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O Policial Penal Marcos Anízio de Oliveira, o Marreta,lotado no CDP Mauá desenvolve em Poá um trabalho social voltado para o ensino de artes marciais.

Entre os atletas formados por Marreta está Rafaela Nascimento de 17 anos que é 6 vezes campeã mundial CBJJE - 3 com kimono e 3 sem kimono e campeã pan-americana ( Estados Unidos).

Atualmente Marcos está trabalhando para levar seus atletas para competir em Portugal para disputar o Campeonato Europeu da IBJJF( International Brazilian Jiu-Jitsu Federation).

Marcos já conseguiu a verba para as passagens e a hospedagem de seus três atletas e agora precisa de auxílio para a alimentação da equipe durante a viagem,os atletas ficarão na Europa durante 15 dias, pois além do torneio participarão de intercâmbios com atletas europeus.

Para apoiar o projeto você pode colaborar pela chave PIX: 30011823852 em nome de Marcos Anízio de Oliveira.

O trabalho de Marcos mostra a força e a dedicação dos Policiais Penais, transformando um trabalho social em um verdadeiro celeiro de campeões.

 

Baixos salários, escala ruim e sucateamento da Polícia Penal são culpa do Governo Tarcísio

Frente ao baixíssimo número de inscritos para o concurso da Polícia Penal cabe uma análise profunda das causas e consequência das políticas nefastas que o atual governo vem implementando no Sistema Prisional Paulista.

Primeiro necessitamos desmistificar alguns argumentos que alegam que o fracasso está relacionado a questões geracionais, a exigência de 3º grau e fatores alheios ao controle do governo.

Vamos aos fatos: 

Se estivéssemos lidando com um problema geracional, ou seja, que a faixa etária apta a prestar o concurso não se interessa pela carreira, como se explica a altíssima concorrência para o concurso de Polícia Penal no Estado de Minas Gerais? (Mais de 140 mil inscritos) 

Considerando-se o salário inicial de R$ 5332,64 e o fato do custo de vida (alimentação, vestuário, transporte e aluguel) ser de ao menos 30% maior em São Paulo se comparado a Belo Horizonte faz grande diferença.É como se um Policial Penal de São Paulo ganhasse mais de R$6 mil de salário inicial.

A exigência de terceiro grau por si só também não explica o baixo número de candidatos, o concurso de investigador e escrivão da Polícia Civil de São Paulo em 2023 teve mais que o dobro de inscritos do que o concurso da Polícia Penal, para um salário de na época R$5879,68.

Na verdade, a grande explicação é que a baixa remuneração, para uma carreira de alto risco e pouco reconhecimento social e que exige 3º grau completo, pesa na balança para a maioria das pessoas. 

Para termos uma ideia todas as guardas civis da região metropolitana de São Paulo, pagam mais que a Polícia Penal.

Devemos considerar que se o governo deseja contratar profissionais mais qualificados,terá de oferecer salários e benefícios compatíveis e pelo menos equiparar a escala com TODAS as outras Polícias Penais do País.

Segundo uma média de dados do CAGED,profissionais com nível superior ganham em média R$ 6.522 na cidade de São Paulo, será muito difícil para o Estado atrair profissionais com essa formação pagando pouco mais de R$5 mil para um trabalho exaustivo e de alto risco. 

Sucateamento da segurança pública e do quadro de pessoal

Após anos de sucateamento, a segurança pública no estado mais rico da federação se aprofundou no governo Tarcísio de Freitas, a promessa de fazer com que o estado ficasse nas 10 primeiras colocações em remuneração de seus policiais não será cumprida.

O aumento do déficit de pessoal,o aumento dos pedidos de exoneração e baixas e a procura cada vez mais reduzida pelos concursos apontam um quadro de falência.

Enquanto o governo faz propaganda do investimento em tecnologia o quadro de pessoal se esvai, enquanto faz bravatas sobre o combate ao crime organizado as verbas são reduzidas e o sistema prisional a beira de um colapso.

Sem medidas urgentes teremos o colapso da Polícia Penal

 Após três anos sem contratação a SAP entra em 2026 com o menor quadro de pessoal desde 2013. 

Com menos de 5 mil inscritos no concurso a esperança de que o governo pudesse contratar os remanescentes cai por terra.

As  1100 vagas previstas, mal cobrem a reposição de aposentadorias, falecimentos e exonerações de um ano e com menos de cinco mil inscritos o cadastro de reserva será diminuto(se existir), o que acaba com as esperanças de mitigação do déficit.

Existe ainda a possibilidade real de que as 1100 vagas não sejam preenchidas, a exemplo do que aconteceu com a PM.

Cabe lembrar que quando os concursados forem convocados, estaremos completando mais de quatro anos sem contratações.

Valorização salarial urgente, mudança da escala e novo concurso público

Neste momento de crise o governo deveria tomar medidas de emergência com valorização salarial, mudança da escala para 24/72 e abertura de novo concurso público com urgência.

Embora tais medidas estejam longe de resolver o problema, ao menos apontam uma luz no fim do túnel.

Com o maior crescimento da população carcerária desde 2013, saltando de 205210 em 2025, para 221831 em janeiro de 2026, a falta de pessoal cria uma bomba relógio.

Conclamamos o Governador Tarcísio de Freitas a tomar pé da grave crise que atinge o sistema prisional e tomar medidas urgentes antes que uma tragédia anunciada há anos aconteça.

Muitas vezes discursos inflamados escondem intenções inomináveis e traições.


Os Policiais Penais de São Paulo já estão calejados com os falsos discursos de defesa da segurança pública, afinal o atual Governador, que se elegeu com a promessa de valorização, tem se demonstrado o mais eficiente em sucatear o maior sistema prisional do país e desvalorizar seus profissionais.

Porém esse ataque depende quase sempre de deputados dispostos a virar as costas às bandeiras sob as quais se elegeram e a abraçar os interesses de grupos econômicos.

Um exemplo recente é o Deputado Paulo Bilynskyj, eleito deputado federal por São Paulo, Delegado de Polícia de carreira controversa, aprovou um substitutivo à Lei 3123/12 que propõe mudanças na Lei de Execução Penais permitindo parcerias público privadas na administração de presídios.

Pela proposta serão permitidas a execução indireta dos serviços administrativos e assistenciais por meio de parcerias público-privada

Risco de Infiltração do crime organizado

 A proposta do Deputado literalmente pode abrir as portas das unidades prisionais ao controle do crime organizado, visto que como foi muito bem demonstrado durante a “operação Carbono Oculto” essas organizações estão profundamente infiltradas no mercado financeiro, com tentáculos em fundos de investimento, que habitualmente participam deste tipo de empreitada.

Um país já conhece a infiltração do crime nas OS da área da saúde, em empresas de ônibus, transporte, distribuição e refino de combustíveis, na coleta de lixo e em diversas outras áreas que foram entregues nas mãos da iniciativa privada,jamais deveria se arriscar em ceder parte do controle dos seus presídios as mesmas organizações que já controlam os detentos.

Verdadeiros especialistas apontam para o perigo

O Promotor Dr. Lincoln Gakiya, um dos expoentes e precursores do combate ao PCC, declarou em reportagem recente na Folha de São Paulo que organizações como PCC e CV tem  “...atuação transnacional, formação empresarial, infiltração no Estado, inclusive na política, participação na economia formal e lavagem de dinheiro sofisticada. É isso que chamamos de máfia."  Na mesma reportagem cita que atualmente o sistema prisional já está em colapso.

Enquanto os especialistas de verdade apontam os perigos, parlamentares que não tem noção do que é o sistema prisional e da sofisticação das organizações criminosas defendem privatização como se essa fosse uma solução mágica, convenientemente esquecendo os massacres e rebeliões do Amazonas e do Maranhão, a corrupção em Minas Gerais e o inevitável aumento de custo imposto por todos os processos de privatização de presídios no país.

Quando os parlamentares vão propor soluções reais?

Não faltam propostas de privatização, terceirização e PPP’s para o sistema prisional, na verdade existe um grupo de deputados que tem o tema como verdadeira obsessão, sempre procurando brechas para a entrega dos presídios para a iniciativa privada, e esbarrando com a Função de Estado da Polícia Penal conquistada com muita luta pelas entidades sindicais e a categoria organizada.

Porém até hoje, no monitoramento de propostas legislativas feitas pelo SINPPENAL nunca apareceu um único projeto que garantisse quantidade mínima de Policiais Penais por preso, condições adequadas de trabalho ou um piso salarial a ser seguido por todos os estados, compatível com os perigos da profissão.

O motivo é fácil de entender, embora a Polícia Penal seja uma das maiores categorias da segurança pública ainda carece de representação parlamentar e peso político.

Neste ano de eleições devemos começar a pensar que uma das únicas formas de mudarmos essa triste realidade é elegendo representantes próprios.