O SINPPENAL e o SINDPENAL vêm a público esclarecer a categoria sobre o andamento das tratativas para a unificação sindical.
Após a reunião histórica acontecida em abril, em que os três sindicatos concordaram em dar andamento à unificação, ocorreu uma audiência de conciliação no Ministério do Trabalho. Essa audiência deveria ser seguida de tratativas práticas para dar andamento ao processo. Porém, em uma reunião ocorrida nesta sexta-feira (10/07), setores da direção do SINDASP continuaram a impor obstáculos a esse processo tão importante para todos os Policiais Penais do estado.
Esta atitude egoísta coloca em risco a luta contra os desmandos e o descaso do governo em relação à Polícia Penal e a luta contra os ataques à representação sindical.
Entendemos que movimento sindical se faz com diálogo, bom senso e, acima de tudo, compromisso e respeito aos desejos e necessidades dos trabalhadores da base.
Frente aos obstáculos impostos pelo SINDPPESP (SINDASP), o SINPPENAL e o SINDPENAL (SINDESP) entendem que, caso não se chegue a um consenso na reunião marcada para o próximo dia 15, não restará às duas entidades outro recurso além de recorrer ao Judiciário como forma de garantir a vontade da categoria.
O SINPPENAL e SINDPENAL entendem que, em um momento em que a representação sindical é fundamental para defesa dos direitos da categoria, posições individualistas e baseadas em interesses alheios ao bem coletivo, como as manifestadas por um setor da direção do SINDPPESP (SINDASP), não devem prevalecer.
É com profundo pesar e imensa tristeza que o Sindicato dos Policiais Penais (Sinppenal) comunica o falecimento do policial penal Alex de Oliveira Costa, que atuava com excelência e dedicação no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Jundiaí, na região de Campinas.
Alex perdeu a vida em um trágico acidente de motocicleta na Rodovia dos Bandeirantes, no momento em que deixava o plantão e iniciava o trajeto de retorno para sua casa.
Sua partida precoce deixa um vazio imensurável entre familiares, amigos e colegas de profissão, mas também nos impõe uma dolorosa e urgente reflexão. Infelizmente, Alex era um dos milhares de policiais penais que enfrentam o desgaste e o perigo de viajar diariamente por longas distâncias para cumprir seu dever nas unidades prisionais. Essa triste realidade evidencia que os riscos inerentes à nossa profissão nos acompanham muito além das muralhas dos presídios, estendendo-se pelas rodovias que cruzamos para garantir a segurança da sociedade.
Neste momento de profunda dor e consternação, a diretoria do Sinppenal e toda a categoria de policiais penais unem-se em solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de farda, expressando as mais sinceras condolências e desejando que encontrem conforto diante desta perda irreparável.
*Materia em atualização, agauardando as informaççoes sobre o velório e o enterro
Trabalhar no sistema prisional nunca foi fácil. Quem atua nessa área sabe que carrega o peso de manter a ordem e a custódia de milhares de pessoas privadas de liberdade. Mas o que os policiais penais da Base de Escolta de Santana estão vivendo vai muito além do que qualquer profissional deveria enfrentar. Relato enviado por um servidor da unidade ao Sinppenal revela um sistema prisional que está à beira do colapso.
As denúncias chegam ao Sinppenal com histórias que se repetem: estrutura física deteriorada, equipamentos obsoletos, falta de uniforme e de material básico de higiene. O pátio da unidade vira um lamaçal toda vez que chove um pouco mais forte, e isso dificulta até o movimento das poucas viaturas que ainda funcionam. Dentro das instalações, os banheiros estão em péssimas condições e faltam produtos básicos de limpeza. O resultado? Os próprios servidores precisam tirar do bolso para comprar o mínimo necessário para manter o lugar minimamente higiênico.
Os agentes usam fardamento desgastado pelo tempo. Isso não é só uma questão de aparência, afeta a dignidade da profissão e a identificação visual que é essencial em operações de rua. Quanto ao armamento, a situação é preocupante. Faltam fuzis na unidade e os servidores trabalham com submetralhadora FAMAE .40, considerada obsoleta para enfrentar facções criminosas que têm acesso a armas de guerra. No curso de nivelamento, faltam materiais como coldre e colete para as aulas.
O sistema prisional opera com 39% de déficit no quadro de policiais penais. Quem permanece no sistema, acaba tendo que cobrir buracos na escala, fazer trabalho que deveria ser dividido entre muito mais gente. O cansaço físico e mental é real e provoca o aumento dos casos de problemas na saúde mental. Quando você junta falta de pessoal com estrutura sucateada, o resultado é um efeito cascata que atrapalha qualquer eficiência.
A frota que não dá conta
Um dos maiores problemas relatados na denúncia é a frota insuficiente: há apenas 17 viaturas operacionais para atender toda a região metropolitana de São Paulo. É impossível dar conta da demanda, presos precisam ser transportados para audiências, atendimentos médicos, e tudo fica represado. E as viaturas que estão circulando, muitas vezes, também estão sucateadas. Segundo a denúncia, tem viatura circulando sem farol e sem vedação nas portas. Os servidores ficam expostos ao tempo e ao barulho durante trajetos longos.
Viaturas de segurança pública deveriam ser trocadas a cada 2 ou 3 anos pois o desgaste é intenso. As mais novas, modelo Tigo 8, chegaram em janeiro de 2023 (foram 191 unidades), mas o uso constante acelera o sucateamento. Quanto mais velha a frota, mais tempo parado e maior o gasto com a manutenção. E quando uma viatura quebra na rodovia com presos de alta periculosidade? O risco de resgate ou fuga sobe exponencialmente. Os policiais ficam desprotegidos.
Diante de tudo isso, os policiais penais de Santana começaram a fazer rateios para comprar material básico. Higiene, itens de escritório para registrar ocorrências, tudo sai do bolso de quem já ganha pouco e trabalha demais. O Sinppenal entende que o caso de Santana é o retrato de uma crise estrutural que o sindicato vem denunciando há tempos. Falta investimento em viaturas, falta uniforme, o armamento é ultrapassado e há um descaso total com as condições mínimas de trabalho. Tudo isso é um ataque direto à dignidade de quem está na linha de frente.
Por isso, o Sinppenal encaminhará ofício ao DGPP pedindo providências urgentes. Porque quem trabalha na segurança pública merece dignidade e respeito!
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