É com profundo pesar que o Sinppenal comunica o falecimento do oficial administrativo Júlio César Bertolan, ocorrido no último sábado (13), aos 72 anos.
Seu corpo será sepultado às 10h30 desta segunda-feira no Cemitério Vila Nova Cacheirinha, que fica na Avenida Deputado Emílio Carlos, 3100, Cachoeirinha, São Paulo.
Júlio dedicou grande parte de sua trajetória profissional à Penitenciária Feminina de Santana, onde atuou com compromisso, ética e companheirismo.
Neste momento de dor, expressamos nossas mais sinceras condolências aos familiares e amigos.
É com profundo pesar que o Sinppenal comunica o falecimento do Policial Penal Rivelino Laurindo de Almeida, ocorrido neste sábado (13/6).
O servidor estava internado na Santa Casa de Ribeirão Preto desde o mês de abril, onde lutava bravamente pela vida após ser vítima de um grave acidente automobilístico.
Rivelino era lotado no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Jardinópolis. O trágico incidente que o vitimou ocorreu em abril deste ano, quando, em decorrência de uma convulsão enquanto conduzia sua motocicleta, sofreu uma queda que resultou em um severo traumatismo craniano.
A trajetória de Rivelino Laurindo de Almeida no Sistema Prisional foi marcada pela dedicação, profissionalismo e pelo espírito de camaradagem que cativava a todos ao seu redor.
Neste momento de dor, o Sindicato envia suas condolências à família e aos amigos de Rivelino.
A administração pública oficializou, na última quarta-feira, 10 de junho, a demissão do policial penal Márcio Abdala, lotado no Centro de Detenção Provisória (CDP) I de Osasco. A penalidade é decorrente do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado para apurar um incidente ocorrido em 27 de outubro de 2024, na subportaria da unidade prisional. Na ocasião, o servidor reagiu a ameaças proferidas por uma visitante, dando voz de prisão e conduzindo a mulher para o interior da unidade prisional.
A ação, que foi registrada pelas câmeras de vigilância, resultou em acusações de conduta irregular, incluindo o uso de arma de fogo de propriedade particular durante o exercício das funções. A acusação sustentou que o policial agiu de forma intimidadora, portando armamento não oficial e utilizando força física desproporcional ao segurar a visitante pelo braço.
A defesa de Márcio Abdala argumentou que as imagens do sistema de videomonitoramento da unidade não comprovam o saque ou o apontamento de arma de fogo contra a visitante, versão que foi corroborada por depoimentos de diretores e outros policiais presentes no local, que afirmaram não ter visualizado o servidor com arma em punho. A defesa sustentou que o policial adotou uma postura de cautela operacional diante da agressividade da visitante e que o porte da arma particular se justificava pelo encerramento de seu turno e iminente deslocamento para sua residência, conforme facultado em regulamentações específicas de segurança pessoal.
Márcio Abdala ingressou no serviço público em 2006 e somava 20 anos de serviços prestados à instituição. Em seu prontuário funcional constam elogios por empenho e dedicação profissional em anos anteriores, como em 2014 e 2022. Apesar do histórico e dos argumentos apresentados pela defesa, a recomendação da Procuradoria Geral do Estado pela demissão prevaleceu, sob a justificativa de que a gravidade da falta era incompatível com a continuidade do vínculo funcional.
O policial afirma que sua punição é desproporcional e cita casos de servidores que foram flagrados em ocorrências de corrupção e que receberam pena de suspensão. “Eu não levei droga, nem arma para o presídio. Não deixei condenada por tráfico visitar outro preso na cadeia. Eu me defendi de uma ameaça e fui demitido depois de 20 anos de serviços prestados. Tenho um filho autista e não terei como pagar a pensão dele, não tenho outra fonte de renda”, disse Abdala.
O Sindicato dos Policiais Penais (Sinppenal) informa que atuará na defesa do policial penal, oferecendo toda ajuda institucional necessária. A entidade reforça seu compromisso com a observância do devido processo legal e com a defesa das prerrogativas da categoria, ressaltando a importância de que todas as decisões administrativas sejam pautadas pela proporcionalidade e pela análise criteriosa das provas produzidas nos autos.
É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do Policial Penal Yogi Watanabe Junior, ocorrido em Presidente Prudente, São Paulo, aos 65 anos de idade. O servidor, que dedicou grande parte de sua vida ao serviço público, faleceu em decorrência de um infarto.
As últimas homenagens estão sendo prestadas na Casa de Velório Athia, em Presidente Prudente. Seu sepultamento será realizado nesta quinta-feira (11/6), às 16h40, no Cemitério São João Batista.
Yogi Watanabe Junior era lotado no CDP de Nova Independência e reconhecido por sua conduta exemplar e pela dedicação à instituição. Neste momento de luto e dor, manifestamos nossas mais sinceras condolências e solidariedade à família e aos amigos próximos.
O que deveria ser um marco na consolidação da Polícia Penal de São Paulo transformou-se em um cenário de insegurança e desrespeito. Como não bastasse o atraso, o processo de emissão das novas identidades funcionais está mergulhado em uma desorganização que vem colocando policiais penais em risco.
Um dos exemplos mais dramáticos deste problema é o caso do policial penal Francisco José Alves Ferreira. Alvo de várias ameaças de morte registradas em inúmeros boletins de ocorrência em decorrência do exercício de sua profissão, o servidor recebeu sua nova identidade funcional com uma omissão fatal: o documento não consta o seu direito ao porte de arma.
Mesmo possuindo arma legalizada e toda a documentação em conformidade com a lei, Francisco José encontra-se hoje em um limbo jurídico perigoso. Ao tentar exercer seu direito de defesa diante das ameaças que sofre, ele corre o risco de ser criminalizado pelo próprio Estado que deveria protegê-lo. "Tenho arma legalizada. Se eu tentar me defender na rua, corro o risco de ter problemas com o Governo", desabafa o policial, que já enfrentou uma punição severa de um mês sem salário há dois anos apenas por cobrar o que lhe é de direito.
O Sinppenal vem denunciando a série de problemas com a funcional e já enviou ofício ao DGPP cobrando uma solução para os problemas, mas ainda não obteve resposta.
Este caos nas funcionais não é um fato isolado, mas parte de um cronograma de promessas não cumpridas. Já se passaram 1 ano e 5 meses desde que o modelo do uniforme oficial da Polícia Penal foi publicado no Diário Oficial, e até o momento, nenhum kit foi entregue à tropa. O policial penal paulista continua trabalhando sem identificação visual adequada e, agora, sem identificação documental confiável.
Desde 2024, o sindicato tem protocolado ofícios e participado de reuniões cobrando celeridade e organização, mas a resposta do Governo tem sido o silêncio ou a entrega de produtos defeituosos que colocam a vida do servidor em risco.
Importante destacar que os policiais aposentados também têm direito a uma nova funcional. O sindicato orienta que se sua funcional veio com erro, foto antiga, falta de porte ou dados divergentes no QR Code, não receba o documento. Registre em fotos os erros, mas se recuse a receber um documento errado. Você pode encaminhar as imagens e a denúncia para o sindicato por meio do nosso canal de denúncias: WhatsApp: (11) 97865-3764
O Sinppenal reforça que a segurança do policial penal é uma prerrogativa inegociável para o exercício da profissão e para a manutenção da ordem no sistema penitenciário. Continuaremos cobrando providências da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) para que essa situação seja corrigida o mais rápido possível.
A ponte que faz a ligação entre os municípios de Iperó e Tatuí, passando sobre o Rio Sarapuí, encontra-se totalmente interditada para o tráfego de veículos e pedestres devido ao agravamento de problemas estruturais. Vistorias técnicas recentes identificaram a presença de trincas e rachaduras profundas na estrutura, que possui cerca de 50 anos de existência. A medida, adotada de forma preventiva pelas Defesas Civis de ambas as cidades, visa garantir a integridade física dos usuários diante do risco iminente de colapso em pontos específicos do asfalto e dos pilares de sustentação.
O bloqueio total tem gerado impactos severos na rotina de moradores, estudantes, trabalhadores e comerciantes que dependem diariamente desta travessia, como os servidores que atuam na penitenciária de Iperó. Com a interdição do principal acesso entre os municípios, o trajeto que anteriormente era realizado em poucos minutos agora exige desvios por estradas vizinhas que somam até 25 quilômetros adicionais.
A logística do transporte público coletivo também sofreu alterações drásticas, com o itinerário da linha intermunicipal saltando de 47 para 91 quilômetros, o que elevou o tempo médio de viagem de 1h10 para aproximadamente 2h40, dificultando o deslocamento de quem utiliza o serviço para trabalho ou estudo.
As prefeituras de Iperó e Tatuí informaram que já encaminharam os laudos técnicos detalhados à Defesa Civil do Estado de São Paulo e aguardam orientações sobre os recursos e procedimentos necessários para a recuperação da via. Está prevista para os próximos dias uma nova avaliação técnica conjunta, com o apoio de órgãos especializados, para definir o cronograma de intervenções e as obras de reforço estrutural.
É imprescindível que o governo do Estado intervenha para garantir o acesso às unidades de segurança do Estado, e isso inclui investimentos em infraestrutura por meio de parcerias com as prefeituras locais.
O sistema prisional de São Paulo vive o momento mais tenso dos últimos sete anos. Com 229.306 presos distribuídos nas 180 unidades do estado e uma superlotação de 46%, a população carcerária se aproxima perigosamente do recorde histórico registrado em 2019, quando atingiu 233.089 detentos. Os números revelam não apenas um problema de espaço, mas uma crise humanitária que afeta tanto os encarcerados quanto os servidores responsáveis por sua custódia. E o cenário pode piorar significativamente, uma vez que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou, na tarde desta quarta-feira, a redução da maioridade penal.
De acordo com informações do CNJ, o estado de São Paulo possuía, no final de mais de 2024, segundo dados do Painel de Inspeções no Socioeducativo, 4,2 mil jovens e adolescentes cumprindo medidas socioeducativas, o equivalente a 41% do total nacional. Se a maioridade penal for reduzida para 16 anos, contingente semelhante seria acomodado nas unidades superlotadas de São Paulo nas prisões que acontecerem após a mudança, aprofundando o colapso do sistema.
A superlotação, porém, não é o único sintoma da falência do sistema. Ela caminha lado a lado com uma defasagem crônica de policiais penais que torna o ambiente ainda mais instável e perigoso. Em 2026, apenas 22.909 policiais penais estão em atividade nas unidades, o que representa um déficit de 39% do efetivo necessário. Isso significa que cada policial penal precisa lidar com uma média de 10 presos, uma proporção que qualquer especialista em segurança penitenciária classificaria como insustentável.
Para contextualizar a gravidade da situação, basta comparar com os dados de 2019. Naquele ano, havia 30.994 policiais penais em atividade, proporcionando uma relação de um servidor para cada 7,5 detentos. Mesmo essa proporção já era considerada inadequada pelos órgãos reguladores. Hoje, a situação piorou significativamente.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estabeleceu uma política de regulação de vagas no sistema prisional que determina um parâmetro claro: cada policial penal deve cuidar de, no máximo, 5 presos. Essa recomendação também é respaldada pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), que considera esse número essencial para o bom funcionamento das unidades e para garantir condições mínimas de segurança e dignidade.
Aplicando essa determinação à população carcerária atual, o cálculo é simples e assustador: São Paulo precisaria de 45.800 policiais penais para cumprir o que preconiza o CNJ. A diferença entre o necessário e o disponível é de mais de 22 mil servidores. Essa lacuna representa o cotidiano de pressão, sobrecarga e precariedade vivido por quem trabalha nas penitenciárias.
Os policiais penais enfrentam condições de trabalho que extrapolam qualquer limite aceitável. O ambiente é hostil, a sobrecarga é constante e o risco é permanente. Estima-se que 20% dos policiais penais ativos estão afastados por doenças psíquicas, reflexo direto do estresse crônico e da exposição contínua a situações de violência. Até maio deste ano, a Polícia Penal já havia registrado 4 suicídios entre seus servidores, um indicador devastador da saúde mental dessa categoria profissional.
A pressão sobre esses profissionais é descrita com clareza por quem vive essa realidade diariamente. Fabio Jabá, presidente do Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo (Sinppenal), explica que trabalhar em uma situação que combina superlotação extrema com falta crônica de profissionais é simplesmente insustentável. “Os servidores estão sob pressão constante, tentando manter a ordem em um ambiente que não oferece as mínimas condições de segurança. Vemos colegas adoecendo, afastados por problemas mentais graves, e perdemos pessoas para o suicídio. Não estamos falando de números abstratos. Estamos falando de vidas que se quebram dentro de penitenciárias que não têm estrutura para funcionar. A falta de pessoal faz com que cada policial penal carregue um peso que nenhum ser humano deveria carregar", afirma.
Baixas anuais sem reposição
E não há previsão para que a situação seja sequer amenizada. O governo Tarcísio é o primeiro a não contratar policiais penais. De 2025 a 2026, 2.553 servidores deixaram os quadros da SAP sem que haja qualquer tipo de reposição. Segundo levantamento do Sinppenal, esse número está acelerando com o envelhecimento da categoria.
A precariedade se manifesta na rotina das unidades, na segurança comprometida, nas condições de vida dos detentos e, principalmente, no sofrimento silencioso de quem trabalha ali. Um policial penal responsável por 10 presos quando deveria cuidar de 5 não consegue exercer sua função adequadamente. Não consegue garantir segurança. Não consegue manter a ordem. E, acima de tudo, não consegue preservar sua própria saúde mental. Quando a segurança das penitenciárias fica comprometida, o combate ao crime organizado lá fora também padece. Toda sociedade paga o preço do descaso estatal com o sistema prisional.
O sistema prisional paulista está quebrado. E enquanto os números crescem, os servidores adoecem e morrem, o poder público segue indiferente a uma crise que deveria ser prioridade nas agendas políticas e administrativas do Estado.
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