compartilhe>

Durante o transporte de presos para o CDP de São Bernardo do Campo, homens desceram de um carro recém batido e dispararam tiros contra a VTR

 

Uma equipe composta por Agentes de Escolta Vigilância Penitenciária (AEVPs), que recolheu acusados do Fórum de Santo André após uma audiência de custódia, foi parada no Km 16 da Rodovia dos Imigrantes por um carro que perdeu o controle e bateu em uma árvore. Entretanto, criminosos desceram do veículo e trocaram tiros com os AEVPs antes de fugirem. O fato ocorreu nesta sexta-feira, 28/9

Os detentos seriam levados até o Centro de Detenção Provisória(CDP) de São Bernardo do Campo. Segundo informações, quatro criminosos desceram do carro e atiraram contra a Veículo de Transporte (VTR) de presos. A equipe de agentes penitenciários que conduzia a veículo revidou. Os criminosos subiram um morro próximo ao local em tentativa de fuga.

A Força Tática da Polícia Militar rapidamente chegou ao local em apoio a equipe de agentes penitenciários e em perseguição dos autores dos disparos. O SIFUSPESP aguarda mais informações sobre o caso.


Evento pretende aproximar aspirantes a deputado que tem origem na categoria de pauta da segurança pública e demandas da população. SIFUSPESP também lançará manifesto em favor do protagonismo dos trabalhadores penitenciários

 

O Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo(SIFUSPESP) promove na próxima segunda-feira, 01/10, a partir das 19h, um debate envolvendo candidatos a deputado federal e estadual que são trabalhadores penitenciários com o tema: “O futuro do sistema prisional e da segurança pública a partir das eleições de 2018”.

O evento terá transmissão ao vivo pelo Canal Diálogo Digital, no Youtube, e pela página do sindicato no Facebook. A sabatina acontecerá no auditório do Santana Towers, que fica na rua Alferes Magalhães, nº 92, Santana, na zona norte da capital paulista.

Entre os candidatos confirmados estão Dr. Josevane Alves e Elias Bittencourt, ambos do Patriota, além de Ramon Bertoni(PHS), Aparecido Carlos Leandro, o Leandro Leandro(PDT) e Abdael Ambruster, o Bida(PT). O SIFUSPESP também fez o convite aos candidatos Marcos Aires(PROS) e Silvio Damasceno(Rede), que devem confirmar sua presença até o fim desta semana, além de Serginho(PRTB), que ainda não respondeu.

Durante o debate, que também é aberto à participação do público - integrantes do sistema ou não, o sindicato também lançará um manifesto em favor do protagonismo dos trabalhadores penitenciários nas tomadas de decisão sobre o tema no Brasil.

“Pela democracia e pela legalidade, contra o crime organizado e contra a privatização, pela ampliação dos investimentos públicos para a segurança, por mais contratações de servidores e pela integração entre as inteligências das categorias policiais”, resume o presidente do SIFUSPESP sobre o conteúdo do documento, que será apresentado aos candidatos e divulgado na íntegra aos jornalistas e ao público após o evento.

“Este manifesto mostrará um posicionamento claro do SIFUSPESP por uma demanda que é cobrada de maneira firme pela categoria e que certamente trará impactos positivos para o bem estar e a tranquilidade da população caso os candidatos tenham abertura para discuti-las”, esclarece Fábio Jabá, que vai mediar o debate entre candidatos e especialistas.

A presença dos trabalhadores penitenciários é fundamental para a compreensão das propostas dos candidatos e sua representatividade diante da categoria.

Compareça! O sindicato somos todos nós, unidos e organizados!

 

Serviço

Sabatina: “O futuro do sistema prisional e da segurança pública a partir das eleições de 2018”

Data: 01/10/2018 - Segunda-feira

Horário: 19h

Local e endereço: Edifício Santana Towers - Rua Alferes Magalhães, 92 - Santana

Contato e dúvidas: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Unidades com dois dormitórios começam a ser entregues em dezembro para filiados

 

O SIFUSPESP fechou uma parceria estratégica com a Cooperativa Habitacional do Estado de São Paulo(COHASP) para os associados que desejam alcançar a tão sonhada casa própria.

Se você trabalha e é morador da região metropolitana de São Paulo, essa é uma chance espetacular para adquirir o seu imóvel.

Localizadas nos bairros Guaianases e Jardim Etelvina, ambos na zona leste de capital, e em Franco da Rocha, município da zona oeste, as unidades estão divididas entre apartamentos e sobrados, que contam com dois dormitórios e área privativa de 104 m2, além de contar com garagem.

Os 35 imóveis começam a ser entregues em dezembro deste ano. O valor da entrada é de apenas R$10 mil, com condições facilitadas e descontos especiais para associados ao sindicato.

A região do entorno conta com vasta infraestrutura de comércio, unidades básicas de saúde e creches, o que pode facilitar ainda mais o cotidiano dos moradores e de suas famílias. Além disso, trata-se de uma área que tende a valorizar ainda mais com a chegada dos novos imóveis e seus moradores.

Para outras informações, basta entrar em contato pelo número de telefone (11)3105 6112 ou celulares (11)94830 7071 e (11)98209 9705 (falar com Sandra)

Mais convênios

Nesta crise econômica, muitos empreendimentos ficaram parados, o SIFUSPESP está disposto a verificar alternativas para aproveitar empreendimentos parados e encaminhar para nossa categoria. Se você conhece algum empreendimento deste tipo nos comunique, nosso objetivo é o bem estar de nossa categoria, sempre.            

O sindicato somos todos nós, unidos e organizados. Filie-se!

Um profissional com uma função mal compreendida, sofrendo com a falta de investimentos do Estado e ator principal -desconsiderado- da ressocialização do apenado, parte fundamental para garantir parâmetros de segurança e de sociabilidade

 

Ser assistente social dentro de uma penitenciária é enfrentar conflitos, desde a natureza de sua função, até a falta de conhecimento por parte dos funcionários e da população do que ela realmente trata. É negada a importância da existência do trabalho realizado por este profissional como funcionário da Secretaria de Administração Penitenciária(SAP), e portanto necessário para o andamento do sistema penitenciário.

O assistente social é o servidor responsável por cumprir parte das principais diretrizes da Secretaria, ou seja, fazer cumprir a Lei de Execução Penal (LEP), ressocializar e reinserir ao apenado após o cumprimento da pena. Esse é um dos pontos mais questionados a respeito do Sistema Prisional, diz-se que ele não funciona como agente ressocializador.

O afastamento dos agentes ressocializadores da nova lei do Sistema Único de Segurança Pública, sancionado em junho pelo Presidente Temer é uma demonstração da falta de entendimento da função do Assistente Social e de como ela deve estar entrelaçada ao Sistema Prisional, já que possui um manejo específico para este caso. Ou seja, valorizar o sistema penitenciário e garantir que ele possa ser aperfeiçoado, passa por pensar o papel deste trabalhador.

Dentro disso existe um preconceito, por vezes inconsciente advindo de sua formação histórica, já que a princípio o profissional era visto dentro da prisão como “aquela pessoa boazinha (geralmente mulheres) que era paga pelo estado para ter dó do preso”. É o que afirma a assistente social e funcionária do sistema prisional do Estado de São Paulo, Márcia Aparecida Oliveira.

“O serviço social também teve como elemento constitutivo e fundante da profissão princípios cristãos de caridade e moralização, fundados no catolicismo e nas políticas de Getúlio Vargas – que estabelecia sua plataforma de direitos trabalhistas com vistas a conter a crescente revolta dos trabalhadores, explica Márcia que continua:

“Foi nessa época que se iniciou então a doutrina da responsabilização do indivíduo pela sua própria dificuldade de sobrevivência, desviando-se o olhar para o sistema reprodutivo de miséria e exclusão que é o próprio capitalismo brasileiro. Iniciou-se o sistema “RE” – regeneração; reintegração, reeducação, reinserção e vai por aí afora, como se toda a responsabilidade da exclusão pertencesse ao indivíduo e sua falta de moralidade”, diz.

Esse misto de caridade e repressão ficou enraizado na imagem do serviço social. Mas os assistentes sociais da atualidade entendem a criminalidade como expressão, decorrência da questão social, assim como o são o desemprego, a miséria, a ignorância e a violência. Assim sendo, pode-se entender que a principal função do assistente social dentro da prisão é à garantia de direitos – apesar de todas as contradições implicadas aí.   

No cotidiano carcerário os assistentes sociais se deparam com as mais variadas questões relacionadas ao cenário acima mencionado, pois o indivíduo preso nada mais é do aquele que não “se enquadrou” no sistema econômico, “não respeitou os ditames sociais e as regras da sociedade normativa”, dentro de um sistema cujo conjunto legal existe para proteger os interesses do capital e do patrimônio e não os interesses e necessidades dos indivíduos.

Os assistentes sociais como profissionais que têm condições de fazer a leitura crítica dos fenômenos sociais e entendem que esse “desrespeito” ou “dificuldade de reconhecimento e acatamento de regras” tem sua gênese na falta de trabalho, de educação, de representatividade, de visibilidade, de saúde e de todas as outras faltas.

“Nossa interação com os presos e demais profissionais passam por essa lógica, mas deve ficar claro que não vitimizamos ou infantilizamos o praticante do ato criminoso, tirando dele a sua responsabilidade ou isentando o autor de seu protagonismo na ocorrência do delito. Entendemos que houve minimamente uma leitura dos acontecimentos por parte desse agente e uma adesão a uma prática que nos porões de sua consciência, ele guarda o entendimento do que seja certo e errado”, afirma a assistente social. 

Essa compreensão é inevitável se queremos pensar formas de prevenção e redução de ambientes criminógenos. Também o aumento do número desses profissionais pode levar também a ampliação desses mesmos de forma a integrar programas também favoráveis aos trabalhadores do sistema. 

 

 

Unificação

Apesar da existência de alguns fatores que podem ser considerados avanços para alguns, como a própria constituição da Lei de Execução Penal(LPE), a conjuntura atual não contempla o bom cumprimento a lei. É necessário pensar segurança pública e na reinserção social integrados, um não existe sem o outro. E quando se aponta que há vontade política para melhorar a segurança pública, um dos fatores determinantes é entender o que ocorre nas prisões. 

Por essa razão, o Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo(SIFUSPESP) luta por um sindicato unificado, composto por todas as categorias, que foram separadas pela SAP entre área fim e área meio, porque elas são interdependentes, e devem compor equipes com diferentes potenciais e uma mudança na gestão prisional. O Estado de São Paulo apresenta essa falha que “quebra” as engrenagens do funcionamento do sistema penitenciário.

O momento é propício para a reivindicação de uma Lei Orgânica unificadora, que tenha uma visão de interdependência entre as funções exercidas, estabeleça regimes mais adequados para a realização do trabalho nas unidades, incluindo garantias mínimas de trabalho, ganho e tempo de descanso. Além do que, é um agente facilitador na luta por reajuste salarial, plano de carreira, novas contratações e da própria reestruturação do sistema prisional.

O corpo funcional como agente principal do funcionamento do mesmo sistema, necessita estar unido em favor da sua manutenção e sobrevivência, já que o cenário aponta para uma possível privatização primeiro em parte depois de todo o setor, quando construirem tais unidades e avançarem com propaganda e lobbie político contra todo o sistema.

É necessário compreender a complexidade e a necessidade de cada função, cada atividade e cada trabalhador penitenciário, inseridos em um discurso unificado a respeito do que se espera e se deseja do Estado e formas para manter seu trabalho de forma a melhorar o sistema e então colocar nossa categoria em outro patamar (como fez o Ministério Público e a Polícia Federal no passado). Também, a fim de que o discurso da culpabilização do trabalhador do sistema prisional seja contradito com argumentação sensata.

O Estado não investe ao mesmo tempo que impossibilita o investimento no setor, e a “culpa” na fala da mídia atual, sobrevém ao funcionário público, que todo tempo passa por processos administrativos. Formadora de opinião, a imprensa de massa acaba moldando a opinião pública contra o trabalhador penitenciário, tratando a nós como corrupto, constantemente envolvido em contravenções, incompetente, aqui podemos citar o assistente social como não cumpridor da atividade ressocializadora, irresponsável quando tem uma viatura de transporte envolvida em algum acidente.

A ausência de uma estrutura que torne o cumprimento do dever possível, inclusive dentro da legislação que o rege, o funcionário penitenciário vê-se refém da sobrecarga de trabalho, acúmulo de funções e condições precárias. Todos os trabalhadores do sistema prisional paulista enfrentam a mesma realidade de precarização e abandono. Por isso, a luta por conquista de direitos só faz sentido quando realizada por todos. Toda categoria é parte essencial dessa engrenagem.

O sindicato somos todos nós, unidos e organizados. Filie-se!



Neste vídeo o renomado jurista Luiz Flávio Gomes comenta alternativas técnicas para encaminhar algo que é o ponto básico para uma reforma do sistema penitenciário, a criação de uma Lei Orgânica do Sistema Penitenciário. Que ainda não foi criada no Estado de São Paulo. Não deixe de ver.

 

A sede regional do SIFUSPESP na Baixada Santista, que fica na cidade de Praia Grande,  só abrirá às sextas-feiras entre os dias 15 e 25 de outubro.

As consultas com o advogado Dr. Jair Rodrigues de Lima acontecem sempre das 8h30 às 12h, sem a necessidade de agendamento.

Em caso de dúvidas, basta entrar em contato no número (13)3474-2202.

 

É com imenso pesar que o SIFUSPESP lamenta o falecimento do agente de segurança penitenciária(ASP) Jefferson Yamashita Tokimatsu, ocorrida nesta quinta-feira, 27/09.

O servidor, que trabalhava na Penitenciária de Lucélia, havia sofrido um acidente vascular cerebral(AVC) no último dia 20/09, e estava internado desde então no Hospital Personal, em São Paulo.

O velório e o sepultamento de Jefferson acontecerão nesta sexta-feira, no cemitério municipal de Lucélia. O horário ainda será divulgado.

O SIFUSPESP oferece seu apoio a todos os familiares e amigos do ASP neste momento de imensa dor e tristeza pela partida de um valoroso trabalhador, que durante duas décadas prestou um serviço de grandeza para o sistema prisional paulista.