A administração pública oficializou, na última quarta-feira, 10 de junho, a demissão do policial penal Márcio Abdala, lotado no Centro de Detenção Provisória (CDP) I de Osasco. A penalidade é decorrente do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado para apurar um incidente ocorrido em 27 de outubro de 2024, na subportaria da unidade prisional. Na ocasião, o servidor reagiu a ameaças proferidas por uma visitante, dando voz de prisão e conduzindo a mulher para o interior da unidade prisional.
A ação, que foi registrada pelas câmeras de vigilância, resultou em acusações de conduta irregular, incluindo o uso de arma de fogo de propriedade particular durante o exercício das funções. A acusação sustentou que o policial agiu de forma intimidadora, portando armamento não oficial e utilizando força física desproporcional ao segurar a visitante pelo braço.
A defesa de Márcio Abdala argumentou que as imagens do sistema de videomonitoramento da unidade não comprovam o saque ou o apontamento de arma de fogo contra a visitante, versão que foi corroborada por depoimentos de diretores e outros policiais presentes no local, que afirmaram não ter visualizado o servidor com arma em punho. A defesa sustentou que o policial adotou uma postura de cautela operacional diante da agressividade da visitante e que o porte da arma particular se justificava pelo encerramento de seu turno e iminente deslocamento para sua residência, conforme facultado em regulamentações específicas de segurança pessoal.
Márcio Abdala ingressou no serviço público em 2006 e somava 20 anos de serviços prestados à instituição. Em seu prontuário funcional constam elogios por empenho e dedicação profissional em anos anteriores, como em 2014 e 2022. Apesar do histórico e dos argumentos apresentados pela defesa, a recomendação da Procuradoria Geral do Estado pela demissão prevaleceu, sob a justificativa de que a gravidade da falta era incompatível com a continuidade do vínculo funcional.
O policial afirma que sua punição é desproporcional e cita casos de servidores que foram flagrados em ocorrências de corrupção e que receberam pena de suspensão. “Eu não levei droga, nem arma para o presídio. Não deixei condenada por tráfico visitar outro preso na cadeia. Eu me defendi de uma ameaça e fui demitido depois de 20 anos de serviços prestados. Tenho um filho autista e não terei como pagar a pensão dele, não tenho outra fonte de renda”, disse Abdala.
O Sindicato dos Policiais Penais (Sinppenal) informa que atuará na defesa do policial penal, oferecendo toda ajuda institucional necessária. A entidade reforça seu compromisso com a observância do devido processo legal e com a defesa das prerrogativas da categoria, ressaltando a importância de que todas as decisões administrativas sejam pautadas pela proporcionalidade e pela análise criteriosa das provas produzidas nos autos.
A ponte que faz a ligação entre os municípios de Iperó e Tatuí, passando sobre o Rio Sarapuí, encontra-se totalmente interditada para o tráfego de veículos e pedestres devido ao agravamento de problemas estruturais. Vistorias técnicas recentes identificaram a presença de trincas e rachaduras profundas na estrutura, que possui cerca de 50 anos de existência. A medida, adotada de forma preventiva pelas Defesas Civis de ambas as cidades, visa garantir a integridade física dos usuários diante do risco iminente de colapso em pontos específicos do asfalto e dos pilares de sustentação.
O bloqueio total tem gerado impactos severos na rotina de moradores, estudantes, trabalhadores e comerciantes que dependem diariamente desta travessia, como os servidores que atuam na penitenciária de Iperó. Com a interdição do principal acesso entre os municípios, o trajeto que anteriormente era realizado em poucos minutos agora exige desvios por estradas vizinhas que somam até 25 quilômetros adicionais.
A logística do transporte público coletivo também sofreu alterações drásticas, com o itinerário da linha intermunicipal saltando de 47 para 91 quilômetros, o que elevou o tempo médio de viagem de 1h10 para aproximadamente 2h40, dificultando o deslocamento de quem utiliza o serviço para trabalho ou estudo.
As prefeituras de Iperó e Tatuí informaram que já encaminharam os laudos técnicos detalhados à Defesa Civil do Estado de São Paulo e aguardam orientações sobre os recursos e procedimentos necessários para a recuperação da via. Está prevista para os próximos dias uma nova avaliação técnica conjunta, com o apoio de órgãos especializados, para definir o cronograma de intervenções e as obras de reforço estrutural.
É imprescindível que o governo do Estado intervenha para garantir o acesso às unidades de segurança do Estado, e isso inclui investimentos em infraestrutura por meio de parcerias com as prefeituras locais.
É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do Policial Penal Yogi Watanabe Junior, ocorrido em Presidente Prudente, São Paulo, aos 65 anos de idade. O servidor, que dedicou grande parte de sua vida ao serviço público, faleceu em decorrência de um infarto.
As últimas homenagens estão sendo prestadas na Casa de Velório Athia, em Presidente Prudente. Seu sepultamento será realizado nesta quinta-feira (11/6), às 16h40, no Cemitério São João Batista.
Yogi Watanabe Junior era lotado no CDP de Nova Independência e reconhecido por sua conduta exemplar e pela dedicação à instituição. Neste momento de luto e dor, manifestamos nossas mais sinceras condolências e solidariedade à família e aos amigos próximos.
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