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O policial penal Cleber Mota, que tem 20 anos de carreira, participa da 5ª Edição da Feira de Ficção Cristã e Cultura (Feficc), que acontece de 16 a 19 de julho, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Mota participará do evento no estande de sua editora, a Graco, por onde publicou seus três livros pela série Prisões: “Independente do Lado das Grades" – Das celas visíveis a prisões invisíveis; “Cadeia ou Caixão?" – O paradoxo dos três C's e “O Sobrevivente" – Das prisões para a vida.

Os interessados em conhecer a obra de Cleber podem procurá-lo no estande da editora, onde o escritor receberá os leitores para autógrafos.

A entrada é gratuita. Os ingressos podem ser reservados por meio do site oficial: https://feficc.com.br/

Horários de Visitação
• Sexta-feira (17 de julho): 10h às 21h
• Sábado (18 de julho): 10h às 21h
• Domingo (19 de julho): 10h às 19h

Local: Memorial da América Latina – Av. Mário de Andrade, 664 – Barra Funda, São Paulo – SP

A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) manifestou publicamente seu apoio ao Sinppenal e seu repúdio à perseguição sistemática impetrada pelo Governo do Estado de São Paulo contra sua diretoria. Na nota de repúdio publicada, a entidade reafirma o compromisso com a defesa da liberdade sindical e dos direitos constitucionais e destaca que os recentes acontecimentos envolvendo lideranças do Sinppenal, da Federação Nacional Sindical dos Policiais Penais (Fenasppen) e da própria confederação representam um grave precedente para a liberdade sindical e para o Estado Democrático de Direito. 


A confederação reforça que a liberdade sindical é uma garantia constitucional protegida pelo artigo 8º da Constituição Federal e constitui um dos pilares da democracia brasileira. Segundo a CSPB, nenhum representante legitimamente eleito por sua categoria pode ser submetido a perseguições, constrangimentos ou retaliações em razão do exercício de seu mandato sindical. Confira AQUI a íntegra da nota.


Ação

A CSPB informou que adotará todas as medidas políticas e jurídicas cabíveis para combater essa injustiça, buscando o restabelecimento das garantias constitucionais e a responsabilização por eventuais abusos praticados contra dirigentes sindicais. A confederação também reforçou que está em entendimento com a Fenasppen para definir uma data unificada de lançamento de uma grande campanha nacional em defesa dos trabalhadores do Sistema Penal brasileiro.


Rede de apoio

Diversas outras entidades, de São Paulo e de vários estados brasileiros, também se posicionaram. O SindSistema Penal RJ destacou que a liberdade sindical é uma garantia constitucional e um dos pilares do Estado Democrático de Direito. O Sindppen-RN salientou que a abertura de processos administrativos contra dirigentes sindicais em razão de manifestações públicas e críticas à gestão representa uma afronta aos princípios democráticos.


A Fenasppen reforçou que a atividade sindical não constitui favor concedido pelo Estado, mas garantia constitucional destinada à proteção dos trabalhadores. A SINPOLJUSPI, por sua vez, destacou que o exercício do mandato sindical não pode servir de fundamento para perseguições administrativas ou retaliações disciplinares.


O Sinppenal reitera seu agradecimento às diversas entidades sindicais e federativas que publicaram notas de repúdio à ação do governo Tarcísio. O apoio recebido reforça que a tentativa de cerceamento da liberdade sindical não é um ataque isolado ao Sinppenal, mas uma agressão a todo o movimento sindical brasileiro e aos princípios democráticos que regem a nação.


Aproveitamos para reafirmar nosso compromisso inabalável com a liberdade sindical e com a defesa intransigente dos policiais penais de São Paulo e ressaltamos que não recuaremos diante de intimações, retaliações ou tentativas de silenciamento, pois sua voz representa a voz de milhares de servidores que enfrentam diariamente o sucateamento e o risco de vida nas unidades prisionais.

O governo de São Paulo suspendeu, no último dia 29, a contratação de novos empréstimos consignados pelo Banco Digimais para todo o funcionalismo estadual. A decisão foi publicada no Diário Oficial e ocorreu menos de uma semana depois da instituição ser alvo da Operação Miragem, da Polícia Federal. 


Na prática, os servidores ficam impedidos de fechar novos contratos, refinanciamentos ou portabilidades com o banco dentro do sistema de consignações do estado. Quem já tem um empréstimo ativo não é afetado pela medida. A suspensão foi assinada pelo secretário de Gestão e Governo Digital, Caio Mario Paes de Andrade. VEJA AQUI A PUBLICAÇÂO NO DO (https://doe.sp.gov.br/executivo/secretaria-de-gestao-e-governo-digital/suspensao-cautelar-de-consignataria-20260626112912041947085


O Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, foi credenciado pelo governo paulista em 2025 para oferecer o crédito consignado ao funcionalismo, categoria que inclui os policiais penais. Como mostrou O GLOBO, a oposição passou a cobrar explicações da gestão Tarcísio de Freitas sobre a autorização dada ao banco, que já enfrentava dificuldades financeiras antes da operação. O governo afirmou que o credenciamento seguiu procedimento público, sem contratação direta, e que na época o Digimais atendia todos os requisitos exigidos, inclusive perante o Banco Central.


Na Operação Miragem, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e conseguiu na Justiça o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e valores dos investigados. Segundo a investigação, que se baseia em relatórios do Banco Central, o Digimais teria manipulado demonstrativos contábeis para maquiar a real situação financeira, supervalorizando ativos e usando uma estrutura de fundos para inflar artificialmente o próprio patrimônio.