Os presidentes das do SINPPENAL, SINDPPESP e SINDPENAL deram, na sexta-feira (17/4), mais um passo em direção à unificação dos sindicatos que representam a Polícia Penal em São Paulo.
No encontro, realizado na sede do SINDPPESP em Presidente Venceslau, os presidentes das entidades deixaram claro que a unificação é fundamental diante de uma conjuntura de ataques contínuos contra a Polícia Penal.
Com a unificação, a Polícia Penal terá o maior sindicato de policiais da América Latina! A nossa força de mobilização e atuação será triplicada!
Na avaliação dos sindicalistas, o sucateamento do quadro de pessoal, a desvalorização salarial e a precarização das condições de trabalho colocam a unificação das entidades representativas como uma questão de sobrevivência dos trabalhadores.
Tentativa de aniquilação
Este é, sem sombra de dúvida, o pior momento pelo qual os policiais penais já passaram. Eleito com o apoio maciço da categoria, o governador Tarcísio de Freitas descumpriu todas as promessas feitas para os Policiais Penais e sequer teve a capacidade de realizar um concurso para repor o quadro de pessoal. Na sua gestão, ele reduziu a verba da SAP a níveis mais baixos do que o Governo Dória e, ao excluir os policiais penais dos projetos de valorização e aumento salarial, tem tratado a Polícia Penal como uma polícia de segunda classe. A saída para essa situação é nossa união!
Como se não bastasse o descaso e a desvalorização, Tarcísio ainda aposta em uma política de perseguição e silenciamento da representação dos trabalhadores, após proibir a entrada dos sindicatos nas carceragens e abrir uma série de PADs contra os sindicalistas que ousaram denunciar as mazelas da SAP, agora o Governo ataca diretamente os sindicatos, cassando os afastamentos dos representantes do Sindasp e do Sindesp, criando uma narrativa falsa de que os mesmos não tem representação legal.
Estas ações ilegais violam diretamente os direitos constitucionais dos trabalhadores de uma forma ainda mais cruel do que aconteceu na época da ditadura militar. Chegamos, portanto, ao momento em que ou nos unimos, ou seremos exterminados pelos governantes que se elegeram com o nosso voto.
Próximos passos
A reunião definiu uma série de itens técnicos que cada sindicato deverá apresentar para dar sequência ao planejamento da unificação. Esses itens serão discutidos em junho na próxima reunião, que será realizada na Capital.
Do ponto de vista legal, a unificação depende de uma série de passos legais e administrativos que devem ser planejados e aprovados para que o processo tramite de forma célere perante o Ministério do Trabalho.
Porém, a condição mais importante já foi alcançada, que é o consenso de que a unificação é o único caminho para manter a luta em defesa dos Policiais Penais.
Finalmente a ideia plantada pelo SINPPENAL ainda em 2017 começa a ganhar corpo e os Policiais Penais de São Paulo poderão se orgulhar de pertencer ao maior sindicato de policiais da América Latina!
O Sinppenal manifesta profundo pesar pelo falecimento da policial penal Maria Dausiza do Nascimento, ocorrido no dia 21 de abril de 2026. A categoria de policiais penais perde uma colega exemplar, cujo legado de dedicação ao sistema penitenciário permanece como referência. Maria Dausiza atuava no CDP de Praia Grande e se aposentou em 2022.
O velório de Maria ocorre hoje, dia 22 de abril, com início às 11h15 e término às 13h15, nas dependências da OSAN LimaMachado, situada na Rua Lima Machado, 501, no Parque Bitaru, em São Vicente.
O sepultamento será realizado logo em seguida, às 13h30, no Memorial Vicentino, localizado na Ladeira da Saudade, 25, também no Parque Bitaru.
Neste momento de dor, o Sinppenal expressa solidariedade aos familiares, amigos e colegas que compartilharam a trajetória de Maria. Que o conforto chegue aos que sentem esta perda irreparável.
Quando um policial penal denuncia pão mofado servido no plantão, quando denunciam o aumento do suicídio de colegas por causa das más condições de trabalho, quando denuncia que faltam colegas para cobrir as escalas e quando expõe o descaso do governo com a categoria, o que ele recebe em troca? Um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Um, não. Nove! Nesta semana foi publicado no Diário Oficial do Estado o nono PAD instaurado contra Fabio Jabá, presidente do Sinppenal.
A irregularidade começa já na origem. Jabá não foi sequer informado sobre o teor da denúncia que fundamenta o processo. Como se defende de supostas acusações que desconhece? A publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo, em 16 de abril de 2026, traz o despacho do Corregedor-Geral da Polícia Penal instaurando o PAD sob a alegação de violação de deveres funcionais e preceitos éticos, com pena máxima de demissão. Mas qual seria exatamente a falta? Isso permanece nebuloso.
O timing não é coincidência. Semanas antes dessa publicação, o Sinppenal denunciava publicamente o sucateamento das unidades prisionais, a falta de pessoal que sobrecarrega os policiais penais e as condições sanitárias precárias. Jabá, que já havia se afastado para tratamento de saúde após oito anos de luta sindical contra perseguições, retorna justamente para enfrentar mais essa investida.
Tarcísio, que se elegeu com a promessa de valorizar as polícias, não só não cumpriu a promessa, como instaurou uma gestão marcada pela postura antissindical e antidemocrática. A Secretaria de Administração Penitenciária proíbe a entrada de entidades sindicais nas carceragens, impedindo a fiscalização das condições de trabalho. Quando o sindicato tenta cumprir seu papel legal, é respondido com processos disciplinares contra seus dirigentes. Essa é a lógica do silenciamento: não conseguem refutar as denúncias, então tentam calar quem as faz.
Tarcísio de Freitas chegou ao Palácio dos Bandeirantes prometendo valorizar as forças de segurança. Com a Polícia Penal, essas promessas viraram pó. Sem reajuste, sem pessoal, sem respeito. E quando alguém levanta a voz, vem o PAD. Quando alguém denuncia, vem a perseguição. Quando alguém insiste em defender a categoria, vem a ameaça de demissão.
Tarcísio usa os PADs como instrumentos de vingança política. Isso tem que parar. A tão proclamada liberdade de expressão, que seu grupo político exalta, tem que valer também para quem denuncia o pão estragado e o déficit funcional que mata de trabalho.
O Sinppenal segue de pé. Nove PADs não intimidam uma entidade que representa policiais que enfrentam diariamente as ameaças do crime organizado sem se dobrar. Essa perseguição é apenas mais uma prova de que a voz deles está incomodando lá em cima. E enquanto houver policiais penais sendo desvalorizados, haverá quem levante a voz. Nem todos os processos disciplinares do mundo vão mudar isso.
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