Dia 23 de junho às 10h os policiais penais de São Paulo tem um compromisso com sua liberdade, a Frente Parlamentar em defesa da Polícia Penal vai realizar uma audiência pública contra as perseguições que vem sendo feitas contra os policiais penais que ousam denunciar as péssimas condições de trabalho e as a falta de pessoal nas unidades prisionais.
Além das perseguições contra os dirigentes do SINPPENAL e a proibição do sindicato fiscalizar as condições de trabalho nas unidades, centenas de policiais penais respondem PADs, meramente por cobrar o Governador Tarcísio de Freitas o cumprimento de suas promessas.
Existem ainda demissões absurdas como a do policial penal Márcio Abdala, demitido por dar voz de prisão a uma visitante que o ameaçou de morte e de Wiltinho Poeta, demitido devido a seus poemas que denunciam os desmandos vividos pelos policiais penais de São Paulo.
As perseguições e o assédio moral contra aqueles que ousam levantar suas vozes contra o desmonte sofrido pela Polícia Penal ,se somam a tensão constante nas unidades prisionais superlotadas e com poucos servidores. Este cenário em que o regulamento disciplinar é utilizado como ferramenta de assédio, vem adoecendo os policiais penais e demais servidores e tornando as unidades ainda mais inseguras, visto que ao ocultar os erros e irregularidades a Secretaria cria graves problemas de segurança.
Além do Deputado Reis que convocou a audiência, estão confirmadas a presença dos Deputados Caio França e Carlos Giannazi.
Para facilitar a participação de todos a audiência será realizada de forma híbrida com participações ao vivo e por videoconferência.
A audiência Pública será realizada dia 23/06 a partir das 10 h no auditório Franco Montoro da Alesp.
Três presos fugiram do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São Vicente após montar uma pirâmide humana para ultrapassar a área interna e pular o alambrado da unidade. Os detentos estavam separados porque não participariam da saidinha e aproveitaram a oportunidade para escapar nesta terça-feira (16).
A Polícia Militar foi acionada logo em seguida e o helicóptero Águia foi despachado para auxiliar nas buscas. Os fugitivos foram avistados por último a pouco mais de 200 metros de distância do presídio, segundo informações repassadas ao Sinppenal, mas ainda não foram recapturados.
O CPP São Vicente foi projetado originalmente para funcionar como Centro de Detenção Provisória feminino, mas hoje abriga uma população carcerária que ultrapassa em muito a capacidade ideal. A unidade tem capacidade para 827 presos, mas atualmente comporta 1.063 detentos, o que representa uma superlotação de 29%.
O efetivo de policiais penais responsáveis pela segurança da carceragem é de apenas 78 servidores distribuídos em quatro turnos, resultando em uma proporção de um agente para cada 13 detentos. A recomendação do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e do Conselho Nacional de Justiça, para o bom funcionamento das unidades, é que cada policial penal se responsabilize por um grupo de apenas cinco pessoas.
A fuga expõe a fragilidade dos controles físicos da unidade, que conta com seis torres de vigilância frequentemente desguarnecidas por causa do déficit funcional de 39% que atinge a Polícia Penal e o sistema como um todo. Com menos profissionais do que o necessário e torres de vigilância sem ocupação regular, o contorno externo da carceragem fica vulnerável a tentativas de escape.
A superlotação agrava ainda mais o cenário, já que a rotina de uma unidade com 29% mais presos do que a capacidade projetada dificulta o controle e a supervisão individualizada. O efetivo da unidade somando a base de escolta é de 148 agentes, enquanto a base de escolta tem aproximadamente 70 profissionais. Essa distribuição insuficiente de recursos humanos deixa claro que o sistema penitenciário paulista enfrenta uma crise estrutural que vai muito além de um caso isolado de fuga.
A Polícia Militar fez as buscas pelos três detentos foragidos, com apoio aéreo do Águia, mas eles não haviam sido recapturados até a tarde desta quarta-feira.
A policial penal Sirlene Aparecida Donatoni enfrenta um período muito difícil e conta com a união da nossa categoria para superar esse obstáculo. Ela está afastada para tratamento de saúde devido a um quadro de síndrome do pânico e intenso sofrimento psíquico. Esses sintomas impedem que ela exerça suas atividades profissionais no momento, mas o apoio que ela deveria receber do Estado não aconteceu.
O histórico médico de Sirlene é detalhado e de pleno conhecimento dos médicos peritos e do DPME, mas a servidora está sem salário desde o dia 29 de abril de 2026. O atestado que solicitava 90 dias de licença foi negado na fase pericial e também no pedido de reconsideração. Essas negativas foram publicadas no Diário Oficial do Estado em 14 de maio e 2 de junho de 2026. Além disso, uma nova licença referente a um atestado de 19 de maio também foi indeferida no Diário Oficial de 1 de junho. Atualmente ela possui um novo atestado datado de 2 de junho e aguarda o agendamento da perícia.
Essa sucessão de negativas deixou a servidora em uma situação financeira insustentável. Por conta desse descaso administrativo e da ausência de remuneração, Sirlene decidiu organizar uma vaquinha entre os colegas. O objetivo é garantir o sustento básico enquanto ela busca o restabelecimento de sua saúde mental e física.
As doações podem ser feitas por meio da chave Pix 18991946183, que pertence ao Banco PicPay. Cada contribuição é um gesto de fraternidade com uma companheira que dedica sua vida ao sistema prisional e agora precisa de amparo.
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