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Ribeirão Pires recebe, no dia 29 de novembro, a oitava edição da Corrida e Caminhada Asas para Isabela, evento que já se consolidou como uma das maiores mobilizações esportivas e solidárias da região do Grande ABC Paulista. A largada está marcada para as 7h30, no Paço Municipal, e as inscrições podem ser feitas pelo site www.asasparaisabela.com.br.

A prova oferece percursos de 5K e 10K para quem escolhe correr e uma caminhada de 2,5K para quem prefere um ritmo mais leve. Dá para participar em qualquer uma das modalidades sem precisar ser atleta experiente, o que ajuda a explicar por que empresas e entiades parceiras, famílias e moradores da região transformaram o evento em uma verdadeira corrente do bem ao longo dos anos.

O Sinppenal acompanha e divulga essa história desde 2017, reforçando o compromisso da entidade com causas que unem esporte, inclusão e solidariedade na região.

Quem participa apoia uma causa especial. Isabela tem 16 anos, paralisia cerebral e, desde os 3 anos, realiza no Chile um tratamento de alto custo chamado Cuevas Medek Exercises, que a ajuda a conquistar cada vez mais independência. Toda a renda líquida da corrida é destinada à continuidade desse tratamento.

Cada inscrição no evento contribui para melhorar a saúde e a qualidade de vida de Isabela. Quem quiser contribuir pode se inscrever, apoiar como voluntário ou divulgar a iniciativa, que a cada edição reúne mais gente disposta a correr e caminhar por um propósito que vai muito além do esporte.

Mais informações e inscrições estão disponíveis em www.asasparaisabela.com.br.

Terminou nesta quinta-feira o prazo para os candidatos ao cargo de Policial Penal do Estado de São Paulo apresentarem os recursos administrativos ao Teste de Aptidão Física (TAF), aplicado na primeira semana de setembro pelo Instituto AOCP. Este é certamente um dos TAFs mais contestados da história da Secretaria de Administração Penitenciária, com denúncias de prejuízo a candidatos em quase todas as praças onde a prova foi disputada.

Os relatos chegaram ao Sinppenal em série. Em Presidente Prudente, a pista dos 50 metros tinha buracos, declives e até uma lombada, tudo isso somado a uma chuva que levou muitos candidatos a escorregarem e caírem. Em São José do Rio Preto, aplicaram o TAF um dia antes da data prevista no edital. Em Bauru, os candidatos disputaram em pista com buracos, lama e mato. Em Campinas, a barra fixa foi cravada diretamente sobre terra batida, sem base de concreto, balançando a ponto de fiscais se posicionarem nas laterais da estrutura para segurar o aparelho durante a execução da prova.

A isonomia, condição básica de um concurso público, ficou comprometida. O edital previa o tiro de 50 metros como terceiro exercício da sequência. Na prática, essa ordem foi alterada em praticamente todas as localidades onde a prova foi realizada, sendo respeitada apenas em Bauru. Em uma prova decidida por centésimos de segundo, a cronometragem manual, como a registrada em Presidente Prudente, onde o fiscal gritou 7,67 segundos e a mesa anotou 7,50, e a divergência entre cronômetros nas localidades em que os painéis digitais não foram usados, amplificou o risco de erro.

Antes do TAF, a prova objetiva de fevereiro foi alvo de questionamentos por cobrar conteúdos ausentes no edital. Depois veio o atraso na divulgação do cartão de informação do TAF, que exigiu mobilização dos candidatos. E, agora, o próprio teste repetiu a desorganização. Não há registro, em concursos anteriores da Secretaria, de tantos relatos de falhas estruturais e de procedimento chegando ao sindicato como neste certame.

Diante do quadro, o Sinppenal encaminhou ofício ao Diretor Geral da Polícia Penal (DGPP) solicitando a instauração de sindicância para apurar com urgência e transparência as denúncias, a determinação para que a banca organize medidas imediatas de correção, a padronização dos critérios de avaliação e dos equipamentos, o amplo acesso dos candidatos aos vídeos e registros das provas e a publicidade integral dos resultados e critérios de correção de cada exercício. O prazo para os recursos está encerrado, e a DGPP ainda não respondeu ao ofício enviado pelo sindicato. 

O Sinppenal continua acompanhando o desdobramento dos recursos e mantém aberta a linha de comunicação com os candidatos para receber novos relatos. O sindicato reforça que a mobilização dos candidatos permaneceu o principal instrumento de pressão para garantir que o certame termine com a lisura exigida de um concurso público.

É com profundo pesar que o Sinppenal comunica o falecimento do policial penal Miguel Junior, ocorrido na noite desta quinta-feira (17 de setembro), após complicações decorrentes de um AVC. 

Miguel Junior construiu sua trajetória profissional em importantes unidades do sistema prisional paulista, tendo passado por Florínea, pela P2 de Presidente Venceslau, onde atuou no GIR, e, mais recentemente, pelo complexo de Presidente Bernardes, onde estava lotado. Mesmo após sofrer um AVC e apresentar sequelas severas, fez questão de retornar ao trabalho por vontade própria, demonstrando o compromisso e a dedicação que marcaram sua carreira.

Em decorrência do AVC, desenvolveu problemas renais e passou a realizar hemodiálise regularmente. Na última sessão, realizada no HR de Presidente Prudente, ao retornar para sua casa em Presidente Bernardes, sofreu um novo AVC, desta vez fatal. 

Miguel deixa uma filha, além de familiares e amigos. Neste momento de dor, o SINPPENAL presta suas condolências e solidariedade a todos que conviveram com ele.