compartilhe>

Mais uma vez o SINPPENAL traz um chamado de solidariedade. A policial penal aposentada Sandra Fidélis, que dedicou mais de três décadas de sua vida ao sistema prisional paulista, enfrenta neste momento a dura batalha de seu companheiro, Carlos de Almeida, contra um câncer que exige tratamento urgente e contínuo.

Sandra ingressou no sistema em 1991, começando sua trajetória na histórica e desafiadora Casa de Detenção do Carandiru. Com coragem e compromisso, seguiu sua carreira até se aposentar no CDP 1 de Osasco.

Agora, quem sempre esteve na linha de frente protegendo a sociedade, pede apoio para seguir firme ao lado de quem ama. Os custos com medicamentos, exames, internações e deslocamentos para o tratamento oncológico têm se mostrado cada vez mais altos, e a ajuda de cada um de nós pode fazer toda a diferença.

Como ajudar?

As doações podem ser feitas via PIX para a chave:

08503484803 (Banco do Brasil – titular: Sandra Fidélis)

Qualquer valor, por menor que pareça, representa um gesto gigante de acolhimento e fortalece a corrente de solidariedade que sempre marcou a nossa categoria.

O SINPPENAL  convoca todos os Policiais Penais a estenderem a mão à Sandra e ao Carlos neste momento tão delicado.

Um preso recém-chegado ao Centro de Detenção Provisória de São Vicente, no litoral paulista, morreu em razão de uma meningite bacteriana e forçou a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) a suspender visitas no sábado 11 e domingo 12. O detento morreu no hospital e assim que a Polícia Penal tomou conhecimento da causa da morte, por meio de declaração de óbito assinada por médico legista, acionou a Vigilância Epidemiológica. 

Em informações divulgadas à imprensa, a SAP disse que isolou a população carcerária e monitora quem teve contato com o falecido, obedecendo aos protocolos sanitários. Na segunda-feira (13), a pasta informou que nenhum outro preso mostrou sinais da doença. 

A Prefeitura de São Vicente, no entanto, disse que até segunda-feira não havia "qualquer notificação oficial, laudo laboratorial ou exame que confirme o diagnóstico de meningite no referido caso". Informou, ainda, que a Vigilância Epidemiológica foi acionada pelo Centro de Detenção Provisória (CDP), porém não recebeu documentação técnica que comprovasse a doença, o que impossibilita a adoção de medidas sanitárias formais, como a determinação de isolamento. 

Diante da gravidade do assunto, o Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo (SINPPENAL) mandou ofício à SAP manifestando preocupação com os relatos de meningite no CDP São Vicente. O texto destaca que presídios são bombas-relógio de infecções por gotículas e toque direto, e os policiais penais, na frente de batalha, podem virar ponte de transmissão para a família e a sociedade. 

No ofício, o sindicato cobra do governo de São Paulo a distribuição de máscaras cirúrgicas e álcool gel 70% para todos os Policiais, além de administração imediata de medicação preventiva (conforme protocolos do Ministério da Saúde) para todos os servidores que tiveram contato próximo com casos suspeitos ou confirmados. Ainda de acordo com a recomendação do Ministério da Saúde, o SINPPENAL solicita a vacinação de emergência com meningocócica ACWY para o efetivo todo e barreiras sanitárias rígidas na portaria.

O documento ainda questiona a SAP sobre as proteções e remédios preventivos aplicados aos servidores. O SINPPENAL pergunta sobre a existência ou não de um plano de contingência articulado com a Secretaria da Saúde para a remoção segura de presos enfermos sem comprometer a segurança dos Policiais Penais da escolta e questiona se houve o fornecimento de quimioprofilaxia para os servidores que realizaram a custódia de presos diagnosticados.

O CDP de São Vicente tem capacidade para 822 presos e uma população de 1452, muito acima da lotação máxima de 137,5 admitida pelo STF no âmbito da ADPF 347, que constatou o estado de coisas ilegal no sistema prisional e instituiu o programa pena justa. Segundo dados do CNJ de setembro de 2025, apesar da superlotação, a unidade conta com apenas 120 Policiais Penais divididos em quatro turnos. 

Neste contexto de superlotação e déficit crônico de pessoal, a ocorrência de uma emergência epidemiológica é de extrema gravidade. Além de ameaçar a saúde dos presos e policiais, cria um desafio de segurança. O SINPPENAL continuará acompanhando o caso e cobrando providências

O Secretário de Administração Penitenciária, Marcello Streifinger, confirmou nesta quarta-feira, durante apresentação à Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários, que não há qualquer previsão de reajuste salarial para a Polícia Penal. É preciso deixar claro que a ausência de aumento não é uma limitação orçamentária inevitável, é uma escolha política do governo Tarcísio de Freitas.

Quando questionado pelos deputados sobre a Polícia Penal ter ficado de fora do projeto de lei de valorização das forças policiais, Streifinger tentou justificar: "Não houve esquecimento ou descaso, Tarcísio não concedeu os 10% de aumento para a Polícia Penal por uma limitação orçamentária". Mas essa narrativa não convence nem a base de apoio do governo. 

O deputado Reis (PT) lembrou que "valorizar a polícia foi uma promessa de campanha de Tarcísio. Ele prometeu que as polícias de São Paulo estariam entre as 10 mais bem pagas do país, mas a Polícia Penal foi esquecida. Essa é a segunda vez que o governador deixa os policiais penais de fora dos projetos de valorização".

Até Major Mecca, um dos apoiadores históricos de Tarcísio, criticou o governo. "Todos os policiais estão insatisfeitos e frustrados com a gestão do governador Tarcísio de Freitas por conta do compromisso que ele assumiu e não cumpriu. No estado de maior poderio econômico desse país, é inaceitável termos as polícias mais mal pagas. Falar que não tem dinheiro para dar aumento para polícia é porque está gerindo muito mal os recursos". 
 
A estratégia: precarizar salários para forçar dependência do DEJEP

A falta de reajuste não é negligência, é parte de uma estratégia de precarização salarial para forçar os policiais penais a dependerem do DEJEP para complementar sua renda.

A Polícia Penal tem 23.282 servidores para uma população prisional que cresce continuamente e deve ultrapassar 240 mil até o final de 2026. O DEJEP cobre apenas 9,2% do déficit de pessoal. Isso significa que mesmo com o aumento de DEJEPs em 2026, a carga de trabalho do policial penal será superior à do ano anterior sem o DEJEP. É uma piora constante, disfarçada de solução.

Streifinger admitiu que o sistema é um "esparadrapo": existem 26 mil DEJEPs contra apenas 23 mil policiais penais disponíveis. Cada policial acumula, em média, um serviço extra. As DEJEPs são remuneradas e buscadas desesperadamente pelos servidores como complemento salarial necessário porque os salários base são insuficientes.

O grande problema é que a sobrecarga constante está associada a suicídios, aumento de licenças médicas e incidência de problemas de saúde mental entre os policiais penais. O governo não oferece aumento, não repõe efetivo, não oferece tratamento psicológico aos seus policiais, mas espera que os policiais cubram o déficit trabalhando além do limite. As consequências são devastadoras para a categoria.

 
Defasagem crítica: governo reconhece falha, mas não resolve

Sobre a defasagem de policiais penais, Streifinger confirmou que não haverá reposição de efetivo em 2026. O deputado Reis foi direto: "A verdade é que o governo falhou e falhou muito na recomposição de servidores. Temos poucos policiais para cuidar de muitos presos".

A SAP pretende contornar o problema propondo uma lei que permita contratar policiais penais aposentados para funções administrativas. A justificativa é que o ambiente prisional é hostil e exige preparo específico. Um policial aposentado, já familiarizado com a realidade do sistema prisional, seria mais seguro do que trazer pessoas de fora, que correriam risco de despreparo e vulnerabilidade a pressões do crime organizado.

O sindicato concorda com a iniciativa pois entende que usar profissionais terceirizados representa um risco inaceitável para o sistema, pois expõe os policiais e toda sociedade a riscos. No entanto, reforçamos que esta medida é paliativa e não resolve o problema, já que faltam policiais penais em todas as áreas de atividade, principalmente dentro das unidades. 

Metas do STF

Sobre o plano cobrado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para corrigir falhas no sistema prisional paulista, o secretário informou que o Estado encaminhou uma proposta aprovada com melhorias previstas para 2026 a 2028.

Das 194 metas estabelecidas, diz o secretário, 33% estão em execução; 33% foram implementadas, mas não atingiram os indicadores previstos e 35% são novas, pendentes de implantação. O problema crítico é que em momento algum Streifinger mencionou que é necessário profissionais para cumprir essas metas.  
 
O concurso para reposição de efetivo não termina este ano, já que o processo inclui 8 meses de formação. Isso que significa que novos policiais penais só chegarão às unidades em 2028, quando as metas do STF já deveriam estar em andamento ou próximas do encerramento. 

Enquanto isso, a sangria no número de policiais continua: apenas nos 3 primeiros meses de 2026, saíram 261 policiais penais. Ao ritmo atual, o Estado terá entre 900 e 1.000 policiais penais a menos até o final do ano. E aqui está a maior preocupação, porque a conta não fecha: com uma população prisional estimada de 240 mil detentos até o final do ano e uma redução de até 1.000 policiais penais, a proporção entre policiais e presos será ainda maior, agravando a sobrecarga e as precárias condições de trabalho da categoria.

 
Acusações de sabotagem: governo desvia foco da negligência

Quando questionado sobre denúncias de pães mofados e comida estragada sendo servida em caminhões infestados com ratos e baratas, Streifinger acusou um servidor de sabotagem, afirmando que ele guardou o pão propositalmente para que mofasse e pudesse fotografar como prova de negligência.

Segundo o secretário, câmeras internas teriam flagrado o responsável guardando o alimento em vez de descartá-lo imediatamente. Streifinger atribuiu a ação a "interesses políticos" com a aproximação das eleições. O fato está sendo apurado disciplinarmente.

A acusação de sabotagem, porém, não responde à pergunta central: por que o sistema está servindo comida estragada em caminhões infestados? Mesmo que um servidor tenha guardado um pão, a falha estrutural permanece: não há cozinha em todas as unidades e uma gambiarra faz o transporte em caminhões sujos.  

Prestação de contas 

Durante a apresentação, Streifinger citou dados de apreensões em 2025 para tentar demonstrar efetividade:

  • 232 kg de maconha
  • 21 kg de cocaína
  • 224g de crack
  • 2.011 celulares

Também informou que a produção de novos uniformes para a Polícia Penal começará em 2026, sem precisar a data de entrega.

Esses números, porém, não compensam a crise estrutural: policiais mal pagos, sem reposição de efetivo, sobrecarregados com DEJEPs, e enfrentando riscos à saúde mental. Tudo isso por uma escolha política de sucatear a Polícia Penal 

 Hoje o Governo do Estado publicou no Diário Oficia autorizando a realização de 890 (oitocentas e noventa) diárias/dia, totalizando 26.700 (vinte e seis mil e setecentas) diárias/mês sob o regime da DEJEP.

Desde que foi implantada a DEJEP serve para cobrir o déficit de pessoal no sistema prisional paulista. Inicialmente era um recurso destinado a proporcionar efetivo para blitz e outras ações que antes eram feitas de forma não remunerada através das infames convocadas.

Porém se analisarmos os dados vamos verificar que hoje a DEJEP serve para manter o sistema funcionando.

Para termos uma ideia, em 2015, pouco após a lei que implementou a DEJEP a diária representava pouco mais de 5% da carga de trabalho do sistema, naquele ano o  déficit era de 8397 Policiais Penais ou 22% do efetivo.

Hoje o déficit atinge assustadores 38%  e o DEJEP representa 9,17% da carga de trabalho, ou seja, mesmo com o aumento do número de DEJEPS o déficit que enfrentamos hoje ainda é maior do que o que enfrentamos no início do ano passado.

Carga de trabalho assustadora

Hoje a carga de trabalho da cada Polícial Penal é a mais alta desde a criação da SAP, afinal além do aumento da População Carcerária, desde o início do Governo Tarcísio  vimos uma redução intensa no quadro de pessoal, e nenhuma contratação, a carga de trabalho de cada Polícial Penal hoje é 17% maior do que em 2015.

Para termos um comparativo, enquanto a proporção de presos por policial penal em 2013 era de 7,03 presos por Policial, hoje chega a 9,6, quase o dobro do recomendado pelo CNPCP e 36% superior ao ano de 2013.

A conta não fecha

Porém na prática o aumento de carga de trabalho é muito superior ao que se pode extrair dos números oficiais, devemos lembrar que a maior parte das contratações ocorridas em 2022 foi destinada às escoltas no interior, função que foi assumida pela SAP.

Se considerarmos o quadro de pessoal destinado às escoltas, os que foram deslocados da Polícia Penal para a SAP, o pessoal que tem que trabalhar no administrativo, manutenção, frota entre outras funções, veremos que o efetivo das carceragens e muralhas está muito abaixo do limite mínimo sustentável. Se levarmos em conta os colegas afastados e de licença saúde e de férias, chegamos a situação real de carceragens funcionando com com dois ou três Policiais Penais para 1500 presos nos plantões noturnos, torres com dois ou três Policiais trabalhando 8, 10 horas sem parar e escoltas tendo que dobrar plantões (muitas vezes sem receber).

Outro fator que aumenta o desgaste é que são menos Policiais para realizar mais horas extras, tal situação, em uma das carreiras mais estressantes da segurança pública, gera um desgaste acentuado na saúde e uma queda dos níveis de prontidão criando um risco duplo.

Soma-se a isso o aumento do assédio moral que tem sido utilizado para pressionar cada vez mais os Policiais a cumprirem missões sem o efetivo  ou condições adequadas e temos a receita perfeita para o aumento dos afastamentos médicos.

Trabalho análogo a escravidão

Para piorar, apesar da DEJEP, muitas unidades ainda terem de recorrer às convocadas, visto que mesmo as diárias não são suficientes para suprir a falta de efetivo, o sindicato já recebeu diversas denúncias de que esse expediente que deveria ser reservado à emergências se tornou rotina em diversas unidades.

Se descrevermos um trabalho em condições insalubres e arriscadas, com alimentação inadequada e que muitas vezes fere as regras básicas do código sanitário, sujeito a assédio moral constante, horas extras não remuneradas e que em vários casos não disponibiliza itens básicos como água potável, sabonete, papel higiênico  ou vestiários adequados, e que ainda por cima proíbe a fiscalização por parte do sindicato, qualquer especialista em direito trabalhista caracterizaria esse ambiente como “Condições de Trabalho Análogas à Escravidão”.

Por mais chocante que pareça, essa é a situação em que estamos vivendo hoje em nossa secretaria

Manter o salário baixo e o déficit de pessoal é estratégia

Se analisarmos o período do Governo Tarcísio de Freitas, vamos verificar que em seus três primeiros anos a verba da SAP foi diminuída, que em 2025, apesar da dita “valorização” a folha de pagamento da SAP se reduziu em 3,38% ou seja qualquer valor que o governo alegue que deu de aumento foi tirado do aumento de nossa carga de trabalho e da redução do quadro de pessoal.

Essa estratégia diabolica se mantem. Quando o governo nega o reajuste dado as outras forças de segurança e em seguida aumenta o número de DEJEPs está se aproveirtando da fragilidade econômica que ele mesmo criou, fazendo cada policial trabalhar cada vez mais, por um salário proporcionalmente menor e que não vai incidir em sua aposentadoria.

 

Na sexta-feira, 10 de abril, um policial penal foi arrancado de seu carro, jogado ao solo e agredido por guardas municipais e policiais militares durante uma abordagem truculenta em Guarulhos. O caso não é apenas mais um episódio de violência, é a prova de que o desrespeito do governo de São Paulo com a Polícia Penal pode ter consequências trágicas. A falta de uma identidade funcional padronizada para os policiais penais não é detalhe menor. Em abordagens como a que ocorreu em Guarulhos, tanto guardas municipais quanto policiais penais estão armados. Sem padronização, sem identificação clara, sem respeito institucional, o risco de um desfecho trágico é real. 

O policial penal, que atua na Penitenciária II “Desembargador Adriano Marrey” de Guarulhos e está de licença-prêmio, circulava pela Avenida Tiradentes no Jardim Bom Clima, quando foi abordado pela Guarda Civil Metropolitana. Ele parou, desceu os vidros, levantou as mãos e se identificou como policial penal. Nada disso importou. A GCM o ignorou completamente. Quando tentou explicar que não podia sair do veículo porque estava em um declive e o carro estava ligado, um PM o arrancou à força do automóvel e o jogou ao chão. Ele conta que seus óculos foram quebrados, seu ombro foi torcido e um dos agentes pisou em suas costas. 

O policial penal conta que informou, durante toda abordagem, que é policial penal, mas ninguém ouviu. “Em todo momento eu falava que era policial penal, mas eles me ignoraram. Após verificação, eles mandaram eu ficar no chão. Eu disse que não ia ficar no chão porque não sou criminoso. Depois que foi verificado toda a documentação, um policial militar veio me dizer para apaziguar a situação e eu disse que iria para o Distrito Policial registrar o BO”, contou. 

O policial penal informou que durante a abordagem um dos policiais militares foi extremamente agressivo e desrespeitou a Polícia Penal e seus integrantes. “Ele falava que a Polícia Penal é babá de preso, correria de ladrão, que agora é polícia, mas não tem força de polícia”, narrou.

O procedimento viola frontalmente a Portaria SSP 75 de 2020, que estabelece protocolos específicos para abordagem de policiais. Mas qual é o problema real aqui? O policial penal não tem uma identidade funcional padronizada. Até hoje, em 2026, a Secretaria de Administração Penitenciária não providenciou um documento que identificasse claramente esses profissionais. Resultado: um servidor do Estado é tratado como suspeito comum, agredido, humilhado e deixado no chão por dez minutos enquanto seus agressores o destratavam verbalmente. 

O comportamento da GCM e da PM nessa abordagem reflete o descaso com que o governo Tarcísio trata a Polícia Penal, deixando a corporação e fora dos projetos de valorização das forças policiais e demorando mais de ano para implementar a nova funcional e o novo uniforme da categoria. 

O sindicato vai dar toda a assistência ao policial agredido. Vai cobrar das autoridades que tomem as devidas providências. O Sinppenal vai entrar em contato com a direção da Guarda Municipal de Guarulhos e com a ouvidoria das Polícias para cobrar providências imediatas. Vai acompanhar o policial penal no registro formal do caso e vai oficiar a Polícia Militar e as guardas municipais de toda a região metropolitana pedindo a adoção de um procedimento padronizado de abordagem para policiais penais. 

A falta de uma identidade funcional padronizada e de valorização da recém-criada força policial não é um detalhe administrativo. É uma sentença de vulnerabilidade. É o Estado dizendo que o policial penal não merece nem ser reconhecido como tal. E quando ninguém sabe quem você é, qualquer um pode fazer com você o que a GCM e a PM fizeram em Guarulhos.

Recomendamos a todos que acesssem esse link ,leiam a resolução Nº75/2020 da SSP e fiquem cientes de seus direitos

 

União, unidade, unificação - Está na hora da Unificação dos Sindicatos


Há muito tempo os Policiais Penais de São Paulo pedem a unificação das entidades sindicais de forma que tenhamos apenas uma entidade lutando por nossos direitos.

Como os mais antigos sabem, no início tínhamos diversos sindicatos e associações regionais, essas acabaram se agrupando em torno de duas entidades: SIFUSPESP e SINDASP, com a criação da carreira de AEVP, surgiu o SINDESPE.

Durante anos essas divisões nos atrapalharam, mas a partir do governo Dória o aumento dos ataques aos direitos da categoria e a ameaça da privatização fizeram os sindicatos atuarem cada vez mais unidos.

Com a regulamentação da Polícia Penal, vivemos um novo momento, as promessas não cumpridas do Governo Tarcísio fizeram com que o sonho tão duramente conquistado d a Polícia Penal se convertesse em Pesadelo.

Ao contrário de todos os outros estados do País em que a Polícia Penal foi sinônimo de valorização salarial, contratações, equipamentos novos, identidade visual e fardamento digno acautelamento de armas, o estado mais rico da federação andou na contramão. 

Ao invés de valorização tivemos reajustes negados, ao invés de contratações tivemos concursos cancelados e adiados, nossa Lei Orgânica sequer garante o direito ao acautelamento de armas. Sob o comando do Sr. Tarcísio de Freitas o maior sistema prisional do Brasil sequer conseguiu fornecer uniformes e carteiras funcionais para seus Policiais e posterga a mais de um ano a regulamentação da Diária Alimentação.

É chegada a hora de mudar

Em uma realidade que temos o menor efetivo da história da secretaria, em que nossa carga de trabalho é mais de 36% maior do que em 2013, em que com pouco mais de 23 mil Policiais cuidamos de uma população carcerária de mais de quase duzentos e vitnte sete mil presos, com tendência até o fim do ano de ultrapassar o recorde histórico de duzentos e trinta e três mil, é chegada a hora de mudar o jogo.

Os sindicatos já trabalharam com união de propósitos, já atuaram com unidade de reivindicações e ações, agora é chegada a hora de se unificarem.

Da mesma forma que a Polícia Penal é única em seu propósito de combater o crime, os sindicatos também devem se unir para enfrentar os desmandos e o descaso do Governo.

Os primeiros passos já estão sendo dados, não é um processo simples pois exige uma série de passos legais e administrativos, porém a decisão já está tomada.

Sabemos que essa é uma decisão que segue a vontade da maioria da categoria, que sempre sonhou em ter uma única voz, forte e resoluta defendendo seus direitos.

Com a fusão do SINPPENAL, SINDPPESP e SINDPENAL será criado o maior sindicato de Polícias Penais do Brasil, para representar a maior Polícia Penal do país.

Dia 17 de abril às 17h será realizada uma reunião para tratar da unificação, a reunião ocorrerá na Rua Antenor Gonçalves, 128, Presidente Prudente,contamos com a presença de todos os Policiais Penais para avançarmos neste importante caminho para criar uma ferramenta de luta a altura de cada guerreiro, para que possamos conquistar a valorização e o respeito que cada Polícial Penal merece. 

Abaixo o vídeos dos presidentes, dos três sindicatos tratando da unificação:



  

Campanha de arrecadação visa custear cuidados da esposa, internada em estado grave na Santa Casa de Araraquara

O (SINPPENAL) vem pedir sua solidariedade para o Policial Henrique Marcel de Almeida Braga, lotado na Penitenciária de Araraquara.

Há cerca de 10 dias, a esposa do policial penal, Karen Alessandra Francisco Canhas Braga, passou mal e precisou ser internada em regime de urgência na Santa Casa de Ibitinga, cidade onde o casal reside. Após diversos exames, foi constatada uma grave lesão no fígado. O quadro clínico se agravou rapidamente: Karen também apresentou complicações renais e precisou receber duas bolsas de sangue.

Atualmente, ela está internada na Santa Casa de Araraquara, aguardando o resultado da biópsia do fígado e do baço, que pode levar até 15 dias. Por conta do estado debilitado, Karen necessita de acompanhante 24 horas por dia.

Nosso irmão conta com sua solidariedade

Frente a situação financeira enfrentada pela maioria dos Policiais Penais, Henrique está sem condições de arcar com um acompanhante profissional, ele e sua sogra estão se revezando nos cuidados no hospital. Devido a situação ele já faltou a dois plantões e dará entrada em pedido de afastamento, agravando ainda mais a situação financeira da família.

Como ajudar

O SINPPENAL reforça que qualquer valor é bem-vindo e fará diferença para custear despesas do tratamento, alimentação e transporte durante este momento crítico.

Chave Pix (CPF): 382.989.638-73  

Titular: Henrique Marcel de Almeida Braga  

Banco: Itaú

Corrente de oração e divulgação

Além das doações, o sindicato pede que todos compartilhem esta campanha em suas redes sociais e incluam a família Braga em suas orações. A esposa do policial Henrique encontra-se internada na Santa Casa de Araraquara, e a força da categoria é essencial neste momento.