O Sinppenal comunica com pesar o falecimento do policial penal Hélio Leme da Costa, aos 64 anos. Aposentado após décadas de atuação, sua trajetória na Polícia Penal reflete o compromisso com a segurança pública e o trabalho árduo que caracteriza os profissionais desta instituição.
O corpo foi velado no Memorial Dois Irmãos, e a Cerimônia de Despedida ocorre às 17h no Cemitério Municipal de Itaí. O Sinppenal se solidariza com os familiares e amigos de Hélio este momento de dor e luto.
O policial penal, jurista e escritor Edson Moura é o autor de três obras essenciais para a qualificação profissional das profissões que atuam no sistema prisional. Com formação em Direito, Teologia e Gestão Pública, Moura acumula experiência prática no presídio de Parelheiros, o que confere às suas publicações um caráter extremamente prático e alinhado com a realidade do sistema prisional brasileiro.
O primeiro livro, Manual Jurídico do Policial Penal, nasce da percepção de que muitos profissionais ingressam na carreira preparados operacionalmente, mas sem o devido aprofundamento nas normas que regem sua atuação diária. A obra reúne de maneira clara e acessível os principais fundamentos jurídicos relacionados à atividade, ajudando a evitar inseguranças e vulnerabilidades que podem transformar pequenos erros em grandes consequências. (Clique aqui para comprar a obra https://loja.uiclap.com/titulo/ua173454)
Já o ‘Manual Nacional de Execução Penal’ surge de uma constatação inquietante: apesar da vasta literatura sobre execução penal, pouco ou quase nada era direcionado à realidade do policial penal. Edson Moura traduz a Lei de Execução Penal para a linguagem do cotidiano prisional, transformando-a em uma ferramenta viva, prática e operacional. A obra alerta para armadilhas que podem levar a processos administrativos disciplinares ou responsabilização criminal, oferecendo procedimentos corretos para blindar o servidor. (Clique AQUI para comprar a obra : https://loja.uiclap.com/titulo/ua174402 )
O terceiro livro, ‘Processo Administrativo Disciplinar: Instrumento de Controle ou de Coação?’, propõe uma análise crítica do PAD. Concebido como um pilar da probidade e da legalidade administrativa, o processo disciplinar tem sido, em muitos contextos, pervertido em ferramenta de assédio institucional, especialmente na Polícia Penal. A obra desvenda essa mutação funcional e oferece subsídios para que o servidor compreenda seus direitos e deveres, e, portanto, não caia nas armadilhas da má gestão. (Clique AQUI para comprar o livro: https://loja.uiclap.com/titulo/ua165762 )
Essas três publicações são um marco na literatura e produção de conhecimento voltada ao policial penal. Elas não apenas informam, mas também oferecem segurança jurídica, orientação prática e um verdadeiro escudo contra as armadilhas do sistema.
Para quem atua na linha de frente do sistema prisional, é leitura obrigatória!
Existem homens que passam pela vida em silêncio.
Outros deixam rastros.
E existem aqueles raros que transformam a própria voz em resistência.
Willtinho Poeta não foi demitido por corrupção.
Não foi afastado por desonra.
Não caiu por improbidade, covardia ou traição aos seus princípios.
Foi punido porque falou.
Porque, em um ambiente onde muitos são ensinados desde cedo a abaixar a cabeça, ele escolheu levantar a voz. E pior — fez isso com inteligência, ironia e coragem. Usou versos como quem maneja uma arma precisa. Cada poema seu carregava aquilo que muitos sentiam, mas poucos tinham coragem de dizer.
Durante 17 anos como Policial Penal, não abandonou os seus. Não virou o rosto para os perseguidos. Não fingiu não ver as injustiças. Enquanto muitos se escondiam atrás do medo, ele escrevia.
E talvez seja justamente isso que incomode tanto.
Porque palavras atravessam muralhas.
Palavras sobrevivem aos cargos.
Palavras ecoam.
Tiraram-lhe o emprego. Tiraram-lhe o cargo público. Mas não conseguiram retirar aquilo que verdadeiramente o tornou forte: sua voz.
Uma voz que atinge o alvo com a precisão de um disparo de 5.56.
Não para destruir pessoas — mas para romper silêncios.
Não o conheço pessoalmente. Nunca apertei sua mão. Nunca dividi plantão, café ou rotina com ele. Mas há homens que a gente reconhece pelo caráter antes mesmo do encontro.
E espero sinceramente que um dia eu possa lhe dar um abraço e dizer:
“Estamos juntos, Poeta.”
Porque servidores passam.
Cargos passam.
Governos passam.
Mas aqueles que ousam falar em tempos de silêncio permanecem.
_Edson Moura (Policial Penal em Parelheiros)_
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