Evento promove palestras e debates sobre saúde funcional, segurança e outros temas centrais para o sistema e seus servidores
Com o objetivo de gerar uma rede de troca de conhecimento entre servidores do sistema prisional paulista mediante a realização de palestras e oficinas temáticas, o SIFUSPESP realiza neste sábado, 20/10, O Workshop “A Gente em Alta”, na sede do sindicato em São Paulo. O evento, que começa às 14h, já está com sua programação completa disponível.
A abertura caberá ao presidente do SIFUSPESP, Fábio César Ferreira, o Fábio Jabá, que vai apresentar o sindicato aos participantes do encontro e falar sobre a iniciativa do evento, que pretende dialogar com os trabalhadores penitenciários sobre saúde funcional, segurança e outras temáticas relativas ao bem estar e à valorização dos servidores.
Entre as atrações do evento está a palestra sobre o trabalho do Centro de Qualidade de Vida e Saúde do Servidor(CQVidass). O projeto tem promovido desde abril deste ano uma parceria com o SIFUSPESP e o Banco de Olhos de Sorocaba(BOS) para o atendimento à saúde de funcionários em diversas regiões do Estado. Neste sábado, um representante do grupo falará sobre o combate ao estresse e a depressão.
Também contaremos com o diálogo sobre “Qualidade de Vida através da Mudança de Hábitos”. A conversa vai tratar da necessidade de busca pelo bem estar físico e mental como uma das prioridades das pessoas que trabalham no sistema prisional.
Educação no trânsito será o tema de palestra. No debate, serão apresentados dados e orientações sobre a melhor postura a ser adotada pelos trabalhadores penitenciários nessa atividade cotidiana em que faz o trajeto de casa para a unidade prisional e que tanto necessita de cuidado para evitar a ocorrência de acidentes e conflitos com outros condutores.
Não deixaremos de apresentar as lutas do sindicato e a análise de conjuntura sobre a política nacional e outros temas urgentes que buscam a valorização e o reconhecimento das atividades da categoria em debate no Congresso Nacional. Polícia Penal e Lei Orgânica da categoria: Dois assuntos que precisam ser discutidos com aprofundamento para que a união dos trabalhadores possa fazer com que saiam do projeto e se tornem parte da realidade do sistema.
A atuação do Grupo de Intervenção Rápida(GIR) como um dos pilares da segurança das unidades prisionais paulistas terá oportunidade de ser conhecida, e não faltarão esclarecimentos sobre as regras que envolvem a concessão do porte de armas e outras demandas relativas ao armamento tão necessário à proteção individual dos trabalhadores fora do ambiente prisional.
Ao longo de toda a programação, serão ainda realizada consultoria de estética, e também será feita uma exposição do Museu Penitenciário.
Após tanto conteúdo e disseminação de conhecimento e troca de informações, o SIFUSPESP vai promover uma confraternização especial entre todos os presentes, com a participação de atrações musicais.
Esperamos que seja um momento de relaxamento e alegria que busca representar a receptividade do sindicato a todos os trabalhadores penitenciários dentro das suas necessidades mais urgentes, às quais sempre estamos de braços abertos!
Durante entrevista do governador Márcio França, repórter André Guilherme, do jornal Valor Econômico, generalizou situação do sistema dizendo que servidores são corruptos
O SIFUSPESP vem a público para repudiar as insinuações do repórter André Guilherme, do jornal Valor Econômico, que afirmou que os funcionários do sistema prisional paulista são corruptos e que “compactuam com o crime organizado”.
As acusações feitas pelo jornalista aconteceram durante entrevista do governador de São Paulo e candidato à reeleição, Márcio França(PSB) ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na última segunda-feira, 15/10. A entrevista completa está disponível neste link. O embate aconteceu entre os 32’ e os 34’.
Ao questionar França sobre casos de corrupção envolvendo servidores públicos, e ouvir do governador que “não se pode acusar os milhares de integrantes de funcionalismo por causa de maus exemplos”, André Guilherme fez generalizações ao afirmar “então como é que entra celular nas cadeias!?”, em alusão aos casos em que detentos têm acesso aos aparelhos, sugerindo que este fenômeno seria decorrente da permissibilidade dos funcionários do sistema em deixar que esses equipamentos entrassem.
Nesse sentido, é importante esclarecer que o número de apreensões tanto de aparelhos telefônicos quanto de drogas e de outros objetos proibidos com visitas vem crescendo em grandes proporções no Estado de São Paulo no último ano. Muitas delas ocorrem graças justamente à ação dos trabalhadores penitenciários responsáveis pela fiscalização. Todas as segundas-feiras, o SIFUSPESP publica informações sobre os casos em seu site e redes sociais. Quem vive o sistema penitenciário e acompanha suas rotinas sabe da estrita observação aos critérios de segurança para que as unidades e as vidas de detentos e trabalhadores sejam preservadas frente a diversos fatores de risco como estes.
Após acusar os servidores de corrupção por supostamente deixarem que celulares entrem nas unidades prisionais, o repórter André Guilherme voltou a atacar os trabalhadores ao responder questionamento de França.
Quando o governador reiterou que confiava nos servidores públicos e que em meio a 500 mil funcionários “pode haver sim corruptos, mas não se pode dizer que o sistema como um todo é corrupto”, França perguntou se no veículo onde o jornalista trabalhava não poderia haver pessoas desonestas, o que não significaria que o meio de comunicação seria desonesto como um todo por conta disso.
De forma surpreendente, André Guilherme retrucou afirmando que o Valor “não compactua com o crime organizado”, em mais uma referência direta ao sistema prisional paulista e a seus funcionários.
Nos últimos meses, mesmo antes das eleições e durante o período político, uma das principais pautas da grande mídia brasileira tem tido como foco a atuação do Primeiro Comando da Capital(PCC) dentro e fora das penitenciárias e sua existência enquanto “estado paralelo” que supostamente controlaria o ambiente prisional. Ademais, junto a este discurso a desqualificação aos trabalhadores do sistema penitenciário são constantes, combinadas a agenda de privatização do sistema defendida por vários candidatos.
A partir de mais essa afirmação equivocada, o presidente do SIFUSPESP, Fábio César Ferreira, o Fábio Jabá, sente-se no dever de lembrar ao jornalista que apesar de estar presente e ter crescido no Estado de São Paulo, no Brasil e até em países vizinhos, o PCC não controla as prisões.
“Isso acontece principalmente porque o trabalho feito pelos trabalhadores penitenciários no sentido de desbaratar as ações da facção e de evitar que ataques, fugas e rebeliões se espalhem pelo Estado é que garantem a segurança e o bem-estar da população”, afirma Jabá.
Muitas vezes esses funcionários, sob ameaças e vítimas de ataques coordenados pelo PCC, não deixam de executar o seu trabalho dignamente, denunciando tentativas de extorsão e outros crimes cometidos a mando da facção. Alguns morrem em decorrência de assassinatos feitos por membros da organização criminosa. Outros, tiram a própria vida por não aguentar a pressão sobre si e suas famílias. A situação é dramática.
Em outubro de 2014, após o registro de oito homicídios contra servidores por ordem da facção em um intervalo de poucos meses, o SIFUSPESP pediu à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo(Alesp) a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI) sobre o sistema prisional para apurar a origem desses crimes. Por omissão de parte dos parlamentares, no entanto, não conseguiu as assinaturas necessárias.
Ora. Se os trabalhadores penitenciários representados pelo sindicato são os principais alvos da facção - ao lado de policiais militares e civis - como pode o sistema prisional compactuar com o crime organizado? Jamais o fizemos, e lutamos de maneira permanente para expurgar a influência do PCC e de outras facções sobre os detentos.
Esta sim é a grande ameaça de direitos humanos, a ação de facções criminosas contra a liberdade e bem estar de alguns detentos e famílias fora das grades, ao obrigá-los a cometer crimes. Fazemos nada mais que nosso trabalho, que é zelar para que os presos cumpram suas penas dentro da lei.
O presidente do SIFUSPESP aproveita a oportunidade para exaltar a postura republicana e de defesa dos servidores feitas pelo governador Márcio França, que em momento algum deixou-se levar por falsas afirmações para fazer média com qualquer setor da sociedade que estivesse assistindo ao programa. Ele defendeu o funcionalismo porque parece apostar no seu potencial e em seu trabalho, o trabalho de uma maioria, todos os dias.
Durante a entrevista, o repórter afirmou ainda que toda a corrupção desvendada atualmente no país e no Estado só veio à tona por conta da Operação Lava-Jato, que colocou Alckmin entre os investigados. França disse que concordava com os termos da operação, mas ponderou que qualquer acusação precisa de provas e qualquer investigado deve se tornar réu e somente após a condenação em definitivo é que o jornalismo, com todo o seu poder, terá então caminho livre não para insinuar, mas informar com precisão que determinada pessoa é corrupta e lesou o erário público. Uma ponderação que o SIFUSPESP assina embaixo, e que vale tanto para políticos como para servidores. Quem errar, paga. Mas sem generalizações.
Ao repórter, o sindicato faz um convite. Que ele possa conhecer melhor o sistema prisional e seus servidores antes de proliferar informações sem a devida checagem. Lançar acusações no ar sem comprovação e com base em pouca experiência de cobertura do setor a que está se referindo é contraproducente e antiético. É possível fazer melhor e convém ouvir os lados envolvidos nas acusações.
Dizer que o sistema como um todo é corrupto ofende a maioria dos trabalhadores, que mesmo com gigantescas dificuldades estruturais, recebendo salários achatados, sob superlotação das unidades prisionais e déficit funcional, mantém em dia sua dignidade de não aceitar a submissão diante do crime organizado e servir à população para que ela permaneça segura.
O presidente do SIFUSPESP, Fábio Jabá, ainda reforça que o Departamento Jurídico do sindicato já estuda formas de solicitar ao programa Roda Viva e ao jornal Valor Econômico um direito de resposta oficial devido às afirmações feitas na última segunda-feira pelo repórter, que considera levianas e que não correspondem a qualquer debate político sério.
Manifestações públicas pacíficas em frente à sede do jornal também podem fazer parte da estratégia do sindicato para demonstrar ao veículo de comunicação o descontentamento da categoria com a postura levada a cabo na entrevista, que não deve ser naturalizadas para que esta não se converta em generalizações e as inverdades ditas sejam transformadas em senso comum.
Na opinião de Fábio Jabá, esse ato depende da união e da organização dos trabalhadores penitenciários. “Dessa forma, poderemos deixar claro que nossas práticas diárias prezam pela lisura e não pela corrupção. Nossa consciência está limpa, e nosso espírito ativo para combater a criminalidade, não nos submeter a seus desmandos”, reiterou.
O sindicato somos todos nós, unidos e organizados!
Grupo será formado por integrantes de órgãos ligados aos ministérios da Segurança Pública, Defesa, Fazenda e Justiça, e promete usar “análise de informações da inteligência para embasar políticas públicas e ações de enfrentamento”
Em decreto publicado nesta terça-feira, 16/10, no Diário Oficial da União, o presidente Michel Temer(MDB) e o chefe do Gabinete de Segurança Institucional(GSI), Sergio Etchegoyen, criaram uma Força-Tarefa de Inteligência com o objetivo “enfrentar o crime organizado que afronta o Estado brasileiro e suas instituições”.
Conforme descrito no decreto, já em vigor, a Força-Tarefa terá como competências “analisar e compartilhar dados e de produzir relatórios de inteligência com vistas a subsidiar a elaboração de políticas públicas e a ação governamental no enfrentamento a organizações criminosas”. A íntegra está disponível neste link.
Farão parte do grupo representantes de 11 instituições vinculadas aos ministérios da Segurança Pública, da Justiça, da Fazenda e da Defesa.
São eles o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; a Agência Brasileira de Inteligência; o Centro de Inteligência da Marinha do Comando da Marinha, o Centro de Inteligência do Exército do Comando do Exército e o Centro de Inteligência da Aeronáutica do Comando da Aeronáutica, todos do Ministério da Defesa; o Conselho de Controle de Atividades Financeiras e a Secretaria da Receita Federal do Brasil, ambos do Ministério da Fazenda; o Departamento de Polícia Federal, o Departamento de Polícia Rodoviária Federal, o Departamento Penitenciário Nacional e a Secretaria Nacional de Segurança Pública, estes últimos integrantes do Ministério da Segurança Pública.
A Coordenação da Força-Tarefa e sua regulação a partir de normas gerais de ações serão de responsabilidade do GSI, enquanto que os representantes dos demais órgãos que integram o grupo deverão ser indicados pelos titulares de seus respectivos órgãos de atuação no prazo de até 10 dias, contados da publicação do decreto.
É importante ressaltar que além desses membros, poderão ser incluídos na equipe profissionais de outros órgãos da administração pública federal que sejam considerados “indispensáveis” para que o coletivo cumpra as atividades referentes ao decreto.
Ainda de acordo com o documento, a Força-Tarefa vai atuar de forma articulada e mediante intercâmbio de informações com o Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, criado em setembro deste ano.
O conselho, que envolve membros dos governos federal, estaduais/distrital e dos municípios, tem como prerrogativa “propor diretrizes para prevenir e combater a criminalidade”. Sua existência está relacionada à criação do Sistema Único de Segurança Pública(Susp), originado da Lei 13.675, que foi aprovada em junho, e que também criou a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social.
Neste cenário, mais uma vez salientamos que representantes do sistema penitenciário devem ser consultados e o sistema reforçado para que iniciativas de combate ao crime organizado não sejam colocadas na prática de forma insuficiente em relação ao obscuro setor organizado do crime que alcançou inclusive setores empresariais, do Estado e internacionais.
O avanço das organizações criminosas pode ser contido. Para isso, é fundamental o fortalecimento e a valorização dos servidores públicos, sobretudo, os servidores penitenciários, é isso mesmo, que cuidam da segurança da população. Mais do que valorizar o sistema prisional e seus funcionários, é preciso impedir que as privatizações do setor avancem e ampliem o alcance dos tentáculos das facções sobre as unidades prisionais.
Em manifesto lançado nos últimos dias, o SIFUSPESP esclareceu que o temor da violência sentido pela sociedade brasileira na atualidade é parcialmente justificado - sobretudo devido ao aumento do índice de homicídios no país - e reflete muito de seu apoio a um reforço nos investimentos para a área. No entanto a sensação de insegurança é ampliada de forma sensacionalista pelos meios de comunicação e quase nenhum debate sério é apresentado como solução.
Parte dessa violência tem como origem o controle estratégico que facções criminosas surgidas dentro de penitenciárias têm exercido sobre as camadas sociais menos favorecidas, que vivem em bairros pobres das grandes cidades e que sentem, mais do que as demais classes sociais, todo o poder e o medo imposto por esse Estado paralelo. Salientamos isso porque estas facções não são "bons samaritanos" como um viés ideológico de discurso defende, tendo em vista que atuam em espaços que o estado não alcança, mas impõem ações de violência e controle social sem mínimas garantias legais e de completa exceção baseada no lucro. Sua expansão agora se generaliza por todo o território nacional, em que mais de 80 agrupações existem, mas que PCC e Comando Vermelho são as principais organizações que ampliam suas ações internacionalmente e agora iniciam colaboração com agrupações radicais internacionais, classificadas por agências internacionais como milícias terroristas.
No momento em que o sistema prisional é um dos protagonistas no debate sobre a segurança pública nacional, é preciso entender que somente fornecendo boas condições de trabalho, fazendo investimentos em inteligência em qualificação dos trabalhadores penitenciários, concedendo salários dignos e estrutura a esses servidores é que será possível para o Estado brasileiro combater, na fonte, o desenvolvimento dessas organizações. O sistema penitenciário é chave para combater este mal.
A grande preocupação do SIFUSPESP ao se posicionar sobre o tema não é apenas defender os interesses da categoria que o sindicato representa - o que faz de forma totalmente legítima, já que é o principal sindicato da categoria, mas mostrar à população que se esses profissionais que tanto batalham para impedir que a criminalidade com esforços às vezes do próprio bolso são os mais atacados e no entanto são os que verdadeiramente enfrentam o perigo. O povo brasileiro deve saber disso, e deve exigir a modernização e autonomia do sistema penitenciário. Caso contrário, estará sendo enganado.
Nos estudos elaborados pelo sindicato, que entrevistou especialistas, consultou teses, reportagens e livros sobre o tema, além de outras fontes, foi possível identificar que essas facções criminosas, para muito além dos negócios ilícitos que envolvem o narcotráfico e a venda de armas e das empresas legalizadas que lavam dinheiro sujo, têm como próximo passo conquistar espaço dentro de penitenciárias privatizadas, e tem interesse também no aumento da população carcerária, porque assim ampliam seu universo de exploração desde as unidades penitenciárias para fora delas.
E como isso funcionaria? De acordo com as informações apuradas pelo SIFUSPESP, com a presença, dentro das unidades prisionais, de empresas controladas pelos criminosos como parceiras das células responsáveis pela imposição da violência dentro e fora das grades.
Em resumo, o processo de ressocialização e reinserção dos presos à sociedade, previsto na Lei de Execução Penal e feito em colaboração pelas autoridades judiciais, pelos servidores e pelas empresas idôneas, seria desfigurado para servir de exército de recrutamento para mais criminosos e pior, gerar ainda mais lucro para o crime.
O alerta está sendo feito pelo SIFUSPESP, que não concorda com um processo de privatização feito sem a consulta a todos os agentes envolvidos no sistema. O foco principal e inicial deve ser a modernização do sistema penitenciário que passa pela incorporação constitucional da Polícia Penal e a criação de uma Lei Orgânica no Estado de São Paulo e nos demais estados da federação que tenham um sentido de órgão autônomo para sim controlar esta mazela que pode, em um momento tão crítico de nossa vida nacional, constituir-se em um mal permanente.
Combater o crime organizado passa pela modernização do sistema penitenciário público, porque é ele quem conhece e pode aprofundar o mapeamento e controle do crime organizado. Quer entender? Leia o MANIFESTO SIFUSPESP em: Manifesto Sifuspesp
O agente de segurança penitenciária(ASP) Francisco Alves Ferreira, o Jota, foi homenageado na última segunda-feira, 15/10, com a Medalha Tiradentes por seu trabalho dentro da Secretaria de Administração Penitenciária(SAP).
A homenagem aconteceu na Câmara Municipal de São Paulo e foi organizada pela Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz(ABFIP), que exaltou Ferreira pelos grandes feitos que teve ao longo de sua carreira.
Por entender a importância do trabalho promovido pelo agente e seu reconhecimento diante do público, o SIFUSPESP esteve no evento para participar da homenagem através de seu presidente Fábio César Ferreira, o Fábio Jabá.
O ASP, que trabalha desde 2009 no sistema e passou por inúmeras dificuldades e perseguições durante o período em que esteve na labuta, agradeceu à grandeza que o prêmio representa para a sua trajetória. O SIFUSPESP fará uma entrevista exclusiva com Jota, que será publicada em nosso site e em nossas redes sociais na próxima semana.
A Medalha Tiradentes foi instituída por decreto presidencial em 1946, e é oferecida a todos aqueles homens e mulheres que prestam valorosos serviços à pátria, como forma de exaltar a história do herói da independência, patrono das Polícias Civil e Militar.
Veja o vídeo a seguir
Colog precisa editar normas sobre Portaria do Comando do Exército que autoriza ampliação do número de unidades e modelo de armamento acessível a servidores
A Secretaria de Administração Penitenciária(SAP) esclareceu nesta terça-feira, 16/10, que ainda carece de regulamentação a mudança das regras para porte, posse e aquisição de armas de calibre restrito para agentes de segurança penitenciária(ASPs) e agentes de escolta e vigilância penitenciária(AEVPs).
A mudança foi autorizada mediante portaria 1.497/2018, publicada pelo comando do Exército no mês de setembro, alvo de matéria publicada nesta segunda-feira no site do SIFUSPESP, neste ink:https://www.sifuspesp.org.br/noticias/6041-comando-do-exercito-altera-regras-para-aquisicao-e-porte-de-armas-de-fogo-de-uso-restrito-por-agentes-do-sistema-penitenciario
Em resposta a solicitação da assessoria de imprensa do SIFUSPESP, a SAP esclareceu que apesar de a portaria ter definido que a partir de agora os agentes terão o direito de adquirir e ter o porte e posse de até duas armas dos calibres .40 S&W, .45 ACP, 9mm e .357, ainda não há como fornecer aos servidores orientações sobre os procedimentos legais a serem adotados para esse fim enquanto não for feita a regulamentação dessa portaria por parte do Comando Logístico do Exército Brasileiro (Colog).
De acordo com o artigo 2º da Portaria publicada pelo Comando do Exército, caberá ao Colog “editar normas reguladoras da aquisição, do registro, do cadastro e da transparência de propriedade de armas de fogo de porte de uso restrito adquiridas pelas pessoas mencionadas no artigo anterior e, ainda, a aquisição das correspondentes munições, estabelecendo:
I - mecanismos que favoreçam o controle de armas;
II - o destino das armas, após a morte do adquirente ou qualquer impedimento que contraindique a propriedade e posse de armas de fogo; e
III - o destino das armas nos casos de demissão, voluntária ou de ofício, das pessoas mencionadas no art. 1º desta Portaria."
Agora, Agentes de Segurança e os Agentes de Escolta e Vigilância Penitencia poderão adquirir até duas armas dos modelos de calibres .40 S&W, .45 ACP, 9mm e .357
Portaria publicada pelo Comandante do Exército, no dia 14 de setembro, trata da possibilidade e dos requisitos para posse, aquisição, e porte de armas de fogo de uso restrito por Agentes e Guardas Prisionais. Trata-se da Portaria nº 1.497/2018, pela qual o Comandante do Exército concede autorização posse e porte para esses profissionais, mediante aquisição na indústria nacional, de até duas armas de fogo de uso restrito, nos calibres .40 S&W, .45 ACP, 9mm e .357, de qualquer modelo.
Com a entrada em vigor desta Normativa, foi revogada a Portaria que, anteriormente, tratava do assunto e que era mais restritiva quanto à quantidade e tipo de armas que eram autorizadas para aquisição pelos integrantes da categoria, a qual, também, não mencionava autorização expressa quanto à posse, bem como, autorizava, a aquisição de, somente, uma arma para porte.
A partir da vigência desta nova Portaria, além da posse e do porte, estão os Agentes e Guardas Prisionais autorizados a adquirir até duas armas, com destaque à arma de calibre 9mm, acrescida pela normatização atual.
Quanto aos requisitos para a aquisição das armas de fogo e para a obtenção ou renovação dos Certificados de Registros, hão de serem consideradas as regulamentações já vigentes, por força da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, em especial nos seus artigos 4º e 6º, VII (do caput) e §§ 1º-B e 2º.
Também deve ser considerado o disposto no Decreto nº 5.123, de 1º de julho de 2004, que regulamenta a Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003, que instituiu o Sistema Nacional de Armas – SINARM no Ministério da Justiça, no âmbito da Polícia Federal, o qual tem como finalidade manter cadastro geral, integrado e permanente das armas de fogo importadas, produzidas e vendidas no país, e o controle dos registros dessas armas, em especial os dispostos nos seus artigos 12 e 18, observadas as condições previstas no § 1º -B do art. 6º da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003.
O SIFUSPESP entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária(SAP) para solicitar informações sobre se haverá a necessidade de novos procedimentos por parte dos servidores interessados na aquisição, porte e posse das armas de calibre restrito em função da publicação desta nova portaria.
Até o fechamento deste texto, a SAP ainda não havia dado retorno sobre o tema. Assim que houver uma resposta por parte da SAP, o SIFUSPESP vai publicar a informação no site oficial do sindicato e também em nossa página no facebook.
Quer saber mais sobre as propostas da entidade para a melhoria do sistema prisional!? Conheça o Manifesto SIFUSPESP! https://www.sifuspesp.org.br/images/documentos/outros/Anlise-das-sugestes-ao-sistema-prisional-brasileiro.pdf
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