O governo de São Paulo suspendeu, no último dia 29, a contratação de novos empréstimos consignados pelo Banco Digimais para todo o funcionalismo estadual. A decisão foi publicada no Diário Oficial e ocorreu menos de uma semana depois da instituição ser alvo da Operação Miragem, da Polícia Federal.
Na prática, os servidores ficam impedidos de fechar novos contratos, refinanciamentos ou portabilidades com o banco dentro do sistema de consignações do estado. Quem já tem um empréstimo ativo não é afetado pela medida. A suspensão foi assinada pelo secretário de Gestão e Governo Digital, Caio Mario Paes de Andrade. VEJA AQUI A PUBLICAÇÂO NO DO (https://doe.sp.gov.br/executivo/secretaria-de-gestao-e-governo-digital/suspensao-cautelar-de-consignataria-20260626112912041947085)
O Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, foi credenciado pelo governo paulista em 2025 para oferecer o crédito consignado ao funcionalismo, categoria que inclui os policiais penais. Como mostrou O GLOBO, a oposição passou a cobrar explicações da gestão Tarcísio de Freitas sobre a autorização dada ao banco, que já enfrentava dificuldades financeiras antes da operação. O governo afirmou que o credenciamento seguiu procedimento público, sem contratação direta, e que na época o Digimais atendia todos os requisitos exigidos, inclusive perante o Banco Central.
Na Operação Miragem, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e conseguiu na Justiça o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e valores dos investigados. Segundo a investigação, que se baseia em relatórios do Banco Central, o Digimais teria manipulado demonstrativos contábeis para maquiar a real situação financeira, supervalorizando ativos e usando uma estrutura de fundos para inflar artificialmente o próprio patrimônio.
O Policial Penal Marco Antônio de Faria Júnior, lotado no Complexo Penitenciário de Balbinos, está enfrentando um momento difícil e precisa de nossa ajuda. Sua esposa, Jessica de Faria, luta contra um câncer de mama, desde 2020. Após submeter-se a procedimentos cirúrgicos, quimioterapia e radioterapia, a família celebrou um período de cinco anos de acompanhamento com resultados positivos. No entanto, neste ano, a doença voltou de forma agressiva, atingindo ambas as mamas.
Recentemente, Jessica passou pela cirurgia de mastectomia total e retirada de glândulas. Durante o processo de recuperação pós-operatória, surgiram novos sintomas graves, incluindo dores intensas, acompanhadas de vômitos. Após uma internação de 26 dias, o diagnóstico confirmou a presença de células cancerígenas no líquor da medula.
Atualmente, o quadro clínico exige cuidados integrais e ininterruptos. Jessica recebeu alta hospitalar em cadeira de rodas, e tem dificuldades severas de locomoção, visão prejudicada e disfagia (engasgos frequentes), o que demanda auxílio para alimentação e higiene básica, incluindo o uso contínuo de fraldas.
Essa situação gerou uma série de despesas que o nosso colega de profissão não tem condições de custear. O policial penal Marco Antônio solicita o apoio de todos os colegas, amigos e cidadãos sensibilizados por esta causa. Além de orações, a família precisa de doações em dinheiro para ajudar a custear insumos médicos, alimentação especial e medicamentos. Qualquer valor será de extrema importância para garantir a dignidade e o conforto de Jessica neste tratamento. As doações podem ser feitas por meio da Chave Pix (Celular): 14996610660 em nome de Marco Antônio de Faria Júnior.
Quem não puder doar, pode contribuir compartilhando essa notícia.
O Governo Tarcísio segue demonstrando sua incompetência para emitir um simples documento. Se não bastassem os erros e inconsistências apresentados em diversos documentos, que geram insegurança para os policiais penais, os aposentados não estão conseguindo que o novo modelo de documento seja emitido.
O Sindicato recebeu diversas reclamações dando conta que os RHs das unidades informam que, no momento, a emissão é apenas para policiais da ativa.
Enquanto isso, o DGPP Rodrigo Andrade está há dois meses sem responder o ofício do Sinppenal que alerta para os erros na emissão das funcionais e questiona os prazos para a total regularização dos novos documentos, incluindo dos policiais aposentados. Uma demonstração de que, além do descaso do Governador e do Secretário, ainda enfrentamos o descaso daquele que deveria ser o representante dos policiais penais na administração.
Contraste com outros estados
A maioria dos estados brasileiros emite a identidade nacional padronizada da Polícia Penal, o documento instituído pela PORTARIA MJSP Nº 513, de 23 de outubro de 2023, que dispõe sobre a padronização do documento de Identificação Funcional para os Policiais Penais dos Estados e do Distrito Federal.
O documento proposto pelo ministério da Justiça é do tipo cartão laminado, semelhante ao material utilizado em cartões de crédito, adotando a mesma norma de segurança e padronização da nova carteira de identidade nacional.
A portaria também criou o formato digital da Carteira de Identidade Funcional PADRÃO, fornecida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), sob a égide do Ministério da Justiça e Segurança Pública, atendendo aos requisitos de segurança, integridade, padronização, validade jurídica e interoperabilidade do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).
Ao invés de seguir a padronização nacional, São Paulo optou por criar um documento próprio, em papel, com um sistema de validação por código de barras que, em muitos casos, não funciona a contento, expondo o policial penal a constrangimentos e insegurança jurídica.
Descaso com os aposentados
Os policiais aposentados que entraram em contato com a SAP foram informados de que “ainda não estavam autorizados a fazer as funcionais dos aposentados”.
A questão das carteiras funcionais repete a novela da nomenclatura nos hollerites, que foi judicializada pelo Sinppenal. A Secretaria da Fazenda alega problemas técnicos para implementar a mudança, solicitando seguidas extensões de prazo.
O Governo Tarcísio de Freitas se declara técnico e comprometido com a eficiência, mas tem se demonstrado incapaz de cumprir tarefas simples como expedir um documento funcional e mudar uma nomenclatura no contracheque. Talvez isso revele muito mais do que incompetência, talvez revele falta de vontade política e descaso com a Polícia Penal.
O que fazer
O Sinppenal solicita que os aposentados que já solicitaram a emissão das novas funcionais a seus RHs e foram informados de que ainda não está disponível entrem em contato com o sindicato pelo WhatsApp : 11 97865-3764, informando o nome e unidade.
A partir destas informações tomaremos as providências cabíveis para combater mais esses descaso do governo com aqueles que dedicaram suas vidas para garantir a segurança da sociedade.
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