Hellen Jaqueline da Silva de Lima, policial penal da penitenciária de Getulina, enfrenta uma batalha contra a leucemia e precisa urgentemente da ajuda de toda a categoria. Internada desde 30 de abril no Hospital Amaral Carvalho em Jaú, ela aguarda transfusão de sangue para iniciar seu tratamento.
O Sinppenal convida os colegas a abraçarem essa corrente de solidariedade que pode salvar a vida de Hellen. A principal demanda neste momento são doações de sangue dos tipos O negativo e B negativo. Quem puder ajudar deve procurar o Hemocentro de Jaú no Hospital Amaral Carvalho e informar o nome completo da paciente ao realizar a doação.
O hemocentro fica localizado no Hospital Amaral Carvalho e o contato para mais informações é (14) 3602-1355. Para quem deseja contribuir, existem critérios simples: podem doar pessoas de 16 a 69 anos pesando no mínimo 50 kg, em bom estado de saúde geral e que não estejam resfriadas ou em tratamento com antibióticos. Também não podem estar grávidas ou amamentando e não devem ter feito tatuagem ou piercing nos últimos 12 meses. Cirurgias ou endoscopias realizadas nos últimos seis meses também desqualificam temporariamente o doador, assim como infecção recente por Covid-19 ou consumo de álcool nas 12 horas anteriores à doação.
O Hospital Amaral Carvalho é referência nacional em oncologia, especializado no tratamento de câncer. Cada doação representa um passo concreto rumo à recuperação de Hellen, que dedica sua carreira à segurança pública e agora precisa da segurança e do cuidado de sua família profissional.
Horário de funcionamento Hospital Amaral Carvalho:
De segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h
Aos sábados das 7h30 às 12h
Endereço: R. Doná Silvéria, 150 – Chácara Braz Miraglia, Jaú
Compartilhe esse post. Um pequeno gesto pode salvar uma vida.
O policial penal Wenderson José Canova, de 44 anos, desapareceu desde a manhã de sábado (16) após deixar sua casa em Analândia com destino a Itirapina, onde trabalha na P2. Canova saiu por volta das 7h dirigindo um Fiat Palio vermelho (placas DFL9D77) e desde então não foi mais localizado.
Segundo informações divulgadas na imprensa, o último contato com a família aconteceu via WhatsApp, quando ele informou estar na residência de uma mulher em Itirapina e que retornaria em seguida. A esposa conseguiu recuperar o celular de Wenderson no domingo (17) em um supermercado de São Carlos, onde terceiros haviam encontrado e entregue o aparelho.
À Polícia Civil, a família de Wenderson diz estar preocupada que o desaparecimento possa estar relacionado à sua atuação como policial penal no sistema prisional de Itirapina.
O Sinppenal convida toda a categoria a compartilhar esta publicação e qualquer informação que possa auxiliar na localização de Wenderson. Denúncias podem ser feitas à Polícia Civil pelo 197 ou à Polícia Militar pelo 190.
A Penitenciária de Ribeirão Preto foi palco de uma tentativa de motim nesta segunda-feira (18) quando um dos detentos se recusou a cumprir uma ordem de isolamento. A situação começou no domingo (17), quando, durante a rotina de revistas, os policiais penais flagraram uma visitante portando dezenas de papéis com informações estratégicas do crime organizado. A suspeita era esposa de um dos presos. Imediatamente, a direção determinou o isolamento do detento. Ele, porém, recusou-se a sair da cela e passou a articular uma reação.
Na manhã de segunda-feira (18), a equipe de segurança foi até a cela para cumprir a transferência. O preso afirmou que sairia pacificamente. Bastou a porta automatizada ser aberta para que todos os ocupantes da cela se lançassem para fora. Começaram a empilhar colchões, jogar objetos nas grades e atear fogo. O objetivo era claro: provocar um motim.
O enfrentamento foi imediato. Graças à ação do GIR (Grupo de Intervenção Rápida) e da CIR (Célula de Intervenção Rápida) na unidade, a reação foi rápida e coordenada. Em questão de minutos, os policiais controlaram a situação sem que houvesse fuga ou feridos entre os servidores. O motim foi sufocado antes que ganhasse escala.
O episódio, no entanto, escancarou um problema crônico que a categoria denuncia há anos: a superlotação e a falta de efetivo. A Penitenciária de Ribeirão Preto foi projetada para abrigar 973 detentos. Hoje, abriga 1.710 pessoas, uma superlotação de 76%.
Segundo o último relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de setembro de 2025, naquela data, a unidade contava com 141 policiais penais para custodiar esse contingente. Isso significa uma razão de 1 policial para cada 12 detentos – mais que o dobro do recomendado pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), que aponta o ideal de 1 agente para cada 5 presos. A conta é simples: para atingir o padrão mínimo, seriam necessários 342 policiais. Faltam, portanto, cerca de 142 profissionais para garantir segurança mínima à unidade e aos próprios servidores.
Se considerarmos que esses 141 policiais atuam em quatro turnos, teremos uma situação ainda mais dramática. Na prática, o número de servidores por turno é dividido entre o patrulhamento na muralha, a sub-portaria, a portaria, revisora e no acesso. Dentro da carceragem, para controlar a população carcerária,ficam, com esse efetivo reduzido, no máximo 10 policiais penais. Imagine a situação: 10 policiais penais para 1.710 detentos. Não é à toa que os policiais penais estão cada vez mais doentes, física e mentalmente.
O Sinppenal, que representa os policiais penais do estado, acompanha de perto a situação. O motim de segunda-feira só não virou tragédia porque a equipe de plantão agiu com profissionalismo e coragem. Mais uma vez, os policiais penais colocaram a vida em risco para conter uma crise que o Estado insiste em não resolver. Superlotação e deficit de pessoal são combustível para agressões, fugas e rebeliões.
Sem investimento imediato em contratações se valorização da carreira, incidentes como este se repetirão, e a próxima tentativa pode não ter o mesmo desfecho. Enquanto isso, os policiais seguem na linha de frente entre o Estado e o sentenciado, com 76% a mais de presos do que deveriam vigiar.
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