Devemos Lembrar que antes de tudo somos trabalhadores
Hoje celebramos o dia do Trabalhador, neste dia devemos nos lembrar, que antes de sermos operadores de segurança pública, antes de sermos policiais, somos trabalhadores.
Vivemos do fruto de nosso trabalho, do salário que recebemos mensalmente, e dele dependemos para viver e sustentar nossas famílias.
Infelizmente o Estado mais rico da Federação, parece não se importar com aqueles que se arriscando, plantão, após plantão protegem a sociedade daqueles que dela foram segregados por cometerem crimes.
A anos sofremos com o descaso das autoridades que mesmo sendo eleitas para garantir que a sociedade funcione com harmonia, preferem fechar seus olhos para uma tragédia que se anuncia ano após ano.
Para a maioria dos cidadãos nosso trabalho passa despercebido, justamente porque apesar da falta de pessoal e de condições de trabalho conseguimos evitar que esta panela de pressão exploda.O preço que pagamos por isso é gigantesco! Danos a nossa saúde, física e mental, queda da qualidade e da expectativa de vida.
Se descrevermos nossas condições e rotina de trabalho, as arbitrariedades, as condições precárias, estresse, riscos e sobrecarga. Qualquer especialista em direitos trabalhistas,dirá que nossos direitos mais básicos estão sendo violados.
Infelizmente o Estado de São Paulo, o Estado mais rico da federação, faz da violação cotidiana dos nossos direitos um dos pilares que sustentam o maior sistema prisional da América Latina.
A anos sofremos com um esvaziamento deliberado do quadro de pessoal, com a desvalorização sistemática de nosso trabalho, com salários cada vez menores.
Para manter essas condições desumanas,o Governo ataca sistematicamente o Sindicato e seus dirigentes. Sabem que a organização dos trabalhadores é a única barreira contra a violação de direitos e o caos. Para isso, se utiliza desde a manipulação de atos administrativos e disciplinares até a infiltração de pessoas que sob o discurso que querem melhorias atacam a única organização capaz de defender os direitos violados diariamente e denunciar para a sociedade o que o governo tenta ocultar.
Neste dia que representa a luta histórica dos trabalhadores, devemos parar e pensar, que antes de tudo somos trabalhadores e que o sindicato é nossa ferramenta de luta.
Ele representa nossa união em torno do objetivo comum de melhores condições de vida. pois o sindicato não é um prédio, não é um cnpj, o sindicato somos nós TRABALHADORES, unidos e organizados.
O Sinppenal informa com profundo pesar o falecimento de Alexandre da Silva, conhecido entre os companheiros como Chucky. Ele era policial penal lotado na Penitenciária II de Itapetininga e deixa um histórico de dedicação ao sistema prisional paulista. Alexandre faleceu em decorrência de sérias complicações renais.
O sepultamento que está marcado para as 12 horas desta sexta-feira no cemitério local.
Neste momento de tristeza absoluta manifestamos nossa total solidariedade aos familiares e aos amigos de Alexandre. Perder um colega de trabalho que compartilhava o cotidiano difícil das unidades prisionais causa um impacto profundo em toda a categoria.
Desejamos que as boas lembranças tragam algum conforto àqueles que sofrem com essa ausência inesperada.
Demora do governo em entregar a funcional coloca a vida dos policiais penais em risco
O perfil oficial da Polícia Penal do Estado de São Paulo resolveu postar um vídeo que parece cinema mostrando a produção das novas carteiras de identidade funcional. As imagens das máquinas trabalhando são ótimas para ganhar curtidas, mas para quem está na linha de frente a realidade é amarga. O Sinppenal cobra a entrega das novas funcionais há dois anos. Desde 2024 o sindicato protocola ofícios e participa de reuniões exaustivas exigindo o óbvio, que é o documento de identificação da categoria.
Enquanto o governo gasta tempo editando vídeo para a internet, os policiais penais seguem em uma insegurança jurídica e física absurda. Além do documento físico que nunca chega é urgente que o Estado libere também a funcional virtual. A demora não é apenas um detalhe burocrático, mas um descaso que escancara a falta de prioridade com a vida de quem mantém a ordem no sistema prisional.
A falta de uma funcional padronizada e atualizada tem um custo humano alto. No dia 10 de abril em Guarulhos um colega sentiu na pele o que significa estar desamparado pelo próprio Estado. Ele estava em gozo de licença prêmio circulando pela Avenida Tiradentes quando foi abordado por equipes da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar. Mesmo se identificando como policial penal e colaborando com a abordagem ele foi arrancado do carro com uma violência desmedida e jogado ao chão como se fosse o pior dos criminosos.
O servidor teve os óculos quebrados e o ombro torcido enquanto agentes pisavam em suas costas no meio da via pública. Durante a abordagem, ele ele ainda teve que ouvir insultos de um policial militar que afirmou que a polícia penal serve apenas para ser babá de preso. Esse tipo de absurdo acontece porque a falta de uma identificação clara abre margem para que o policial penal seja tratado como suspeito por quem deveria ser seu parceiro de armas.
Outro caso que ilustra bem o descaso do governo do estado com a Polícia Penal aconteceu com um colega abordado por um Policial Militar Rodoviário. Ao apresentar a carteira que ainda traz a nomenclatura de Agente Penitenciário, ele foi questionado de forma irônica sobre onde estaria sua funcional de Policial Penal. O PM quis saber por qual motivo ele ainda portava um documento antigo se a carreira já havia sido transformada. O colega precisou passar pelo constrangimento de explicar que a culpa é da demora do governo em emitir o novo modelo.
É uma situação que beira o surrealismo. O Estado transforma a carreira por lei mas esquece de dar ao servidor o meio básico de provar quem ele é. Essa negligência fere a dignidade da categoria e expõe o profissional ao ridículo diante de outras corporações. O Sinppenal reforça que não aceitará mais desculpas vazias. Queremos a entrega das funcionais físicas e a liberação do modelo virtual para todos. O respeito deve ser a base do tratamento entre as polícias e não algo que o servidor precise implorar após ser agredido ou humilhado por falta de um documento que o governo deve há dois anos.
Rua Leite de Moraes, 366 - Santana - São Paulo /SP Cep:02034-020 - Telefone :(11)2976-4160 sifuspesp@sifuspesp.org.br.