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O Chefe de Departamento Cristian Júnior Zago da Silva foi transferido da Penitenciária ASP Joaquim Fonseca Lopes, em Parelheiros, após denúncias de irregularidades recebidas pelo Sinppenal. A principal delas: um preso que gozava de privilégios inacreditáveis dentro da unidade foi flagrado transportando celulares para a unidade e não recebeu qualquer tipo de repreensão. Segundo servidores denunciantes que procuraram o Sindicato, o caso foi registrado internamente como “encontro de celulares”, sem qualquer comunicado disciplinar ou instauração de procedimento. 

A situação da Penitenciária de Parelheiros, porém, vai muito além desse escândalo. A unidade tem capacidade para 969 presos, mas abriga 1884, ou 94% acima do limite. A esse cenário se soma uma grave situação de defasagem de profissionais. Em setembro de 2025, havia apenas 176 servidores, que atuam em quatro turnos, o que dá uma proporção de dez presos por cada policial penal, enquanto a recomendação do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária é de um para cinco. 

A área de saúde é um retrato do sucateamento do sistema prisional paulista. Segundo dados oficiais de dezembro do ano passado, só havia dois auxiliares de enfermagem entre os profissionais de saúde atuando na unidade. Nada de médico, dentista, enfermeiro ou psicólogo. Como consequência, denunciam os servidores, entre dezembro de 2025 e maio deste ano, seis presos morreram, o último deles no dia 14 de maio. Presos sem acesso a medicamentos há mais de quarenta dias, doentes que sequer chegam ao hospital municipal, que fica a apenas três ou quatro quilômetros da unidade, mas para onde não há transporte porque faltam viaturas e policiais para fazer escoltas. 

Para se ter uma ideia da gravidade da situação, durante todo ano de 2025, duas mortes foram registradas: uma por saúde no primeiro semestre, outra por causas desconhecidas no segundo semestre. 

Esse quadro de aumento de mortes e adoecimento pode provocar motins e rebeliões que se tornam ainda mais perigosos devido à falta de efetivo e à superlotação. 

Diante desse quadro, o Sinppenal protocolou ofício ao Diretor Geral da Polícia Penal cobrando investigação rigorosa sobre os fatos, instauração de procedimento disciplinar contra todos os envolvidos e a recomposição do quadro de servidores da saúde para evitar que novas mortes ocorram ou que haja surtos em decorrência de doenças contagiosas.  

Caso confirmada, a conduta de Silva pode ser enquadrada em crimes e infrações. No Código Penal, omissão em apurar a posse de celular, prevista no artigo 349-A combinado com o artigo 13, parágrafo segundo, alínea c, uma vez que ele tinha dever jurídico de agir. Se a omissão decorreu de interesse pessoal, favorecimento ao preso ou suborno, incide também o artigo 319, prevaricação. 

Na Lei de Execuções Penais, a não apuração equivale a tolerar falta grave (artigo 50, inciso VII), viola o dever do cargo de zelar pela disciplina (artigo 64) e impede a aplicação de sanções e regressão de regime (artigo 85, incisos III e IV). No âmbito administrativo estadual, o Estatuto dos Funcionários Públicos de São Paulo (Lei 10.261/68) aponta violação dos deveres de zelar pela regularidade dos serviços (artigo 241, III e VIII) e negligência no cumprimento dos deveres (artigo 255, V), o que pode levar a suspensão ou demissão. Por fim, a Lei Orgânica da Polícia Penal de São Paulo (Lei Complementar 1.360/2020) é clara: a função primordial do policial penal é garantir ordem e promover apuração de ilícitos (artigo 4º, inciso V e parágrafo único, inciso III). Negligenciar isso é atentar contra a própria razão de ser da instituição.

O Sinppenal continuará acompanhando o desdobramento das apurações e cobrando respostas.

Os policiais penais associados ao Sinppenal têm um motivo a mais para comemorar. A entidade fechou parceria com o Thermas de São Pedro, um dos maiores parques aquáticos do estado de São Paulo, e os beneficiados ganham 10% de desconto na compra de ingressos para usar o parque. Trata-se de vantagem a mais para quem quer fugir da rotina com a família e aproveitar um espaço de lazer de qualidade sem pesar tanto no bolso.

O diferencial dessa parceria é que os associados contam com um sistema exclusivo de compra. Os ingressos são vendidos por lotes, e quem compra mais cedo paga menos, o que amplia ainda mais a economia. 

O parque oferece uma diversidade de atrações que atende desde quem busca adrenalina pura até famílias com crianças pequenas. Existem toboáguas radicais como o Karaka, com seus quatro toboáguas modernos e efeitos de luz, e o Complexo de Toboáguas que inclui o Free Fall, um desnível de 12 metros que dispensa apresentações. Para quem prefere relaxar, o Parque da Baleia combina águas quentes, hidromassagem e ofurô com mais de um milhão de litros de água temperada.

Para quem gosta de praia, a dica é a Piscina de Ondas, que recria clima de praia o ano todo com estrutura temática que inclui grutas, cavernas e até réplica de um galeão em tamanho real. O Parque Infantil é referência em diversão para pequenos, com áreas divididas conforme a faixa etária, enquanto o Mundo Pré-Histórico impressiona com réplicas de dinossauros em tamanho real. Existe ainda a Fazendinha Vô Bráulio, onde as crianças entram em contato com animais e aprendem sobre a vida rural.

A compra dos ingressos é simples e direta. Os associados precisam acessar o link exclusivo da parceria na arte, aproveitar o desconto de 10% que é aplicado automaticamente no final da compra, e garantir seu ingresso por lotes progressivos. Quanto antes se organiza, menos gasta. Para dúvidas sobre a parceria, o contato é pelo telefone (19) 99737-9264 com a Gabriela. 

Importante ressaltar que o ingresso não inclui consumo dentro do parque.

Essa iniciativa do Sinppenal reforça o compromisso da entidade em oferecer vantagens concretas aos seus filiados, algo que diferencia significativamente os associados de quem não integra a categoria. É mais uma oportunidade para aproveitar o tempo livre com melhor custo-benefício e acesso a espaço que oferece qualidade reconhecida.

Hellen Jaqueline da Silva de Lima, policial penal da penitenciária de Getulina, enfrenta uma batalha contra a leucemia e precisa urgentemente da ajuda de toda a categoria. Internada desde 30 de abril no Hospital Amaral Carvalho em Jaú, ela aguarda transfusão de sangue para iniciar seu tratamento. 

O Sinppenal convida os colegas a abraçarem essa corrente de solidariedade que pode salvar a vida de Hellen. A principal demanda neste momento são doações de sangue dos tipos O negativo e B negativo. Quem puder ajudar deve procurar o Hemocentro de Jaú no Hospital Amaral Carvalho e informar o nome completo da paciente ao realizar a doação. 

O hemocentro fica localizado no Hospital Amaral Carvalho e o contato para mais informações é (14) 3602-1355. Para quem deseja contribuir, existem critérios simples: podem doar pessoas de 16 a 69 anos pesando no mínimo 50 kg, em bom estado de saúde geral e que não estejam resfriadas ou em tratamento com antibióticos. Também não podem estar grávidas ou amamentando e não devem ter feito tatuagem ou piercing nos últimos 12 meses. Cirurgias ou endoscopias realizadas nos últimos seis meses também desqualificam temporariamente o doador, assim como infecção recente por Covid-19 ou consumo de álcool nas 12 horas anteriores à doação.

O Hospital Amaral Carvalho é referência nacional em oncologia, especializado no tratamento de câncer. Cada doação representa um passo concreto rumo à recuperação de Hellen, que dedica sua carreira à segurança pública e agora precisa da segurança e do cuidado de sua família profissional. 

Horário de funcionamento Hospital Amaral Carvalho:

De segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h

Aos sábados das 7h30 às 12h

Endereço: R. Doná Silvéria, 150 – Chácara Braz Miraglia, Jaú

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