O Diário Oficial de 9 de outubro de 2026 publicou mais uma portaria da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) transferindo, de ofício e "no interesse do serviço policial penal", 17 policiais penais femininas para a Penitenciária "ASP Anísio Aparecido de Oliveira", em Andradina. O governo Tarcísio vem repetindo a medida em série pelo estado numa vã tentativa de minimizar os efeitos do deficit de servidores no sistema prisional.
O problema é que as transferências mudam o endereço de trabalho do policial penal, mas não abrem vaga, não convocam aprovados em concurso, não aumentam o efetivo. Com a defasagem de 40% do efetivo, cada policial penal movido deixa uma unidade ainda mais descoberta e chega a outra que também não tem gente. É a escassez mudando de lugar.
Guariba foi uma vitória do SINPPENAL e das guerreiras
Precisamos lembrar que as transferências das policiais penais de Guariba foram fruto da luta do Sinppenal. Com a conversão da unidade para o regime semiaberto masculino, o sindicato mobilizou e conquistou a movimentação das servidoras. Quando existe negociação e escuta, a transferência deixa de ser surpresa publicada no Diário Oficial e passa a ser solução construída com a categoria
Onde está a transparência?
Quando o próprio servidor quer se transferir, existe a LPT, com critérios publicados, lista e regras conhecidas por todos. Na transferência de ofício, nada disso: sem critérios divulgados, sem prazo, sem previsibilidade. O policial penal fica sabendo da mudança quando lê o Diário Oficial. Quem decide, e com base em quê, ninguém explica. Uma medida que muda a vida de famílias inteiras não pode ter menos transparência do que um processo regular de LPT. "Não é possível garantir a ordem interna das unidades prisionais, a proteção dos servidores e a segurança da sociedade com um déficit de 40% do efetivo", avalia Gilberto Antônio, vice-presidente do Sinppenal.
Cada posto sem servidor é mais plantão dobrado, mais desgaste e mais exposição de risco para quem trabalha dentro das unidades, e mais fragilidade para a segurança da sociedade.
O que o Sinppenal cobra
Antes mesmo de Tarcísio assumir, o Sinppenal vem alertando o governo de São Paulo sobre a redução constante do efetivo. E há anos o sindicato cobra a realização de concurso público e chamada imediata dos aprovados para repor o efetivo. “Transferir quem já falta não é gestão, é empurrar o problema de unidade em unidade”, completa Gilberto Antônio.
A policial penal Márcia Mira do CDP São José dos Campos e seu marido, também policial penal da base de escolta de Tremembé, tiveram seu apartamento em são José dos Campos destruído por um incêndio neste sábado (10).
Devido ao sinistro o casal perdeu todos os seus pertences e necessita da solidariedade da categoria.
Nesse momento a união da categoria é fundamental para que o casal reconstrua sua vida.Para isso o SINPPENAL faz um apelo a todos que possam contribuir.
As doações podem ser feitas através da chave PIX de Márcia: 12 982029487 em nome de Márcia Aparecida Gomes Barbosa Pereira Mira.
Se você não puder contribuir, compartilhe essa matéria e ajude a espalhar essa corrente de solidariedade.
É com grande pesar que o SINPPENAL comunica o falecimento do Policial Penal aposentado Mizael Leandro Neto, popularmente conhecido como "Netinho da Penitenciária", aos 76 anos, ocorrido no dia 08 de outubro de 2026.
Mizael trabalhou e se aposentou na Penitenciária "ASP Lindolfo Terçariol Filho" (P II de Mirandópolis.)
Seu velório ocorrerá hoje dia 09/10 a partir das 10h no Cerimonial Cardassi de Mirandópolis-SP. O sepultamento ocorrerá às 17h no Cemitério Saudades de Mirandópolis.
Neste momento de perda o SINPPENAL apresenta suas mais profundas condolências a todos os familiares, amigos e colegas de trabalho de Mizael Leandro Neto.
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