução comprovada da expectativa de vida de seus servidores, é hoje a categoria mais atingida pela epidemia de problemas de saúde mental no estado.

 

Os números revelam a dimensão do problema. Levantamento do Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo (Sinppenal) indica que os suicídios entre esses profissionais saltaram de dois casos em 2020 para cinco ocorrências em 2025, um aumento de 150% em cinco anos. A tendência de alta segue implacável em 2026, com cinco registros contabilizados até aqui.

 

Além das perdas fatais, o cenário de adoecimento psíquico assusta. Aproximadamente 5% dos servidores ativos estão afastados de suas funções por transtornos psíquicos. "Esse quadro é resultado direto de uma combinação de fatores que inclui a superlotação das unidades, o déficit de funcionários, hoje em 39%, e a consequente sobrecarga de trabalho, além da desvalorização por parte do Estado e da natureza desgastante da profissão. E o pior de tudo é que não há uma política abrangente de apoio à saúde dos servidores. Policiais estão morrendo por falta de cuidado", afirma Fábio Jabá, presidente do Sinppenal.

 

Sistema sucateado

A comparação de dados históricos evidencia o sucateamento da estrutura de segurança no sistema prisional paulista. Em 2013, o estado contava com 31.847 policiais penais para custodiar 207 mil detentos, resultando em uma média de 6,49 presos por servidor. Em junho de 2026, o número de agentes caiu para 22.909, enquanto a população carcerária subiu para 229.626 mil pessoas. Hoje, cada policial penal é responsável por uma média de 10 detentos, um aumento significativo na pressão cotidiana dentro das 180 unidades prisionais. A recomendação do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) para o bom funcionamento das unidades é que cada policial penal se responsabilize por um grupo de 5 custodiados.

 

Saúde em frangalhos

Esse quadro de adoecimento entre servidores se insere em um contexto muito maior de colapso institucional. Relatório do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) divulgado recentemente reforça a gravidade do ambiente prisional ao documentar que uma pessoa morre a cada 19 horas no sistema paulista. Entre 2015 e 2023, foram registradas 4.189 mortes. A falta de profissionais de saúde agrava a situação, já que o déficit nessa área chega a 69%. Segundo dados obtidos no Portal da Transparência, das 2.626 vagas existentes para médicos e enfermeiros, apenas 803 estão preenchidas.

 

Em entrevista recente à imprensa, o presidente do Condepe, Adilson Santiago, afirmou que o sistema prisional está colapsado. "É um sistema que, se ele continuar da maneira que está, fatalmente nós estaremos aqui falando sobre um aumento expressivo no número de mortes." Para os policiais penais, a convivência cotidiana com essa realidade e a ausência de suporte institucional tornam o trabalho insustentável.

 

Estado precisa agir

O Sinppenal cobra do governo do estado de São Paulo a criação imediata de uma rede de atenção à saúde mental dos policiais penais, com acompanhamento psicológico permanente e plantões de emergência. A entidade também exige a melhoria urgente das condições de trabalho que estão na origem do adoecimento psíquico da categoria, com a abertura de concursos públicos para reduzir o déficit de 39% no quadro de funcionários e medidas efetivas para enfrentar a superlotação das unidades prisionais. "A segurança pública não pode ser mantida às custas da vida e da sanidade dos policiais, e o Estado é responsável pela saúde e pelo bem-estar não só dos custodiados, mas também dos servidores. Passou da hora de cuidar de quem cuida da segurança pública", afirma Fábio Jabá.

 

Atendimento 24h

Se você precisar de ajuda ou apenas de alguém para conversar, acione o Centro de Valorização da Vida (CVV) por meio do telefone 188 ou do chat no endereço https://cvv.org.br/chat/

 

É com profundo pesar que o Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) comunica o falecimento do nosso companheiro Luciano Augusto do Prado Pereira, Policial Penal, lotado no CDP 4 de Pinheiros.


Luciano era um profissional dedicado, reconhecido por sua postura respeitosa, atenção com os colegas e generosidade. Em sua trajetória na instituição, destacou-se pela disposição inabalável em ajudar o próximo e pelo compromisso com a profissão.


Sua disponibilidade em estender a mão e servir aos colegas marcou sua passagem pelo Sistema Prisional.


Neste momento de dor, o Sinppenal se solidariza com familiares, amigos e todos os que tiveram a honra de conviver com Luciano. 


Que sua memória permaneça viva em nossos corações e que seu exemplo de companheirismo e humanidade inspire todos que conviveram com ele.